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Filhos da Famecos
2 de outubro de 2017

Bruna Ostermann: “A Famecos é o lugar onde eu aprendi a ser a repórter que sou”

A jornalista se formou em 2012 e trabalha no SBT há quase quatro anos
Por Victor Eduardo Siviero Alves e Isadora Padoa

Bruna trabalha no SBT desde janeiro de 2014. (Foto: Arquivo Pessoal)

Cobertura da tragédia da Chapecoense, série sobre adoção, matéria a respeito do seu local favorito de Porto Alegre e reportagem factual sobre o túnel que os detentos construíram para tentar fugir do Presídio Central. Todos esses trabalhos levam a assinatura de reportagem de Bruna Ostermann, jornalista formada pela Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. Ao segurar o microfone em frente às câmeras para a produção de uma matéria, Bruna volta no tempo para lembrar dos motivos pelos quais se interessou pelo jornalismo. Foi graças ao seu pai que a atual repórter do SBT começou a acompanhar os jornais de TV diariamente. Ele sempre fez maratonas assistindo desde o primeiro até o último programa jornalístico do dia. “Desde pequena acabei convivendo muito com isso”, conta. Mesmo com o incentivo em casa e o seu gosto pela escrita, a indecisão existia. Direito e Psicologia estavam na pauta ao lado da profissão que a acompanha. Para tentar descobrir qual seria a seu futuro ideal, Bruna realizou diversas orientações vocacionais. Todas apresentavam o mesmo resultado: jornalismo.

Com vontade de trabalhar em algo que pudesse impactar a vida das pessoas, Bruna decidiu pelo jornalismo sem maiores dificuldades na escolha do curso. Ao lado de uma amigo, ela fez uma visita à PUCRS e, consequentemente, à Famecos. “Eu já sabia da fama da Faculdade de Comunicação da PUCRS como uma das melhores, mas foi essa visita que me fez tomar essa decisão”, revela. Ao visitar o Centro de Produção Multimídia (CPM) se encantou com os iMacs de última geração. “Eu decidi que faria o vestibular na PUCRS e, independentemente de quaisquer outros resultados, se passasse, estudaria ali”, completa.

O início das aulas foi em março de 2007. Bruna se encontrava deslumbrada ao pensar que seria aluna de profissionais como Juremir Machado e Cristiane Finger. Um clima bom e o relacionamento com seus colegas foram a certeza de que havia escolhido o curso certo. “Logo no início criei um grupo de amigas que tenho até hoje”, afirma. No entanto, seus dois melhores amigos apareceram quando ela estava no segundo semestre: Cassius e Luiz Barbará. “Eles também foram essenciais para a minha carreira”, destaca.

As aulas iam bem e os professores eram sempre acessíveis. A disciplina de Leituras em Jornalismo marcou a vida de Bruna não apenas por ser a sua favorita durante a trajetória acadêmica, mas também por lhe apresentar o professor Antônio Hohlfeldt, que depois se tornaria seu orientador no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Mas foi na figura de Marco Antônio Villalobos, chamado carinhosamente de Marquinhos, que ela encontrou o professor que mais marcou sua trajetória. Ela explica que se inscreveu no estágio voluntário da Famecos, a TV Foca, e, a partir disso, pegou gosto por elaborar textos e apurar com o mestre. “Eu não tinha muito jeito e ele foi meu grande incentivador. Lembro que, certa vez, estávamos em uma confraternização da turma e ele me disse que o caminho na nossa profissão é difícil, mas que não era para eu desistir”, revela. Ao lado de Villalobos, Fábio Canatta também foi muito importante para a sua formação como repórter na TV Foca. Por fim, o professor Cláudio Mércio tem uma significativa participação na vida de Bruna, porém não apenas na vida acadêmica. Ele foi chefe dela no CPM quando era estagiária e, até hoje, é o professor com quem tem mais contato e se entende bem, mesmo com as divergências.

Durante a faculdade, Bruna realizou estágios e aprendeu com os professores coordenadores. Começou no Hipertexto, o antigo jornal impresso da Famecos, logo no primeiro semestre. Em 2011, se inscreveu na TV Foca, integrando a última turma do projeto com orientação de Villalobos e Canatta, com a intenção de adquirir experiência em TV e um portfólio para bater nas portas das emissoras. “Foi onde aprendi a ser repórter”. Nesse estágio, construiu uma matéria marcante com entrevista de Flávia Costa Hahn, uma mulher que havia matado o filho dependente de drogas. “Foi super difícil conseguir essa entrevista e foi ali que descobri o gostinho de conseguir uma exclusiva”, avalia. A matéria, posteriormente, foi para um jornal especial sobre drogas e o programa ganhou prêmio da Mostra Competitiva do SET Universitário.

Quando começou a fazer jornalismo, Bruna tinha um objetivo claro: escrever. Ela pensava em trabalhar como repórter, mas de jornal impresso. Ao longo do curso, os seus interesses foram mudando. Trancou a faculdade por um ano e fez um intercâmbio. Foi quando voltou de sua viagem que decidiu criar metas. Entrou para a TV Foca e produziu seu portfólio. Por indicação do professor Villalobos, foi para o CPM, onde ficou por três meses. Depois disso, estagiou no Brasil Urgente RS, da Band, por indicação de Gabriel Pimentel. Na emissora, fez produção local, produziu matérias especiais e, em pouco tempo, foi convidada para fazer um piloto de previsão do tempo. “Fiz, passei e comecei a apresentar a previsão”, afirma. Assim que se formou, Barbará a indicou para um trabalho temporário de três meses na RBS TV de Santa Cruz. “Nem pensei, só fui. O temporário se estendeu por mais três meses e, no fim, fui contratada”, relata. Foi para Laejado onde ficou por um ano. Após sair, foi alertada por Cassius sobre uma oportunidade no SBT, então entrou em contato com Danilo Texeira, com quem havia trabalhado na Band.

A equipe que trabalha com Bruna é formada por Júlio César Fontoura e Dagoberto Rocha. (Foto: Arquivo Pessoal)

Bruna começou a trabalhar no SBT em 2014. Hoje, é repórter geral e faz desde matérias policiais até comportamentais e políticas.” Adoro essa vida dinâmica, sem rotina”, comenta. Ela conta que ama o que faz pela possibilidade de impactar a vida das pessoas, e que entende o papel social exercido pelo jornalista. “Se a gente puder ajudar ou conscientizar uma pessoa, nosso trabalho já valeu a pena”, opina.

A Famecos ainda ocupa um lugar especial no coração de Bruna. Ela reconhece que a Faculdade é o ambiente que catalisou sua transformação em jornalista, e que lhe deu amigos para a vida toda. “A Famecos é onde aprendi a ser a repórter que sou. Eu tenho carinho pela Famecos e torço para que a Faculdade evolua junto com o jornalismo.”

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