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TECCINE
28 de outubro de 2014

“A televisão vai acabar”

Para Jorge Furtado, público está mudando a maneira de assistir aos seriados
Por Rafael Timm
Foto: Maia Rubim

Foto: Maia Rubim

“Vou começar lendo um capítulo sobre séries de um texto que fiz para um curso, mas nunca consegui ensinar”, alertou Jorge Furtado, no início de seu Bate-papo no seminário A Vida em Fatias – Conversas sobre Séries de Tv, em comemoração aos dez anos do Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual (TECCINE). A desenvoltura do diretor e cineasta na leitura evitou que o texto fosse metódico e monótono. As especificações sobre as produções para televisão, com narrativa seriada, foram complementadas com histórias da vasta experiência de Furtado, diretor e roteirista de Doce de Mãe, Decamerão – A Comédia do Sexo e outros sucessos da Globo. A palestra aconteceu, nessa segunda-feira (27), no auditório da Faculdade de Comunicação Social (Famecos), com a mediação do coordenador do TECCINE, professor Fabiano de Souza.

As produções audiovisuais foram divididas em: Dose Única e “Em Fatias”. O primeiro compreende o curta-metragem, a média-metragem e o longa-metragem. O segundo representa as séries, os sitcoms, as minisséries e as novelas. O enfoque do roteirista foi no tipo de narrativa seriada. Para mostrar o seu conhecimento sobre o tema, segmentou as séries que viu em: um personagem, como I Love Lucy; dois personagens, como Two and a Half Men (“Classifico assim, apesar de ser dois homens e meio”, brincou); uma família; vários personagens; um lugar; e um ambiente de trabalho. Entre os seriados citados, há os mais sérios, como Os Sopranos, e os mais inesperados, como Bob Esponja e Phineas e Ferb. Este estilo eclético dá a dimensão do conhecimento de Furtado sobre o assunto. “Há um certo consenso de que o sucesso depende basicamente do texto e do elenco. É bom lembrar que não faz mal nenhum ser bem dirigida”, afirmou.

A diferença entre as séries americanas e as brasileiras foi um dos tópicos da palestra. Os seriados do norte do continente apostam muito em arcos longos, ou seja, há um enredo que se desenvolve durante os episódios da temporada, como Breaking Bad, Mad Men e Revenge. O telespectador tem que esperar a semana seguinte para ver o que vai acontecer com os personagens. “No Brasil, isso não dá certo. Eu não trabalho com arco longo. Não gosto. Não funciona”, condenou. Furtado relacionou a experiência do brasileiro com a novela, de saber no dia seguinte o que vai acontecer, como um dos motivos do insucesso dos arcos longos. A mistura de gêneros, como a dramédia, e os personagens complexos são as principais características das séries nos últimos 20 anos. “Eu conheço o Tony Soprano melhor que meus primos”, justificou.

Jorge Furtado reclamou que há cada vez menos audiência nas produções feitas após a novela. Segundo ele, o sucesso dessas séries e minisséries está ligado à quantidade de público que continua assistindo televisão. Porém, ressaltou que apesar da baixa audiência, elas são duráveis e a todo momento podem voltar. Outro ponto importante foi sobre o jeito que as assistimos. O público não espera mais o horário que o canal vai reproduzir. “Meus filhos não assitem à TV, apenas têm computador. A televisão vai acabar. Por que eu vou ter que ver o programa na hora tal?”, questionou.

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