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FILHOS DA FAMECOS
14 de março de 2016

“A Famecos foi marcante para mim”

Alexandre Garcia deixou o interior do estado em 1968 para cursar Jornalismo
Por Nicolle Timm
Alexandre Garcia (C) com seus colegas, da esquerda para a direita, Maria Helena, Heidi, Lidia e Tadeo no almoço de 44 anos de formatura da Famecos, que ocorreu em janeiro de 2014, em Porto Alegre (Foto: Arquivo pessoal)

Alexandre Garcia (C) com seus colegas, da esquerda para a direita, Maria Helena, Heidi, Lidia e Tadeo no almoço de 44 anos de formatura da Famecos, que ocorreu em janeiro de 2014, em Porto Alegre (Foto: Arquivo pessoal)

O cenário do mundo em 1968 estava marcado por revoltas de estudantes e trabalhadores. No Brasil, foi instituído o Ato Institucional Nº 5 pelo então presidente Costa e Silva. No início daquele ano, em Encantado (RS), onde trabalhava no Banco do Brasil, Alexandre Garcia recebeu a notícia de que havia passado em primeiro lugar no vestibular de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. Passados 45 anos, ele relembra dos tempos de estudante com carinho. “A Famecos foi fundamental”.

No Ano que Não Terminou, a Faculdade passou a funcionar no prédio 7 do Campus. Garcia ingressou no curso entusiasmado e logo conquistou seu espaço. Foi presidente da sua turma e depois, do centro acadêmico. Quando estava no último ano, o Jornal do Brasil (JB) visitou a Famecos e ofereceu uma vaga de estágio para os estudantes. Era preciso que a turma indicasse três alunos através de votação. Garcia estava entre os nomes sugeridos e, após o processo de seleção, foi ele quem ficou com a vaga.

A formatura de 1971 foi diferente de todas as outras. Sem toga e sem oradores, sua turma decidiu fazer uma peça teatral que analisou os fatos históricos que ocorreram no mundo durante os quatro anos em que estiveram na Famecos, criando uma retrospectiva para o público. “Percebo que antes éramos muito mais politizados do que os estudantes atuais. Nos preocupávamos mais com essas questões”, diz ao relembrar a atitude dele e dos colegas.

Além de ressaltar que foi na Faculdade que conseguiu trabalho na área, Garcia demonstra ter boas recordações da época. “A Famecos foi marcante para mim. Institucionalizou a vocação que eu tinha e me deu a base técnica e teórica”. Depois de diplomado, foi correspondente do JB na Argentina. Entre 1973 e 1974, lecionou a disciplina de Jornalismo Comparado na Famecos. “Fiquei muito feliz, porque o aluno voltar como professor é muito gratificante”, afirma.

Foto: Arquivo pessoal

Alexandre Garcia no batismo do calouro, em 1968 (Foto: Arquivo pessoal)

Em 1979 e 1980, Garcia foi porta-voz oficial da Presidência da República no governo de João Figueiredo. Três anos antes do movimento das Diretas Já, que reivindicava por eleições presidenciais através de voto direto, ele anunciou em uma entrevista ao Jornal Correio do Povo que a sucessão do presidente seria civil. A experiência de trabalhar com Figueiredo permitiu que o jornalista entendesse o lado interno do governo que, segundo ele, continua o mesmo até hoje. De todas as reportagens que já fez na sua carreira, Garcia destaca as coberturas de guerra. “Por causa do risco de vida, de acordar de manhã e não saber se vai estar vivo no fim do dia”.

Sua carreira no telejornalismo começou em 1983, na TV Manchete. Foi ele quem inovou ao fazer gestos, enquanto todos jornalistas falavam imóveis. “Aprendi cinema na Famecos, e achava que o jornalismo na TV tinha que ter um pouco disso, de ser uma conversa”. Passou a integrar a TV Globo em 1988 e foi diretor da sucursal de Brasília durante cinco anos, de 1990 a 1995.

O prazer de trabalhar com o que gosta é o que mais o move na carreira. “Quando se faz o que dá prazer, parece que se está sempre de férias”. Aos estudantes da Famecos, ele deixa um recado. “Leiam muito e de tudo para nunca serem surpreendidos ou enganados por um entrevistado e aprendam a língua, que é o instrumento principal do jornalismo”.

Garcia está com 75 anos. Todos os dias, ele fala para 250 emissoras de rádio, escreve semanalmente para 20 jornais e, nas quartas-feiras, apresenta o programa GloboNews Alexandre GarciaAlém disso, é comentarista do Bom Dia Brasil e apresentador substituto do Jornal Nacional. Quando questionado se o verbo parar não faz parte de sua vida, ele brinca. “Só vou cansar quando cansarem de mim”.

**A próxima reportagem da série Filhos da Famecos será publicada na segunda-feira (21). O entrevistado é o relações-públicas João Ramos, formado na Famecos em 2004. Ele é sócio-fundador da Pague Com Uma Foto e Coordenador de Planejamento Criativo na Storck Promo.

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