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FILHOS DA FAMECOS
13 de junho de 2016

“A Famecos é um espaço de construção”

Colunista da Zero Hora, Tulio Milman recebeu o diploma de jornalista em 1990
Por Nicolle Timm
Foto: Arquivo pessoal

Tulio Milman cobriu guerra, foi repórter, editor e comentarista (Foto: Arquivo pessoal)

Era o ano de 1984 quando Tulio Milman recebeu a notícia de que havia passado em 2º lugar no vestibular para Jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele não teve dúvidas na escolha do curso. “Jornalismo sempre foi minha primeira e única opção”. Prestes a viajar para a praia depois da garantia da vaga, seu pai achou melhor que tentasse a prova para ingressar na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. Tulio Milman foi um dos nomes do listão dos aprovados e ele optou por estudar na universidade privada. “Na época, era a melhor faculdade de comunicação. É muito importante esse investimento em educação”.

Logo depois do primeiro semestre, viajou para Israel para ser voluntário em uma fazenda coletiva. Estudou durante quatro meses em Jerusalém, onde fez um curso de liderança e Oriente Médio, e, depois, foi viajar. Aos 17 anos, Milman fez um mochilão. A vivência internacional durou cerca de um ano.

O prédio 7 é o lugar onde teve a convicção de que era jornalismo que queria fazer. “A Famecos é um espaço de construção, tanto de relações quanto de técnicas”. Alguns momentos na Faculdade ainda são relembrados por ele. Em um trabalho para a disciplina ministrada pela então professora da Famecos Alice Urbim, Milman teve a ideia de deixar uma câmera parada e colocar alguém sentado em frente sem dizer nada, até que atingisse um desconforto máximo.

“Os resultados foram incríveis, mas o cinegrafista esqueceu de gravar”, conta.

Na ocasião, Alice disse que isso poderia acontecer no dia a dia profissional e que seria necessário se virar, fazer novamente. A lembrança desse trabalho veio à tona quando, em 2008, Milman foi cobrir as Olimpíadas em Pequim. O jornalista inventou um Grenal, levou camisetas oficiais dos times gaúchos para os chineses, fizeram o jogo e quando terminou, o susto. O cinegrafista também não havia gravado e eles tiveram de refazer. “Quando der errado, azar. Dois segundos de tristeza e tenta de novo. Vai e faz”, aconselha.

Dois professores são considerados inesquecíveis por ele. Alice Urbim e Jacques Wainberg, atual professor da Famecos, são os nomes escolhidos com convicção, explicando que eram rigorosos, exigentes e competentes, o que, para Milman, são características essenciais em docentes. O primeiro trabalho na área foi como repórter em um informativo de uma comunidade judaica distribuído em Porto Alegre. Apenas depois de receber o diploma, em 1990, atuou novamente no jornalismo. Milman foi chefe de gabinete e assessor de um vereador na Câmara Municipal. Em seguida, fez pós-graduação em Marketing na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Aos 23 anos, percebeu que seus pensamentos sobre a carreira estavam pequenos e decidiu viajar para Barcelona, na Espanha, para fazer pós-graduação em Recursos Humanos. Aproveitou sua estadia no país que seria a sede das Olimpíadas em 1992 e propôs ao Jornal Correio do Povo que trabalhasse como correspondente. Assim que retornou ao Brasil, Milman atuou como repórter na editoria de Política do Correio do Povo. Na época, o diretor de redação era o jornalista José Barrionuevo. “Quando ele veio para a Zero Hora para ser colunista de política, me trouxe com ele. Fui assistente interino”. Dentro do Grupo RBS, Tulio cobriu guerra, foi repórter, editor e comentarista. Atualmente, ele é colunista da Zero Hora e comentarista no Jornal do Almoço.

Quem assistia ao Teledomingo sob a apresentação dele ou assiste aos comentários no Jornal do Almoço, não imagina que Milman era tímido. “Até hoje, às vezes, ainda fico nervoso. Mas o problema não é estar nervoso e sim o que fazer com isso. Aprendi a lidar e transformar no meu foco, desempenho, numa autoexigência”. Ele começou a trabalhar com televisão na inauguração da TVCOM, em 1995. Depois, foi apresentador do programa Teledomingo durante 15 anos, cargo que deixou em agosto de 2012.

Aos estudantes de Jornalismo, Milman aconselha que não se limitem a falar somente de algo específico ou trabalhar exclusivamente com determinada área. Ele acredita que o jornalista não deve ser o primeiro a julgar, e sim, o último. A Universidade foi muito importante para Milman, não só em relação ao conteúdo dela, mas também sobre a dimensão humana. “Saímos da faculdade e ela não sai de nós, porque estamos sempre precisando usar o que aprendemos lá. Então eu digo que ainda não sai da Famecos”, comenta, aos risos.

**A próxima reportagem da série Filhos da Famecos será publicada na segunda-feira (20). A entrevistada é Alice Bastos Neves, formada na Famecos em 2005, em Jornalismo. Hoje, trabalha como apresentadora do Globo Esporte RS.

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