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RELAÇÕES PÚBLICAS
2 de dezembro de 2014

Brasil é a bola da vez para shows internacionais

Karina Fernandes falou sobre gestão de projetos de grandes eventos
Por Rafael Timm
Para a comemoração do centenário da profissão de RRPP no Brasil, Karina Fernandes fala um pouco sobre a sua experiência no mercado, após 25 anos de trabalho na área. Foto: Heike Knebel/Famecos/Pucrs

Para a comemoração do centenário da profissão de RRPP no Brasil, Karina Fernandes fala um pouco sobre a sua experiência no mercado, após 25 anos de trabalho na área. Foto: Heike Knebel/Famecos/Pucrs

Nesta terça-feira (2) é comemorado os cem anos da profissão de Relações Públicas no Brasil. Para celebrar a data, a Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS lançou, nessa segunda-feira, o vídeo-mosaico com depoimentos de 12 ex-alunos da faculdade, que estão inseridos nacionalmente no mercado de trabalho. O lançamento ocorreu durante a palestra de Karina Fernandes nessa segunda-feira (1˚). O tema abordado foi gestão de projetos e grandes eventos. “Não estou aqui para ensinar, mas para trocar experiência”, iniciou Karina.

Segundo a responsável pela liderança da organização de eventos como Planeta Atlântida e a reinauguração do Estádio Beira-Rio, o Brasil é a bola da vez na área de entretenimento e shows. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 são eventos importantes que fizeram com que o país se tornasse um polo de atração de artistas internacionais. “Há pouco tempo existia o pensamento de que um índio iria jogar uma flecha nos artistas”, afirmou. Alguns dos fatores que mudaram essa visão são o profissionalismo das produtoras e a qualidade das empresas fornecedoras de equipamentos para os eventos. Karina ainda ressaltou que a diversidade cultural do país atrai muitos músicos. “O público brasileiro é muito receptivo”.

“Existia um preconceito com quem fazia eventos, pois era considerado alguém que não gostava de trabalhar. Porém, cada vez mais esse profissional precisa estar preparado e capacitado”, alertou. Em 2013, a indústria de entretenimento representou 4,32% do PIB brasileiro, o que significa R$ 209 bilhões. Nesse mesmo período, ocorreram 590 mil eventos, com a participação de 202 milhões de pessoas. O valor do ingresso médio foi R$ 160. Fora do Brasil, o país é considerado importante no ramo do show business e um mercado em crescimento. Karina Fernandes apresentou a fórmula para o protagonismo do profissional na gestão de eventos: atualização constante + capacitação + área de atuação focada + manter-se na vanguarda. A competitividade, às vezes desleal, deve impulsionar na melhora do profissional.

Senso de urgência. Para Karina, esse atributo é fundamental e imprescindível para uma carreira de sucesso. “As coisas são para ontem e bem feitas, sim”, destacou. A palestrante afirmou ser muito exigente com a qualidade do trabalho de seus subordinados. “Se não está confiante no projeto, não mostre. Só aceito projetos que estão ótimos para você”, alertou. Dentre os nove processos de gestão de projetos, Karina destacou o gerenciamento de risco. Existem três cenários possíveis: pessimista, não vou conseguir pagar as contas; realista, a bilheteria vai dar conta de todos os custos do projeto; e otimista, “posso tomar um café para comemorar”, brincou. A professora Neka Machado contribuiu ao lembrar que, após a tragédia de Santa Maria, está cada vez mais difícil para as casas noturnas e para a produção de grandes eventos. “As pessoas têm que se adaptar ao novo cenário. O Planeta Atlântida é no final de janeiro, e já fiz reuniões com os bombeiros sobre os planos de prevenção contra incêndio”, ratificou Karina.

A palestra se encerrou com a apresentação do case concebido para a reinauguração do Estádio Beira-Rio. Os oito eventos que constituíram o projeto são: coletiva de imprensa, corrida gigante, dia do torcedor colorado (17 de dezembro), gigantes no litoral, tempos de glória, festa de 105 anos, show Os Protagonistas e o jogo inaugural. Para Karina, um dos grandes obstáculos foi que o projeto trabalhava muito com a emoção e não com a razão. “Todos os envolvidos eram colorados fanáticos. As pessoas me ligavam querendo trabalhar até de graça”, lembrou. As produtoras foram as grandes responsáveis para que ocorresse um show deste porte. Segundo ela, a intenção do Internacional era fazer algo mais simples. “Nós que incentivamos eles a fazerem o espetáculo tão grandioso”. A relações públicas encerrou mostrando um vídeo de três minutos que resumia as três horas do espetáculo Os Protagonistas.

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