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FILHOS DA FAMECOS
8 de setembro de 2015

“A Famecos me abriu portas para um mundo novo”

Frase é da jornalista Mariana Becker que trabalha na Rede Globo desde a graduação
Por Nicolle Timm
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Mariana Becker é correspondente internacional da Rede Globo (Foto: arquivo pessoal)

“Gosto de dizer que sou uma contadora de histórias”. É assim que Mariana Becker se descreve. Apesar de ter cursado seis meses de Sociologia, foi a vontade de contar o que estava vendo, o gosto pela leitura e por viajar unidos à paixão pelo surfe que a fez escolher o jornalismo. Suas palavras mostram a dedicação que tem na profissão que seguiu.

Desde o primeiro ano na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, em 1989, Mariana demonstrava ter grande potencial. Ela conta que encontrou personagens no surfe e queria escrever suas histórias. A diplomada redigiu uma matéria sobre uma entrevista que fez com Andrea Lopes, campeã brasileira amadora de surfe aos 14 anos. “Um amigo tinha o contato de um jornalista da Folha de São Paulo e enviou o material que eu havia produzido. Ele recebeu e publicou”.

As aulas de Radiojornalismo, ministradas pelos professores Claudio Thomas e João Brito de Almeida, e as de Semiótica têm um lugar especial nas memórias da repórter. Mariana demonstra ter grande admiração pelos docentes da Faculdade. Ela diz que podia discutir a função do jornalista com eles. “Na Famecos, podemos fazer isso. Na hora da prática, você se pergunta ‘devo publicar isso?’. Esse questionamento tem que ser feito”.

Mariana afirma não ter algum docente inesquecível específico. “Seria injusto citar um só. Uns me deram asas, outros as cortaram”. Ela explica que o importante é estar aberto para ver o que cada professor tem a oferecer. No entanto, ressalta que se fosse fazer alguma menção seria ao João Brito, ex-professor e ex-coordenador do curso de Jornalismo, com quem manteve contato por muitos anos depois de formada.

A diplomada afirma que ficou um semestre a mais na Faculdade, devido ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), e se graduou em 1994. O tema consistia na invasão da privacidade e as barreiras que o jornalista pode ou não ultrapassar. Por terem poucas referências publicadas sobre isso na época, Mariana considera ter sido bem difícil. “Tive que ser a primeira a pesquisar vários aspectos, mas queria fazer sobre esse assunto porque me incomodava”. Sua orientadora foi a então professora da Famecos Marta Campos, descrita por ela como rígida e muito inteligente.

A jornalista trabalhou, durante o curso, no Jornal Vertical, na Rádio Ipanema e na Zero Hora. A inscrição no SET Universitário de uma matéria chamada Dinossauros Raladores, realizada para uma disciplina, foi o que a levou ao telejornalismo. Na ocasião, um dos jurados era o então editor-chefe da TV Bandeirantes Marco Antônio Villalobos (hoje professor da Famecos). “Ele me viu e perguntou por mim. Me disse para ir na Band conversar com ele”. Lá, ela trabalhou nas editorias de esportes e geral como repórter e, algumas vezes, apresentadora.

“O Telmo Zanini me viu na Band e disse que eu deveria ir para a Globo quando eu me formasse”. Na época, Zanini era chefe de redação da divisão de Esportes. Mariana conta que queria trabalhar na TV Cultura, mas quando foi fazer a entrevista, não foi atendida. “No outro dia, eu tinha uma entrevista marcada na Globo, no Rio de Janeiro. Fui, fiz o teste e me disseram para ir depois de terminar a faculdade”, conta. Depois de graduada, Mariana se mudou para a cidade carioca. Ao chegar, a emissora explicou que estava precisando de um repórter contratado. “Acabei indo para trabalhar, não estagiar”.

A jornalista credita sua aprendizagem sobre televisão à Globo, pois o padrão de exigência é muito alto. A Faculdade foi a responsável por dá-la uma boa base teórica para desenvolver a prática. “A Famecos me ajudou a ter tempo e instrumentos suficientes. Lá, conheci pessoas que me estimularam e me motivaram”. Ela afirma que, como repórter, é preciso ter mobilidade e rapidez. “Você tem que estar preparado para entrar ao vivo a qualquer hora”. Para ela, uma das lições de estar em uma grande empresa é trabalhar em equipe.

Mariana reside no principado de Mônaco, localizado na costa sul da França. Ela é correspondente internacional da Globo e cobre o circuito de Fórmula 1. “Eu já estava na emissora há muitos anos, quando começaram a pensar em mulher no esporte. Como gostava de viajar e falava idiomas, uni o útil ao agradável”.

A diplomada guarda com carinho suas recordações da vida acadêmica. Ela explica que nessa etapa o aluno passa a conversar com os professores como colegas e desenvolve maturidade. Mariana diz que a Famecos abriu portas para um mundo novo. “Eu acho que o mais legal é que a Famecos, pelo menos no meu tempo, incitava essa criatividade nos alunos. Espero que continue assim”.

** A próxima reportagem da série Filhos da Famecos será publicada na sexta-feira (11). O entrevistado é o publicitário Miltinho Talaveira, formado em 1992. Ele participou do primeiro SET Universitário e integra o programa Itapema Trends, da Rádio Itapema. 

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