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SOLIDARIEDADE
19 de dezembro de 2012

A revolução de um palhaço

O médico Patch Adams visitou o Hospital São Lucas da PUCRS, realizou palestras e conheceu o trabalho da ONG Doutorzinhos
Por Maria Polo
Patch Adams conversou com a imprensa no HSL (Foto: Giovanna Pozzer)

Patch Adams conversou com a imprensa no HSL (Foto: Giovanna Pozzer)

Hunter “Patch” Doherty Adams é uma figura conhecida mundialmente pelo filme Patch Adams – O amor é contagioso, estrelado por Robbie Williams, que conta a história de vida do médico que revolucionou a forma de lidar com pacientes em hospitais. O longa-metragem hollywoodiano, porém, deixa de lado grande parte da militância e da luta de Patch por um mundo melhor. Nos últimos 28 anos, o doutor, que se veste de palhaço, percorreu 70 países e ficou longe de casa por mais de 200 dias por ano. Em mais uma batalha do que chama de “Revolução do Amor”, Patch Adams esteve em Porto Alegre nos dias 12 e 13 de dezembro, a convite da ONG Doutorzinhos.

Um tanto hostil com a imprensa, Patch concordou em dar uma entrevista coletiva no Hospital São Lucas, na manhã de quinta-feira (13). Ao conversar com os jornalistas, disse que eles deveriam ser parte da revolução. “Ainda não é tarde”, afirmou. Ele não deixou sua visita pelo hospital ser capturada pelas lentes. “Se eu deixar, é isto que será reproduzido. O palhaço brincando com os doentes”.

A luta de Patch Adams é muito maior do que apenas trazer um sorriso no rosto dos pacientes. O médico acredita que a amizade é o melhor remédio. Para ele, o amor não é um sentimento, mas sim inteligência, e deve ser ensinado na escola, como matemática. “Imaginem o que poderíamos realizar com uma hora por dia de amor”, incitou.

Ao ser questionado sobre o filme, Patch acredita que ele foi importante para atrair atenção da mídia e das pessoas para sua causa. Porém, considera o filme “superficial”. E ainda indicou o longa-metragem A vida é bela, que estreou no mesmo ano, como uma alternativa mais significativa. “Eu trabalho para a paz e a justiça. O filme causou comoção, desde então, já recebi mais de 3 mil projetos e iniciativas sociais”, afirmou, acrescentando que é esta sua maior relevância.

Durante a sua visita ao hospital, abraçado pelos Doutorzinhos, ele plantou uma árvore e fez um alerta. “Não corte a Amazônia. Proteja-a com a sua vida”. Para Patch Adams, o amor que prega é o mesmo de uma mãe. “As mulheres são lutadoras. Nenhum problema do mundo foi causado por uma mulher”, exaltou.

No mesmo dia, o palhaço proferiu a palestra Vivendo uma Vida de Alegria na prédio 40 da PUCRS. De maneiras divertidas, o americano falou sobre problemas mundiais, como a disparidade salarial entre diferentes categorias profissionais. “No futebol, são multimilionários brincando com suas bolas. O fato de que um jogador recebe mais que um professor é revoltante”, disse, sob aplausos.

Patch Adams criou, nos Estados Unidos, o Gesundheit! Institute, um hospital inteiramente gratuito, onde cada paciente é tratado com medicina tradicional e alternativa combinadas. “Eu descobri que quase todo mundo é gentil comigo, se assim sou com eles”, revelou. O médico, que usa roupas de palhaço o tempo inteiro, um dia sonhou com mudanças na medicina. Hoje quer mudar o mundo. “Eu chamo vocês para a Revolução do Amor”, convocou.

 

Os Doutorzinhos

A vinda de Patch Adams foi promovida pela ONG Doutorzinhos, com o apoio do Hospital São Lucas (HSL) da PUCRS. Durante visita, o palhaço conheceu o trabalho dos voluntários e concedeu a palestra Humor e saúde para o público interno do HSL.

Inspirado pelo trabalho do palhaço, o idealizador da ONG Mauricio Bagarollo começou o projeto em 2006. Hoje, os Doutorzinhos atuam em hospitais levando alegria e amizade aos pacientes, familiares, médicos, enfermeiros e funcionários. Com diagnósticos divertidos, como “você está com chulé”, e valores de consultas em abraços, os doutores-palhaços trabalham em duplas nos ambulatórios.

“Eles realizam um trabalho muito criativo, são pessoas iluminadas. Muitas vezes, o paciente está deprimido e abalado, e eles conseguem fazê-los esquecer a dor por alguns momentos”, relata Angela Maria Antunes, filha de uma paciente do HSL. Ela conta que as doutoras Clotilde Clô e Fiapo conseguiram tirar um sorriso de sua mãe que há tempos ela não via.

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