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Filhos da Famecos
4 de julho de 2016

“A Famecos foi uma segunda casa”

Frase é de Sérgio Lüdtke, jornalista diplomado na Famecos em 1984
Por Mariana Brun
(Foto: Divulgação)

Sérgio Lüdtke se gradou há 32 anos (Foto: Divulgação)

Em 1980 a ditadura militar, imposta em 1964, começa a entrar em decadência com o movimento pró-democracia. Foi nesse cenário que Sérgio Lüdtke começou a frequentar as aulas do prédio 7, a Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. “Por um lado, queríamos destruir o que restava dos valores do velho regime e, por outro, queríamos construir algo novo. Tínhamos, ingenuamente, a certeza de que seríamos os desenhadores de um novo país”, admite o jornalista. Respirando política, como define, ele se graduou em em 1984.

“O Jornalismo sempre me pareceu ser uma escolha natural”, afirma. A curiosidade pela profissão começou cedo na vida de Lüdtke. Ainda quando menino, o noticiário da Rádio Cachoeira o fazia imaginar o quanto queria fazer parte daquilo um dia. Nunca chegou a trabalhar em rádio. Mas, a partir desse desejo, descobriu a profissão em que hoje soma 32 anos de trajetória.

Enquanto cursava a graduação na Famecos, o jornalista trabalhava na área de Marketing da Livraria Sulina. Depois de formado, não foi trabalhar em redação como a maior parte dos colegas. Seguiu como editor de livros da rede de livrarias, onde atuou até abril de 1991. Em 1993, tornou-se presidente do Clube dos Editores de Livros do Rio Grande do Sul e, posteriormente, vice-presidente da Câmara Rio-grandense do Livro. Nos anos 90, já tinha a sua própria editora, a Artes e Ofícios. Mas, como era um negócio business-to-business, sentia falta de contato com o público.

Quando participava da Feira do Livro, passava parte do tempo observando o comportamento e o interesse do público leitor diante das publicações que eram lançadas. Começou então a participar de uma livraria online e, no ano seguinte, vendeu sua participação na empresa. Junto com cinco amigos, lançou a primeira editora de e-books no Brasil e, querendo se aproximar ainda mais do meio digital, estudou códigos e criou um site sobre Buenos Aires para brasileiros. “Com ele, vi que no digital eu poderia ter contato direto com o público e isso me fez um entusiasta da interatividade”, destaca. O estouro da internet no país veio logo em seguida, o que fez com que desistissem do negócio antes de lançar. Mas Lüdtke não desanimou.

Com o conhecimento adquirido em quase dois anos de trabalho na área digital, assumiu no então recente Portal clicRBS. Após, migrou para a Editora Globo, em São Paulo e nunca mais largou a área. Durante quase 7 anos, atuou como professor de Jornalismo Digital e hoje é consultor em mídias digitais, membro do Grupo de Avaliação Editorial (GAE) do Jornal Estadão e coordenador do Master em Comunicação e Mídias Digitais no Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS). Também atua como owner no Interatores.com e coordena a pesquisa Empreendimentos Digitais do Jornalismo Brasileiro, em que mapeia iniciativas na área.

Foi logo na primeira aula com o professor Marques Leonam, na Fanecos, que ele percebeu ter optado pelo curso correto. “Uma profissão que era capaz de colocar aquele brilho nos olhos de um professor só poderia ser a escolha certa”. A partir disso o Centro Acadêmico Arlindo Pasqualini (CAAP), as salas de aula, os estúdios de rádio e de TV e o Maza, um bar localizado atrás da Universidade, na Bento Gonçalves, passaram a fazer parte da rotina do futuro jornalista. Nesses ambientes, conheceu colegas e professores que foram marcantes em sua vida pessoal e profissional. “A Famecos foi naquela época uma segunda casa, uma lugar acolhedor, divertido e inspirador”.

Parte dos 32 anos de profissão, Lüdtke passou longe das redações, editando livros ou ajudando na formação de outros jornalistas. Entretanto, destaca que usou os fundamentos do jornalismo em todas as atividades. Ainda na graduação, aprendeu ensinamentos que leva até hoje para a vida profissional, como a necessidade de compatibilizar obrigações contraditórias. “O jornalista deve duvidar sempre e acreditar sempre”, ressalta. Para os futuros jornalistas, o conselho de Lüdtke é claro: “Que procurem conhecer e se conectar com a audiência, aprendam a ouvi-la e respeitá-la mesmo quando tiverem que contrariar os interesses imediatos desse público”.

 

**A próxima reportagem da série Filhos da Famecos será publicada na segunda-feira (11). O entrevistado é Raul Krebs, formado na Famecos em 2002, em Publicidade e Propaganda. Ele atua como fotógrafo publicitário e já ganhou prêmios como o Nominee – New York Photo Awards, em 2008 e 2009. Também trabalha como diretor de fotografia em comerciais e clipes e é professor da disciplina de Fotografia Publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). 
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