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DIVERSIDADE
13 de março de 2015

CAAP promove debate sobre sexualidade e mídia

Na manhã dessa sexta-feira (13), Gemis e Caap conversaram com alunos
Por Rossana Ruschel
Foto: Juliana Mastrascusa

Foto: Rossana Ruschel

Para debater a relação entre Comunicação Social e movimentos LGBT  (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) e feminista, o CAAP (Centro Acadêmico Arlindo Pasqualini), em parceria com o Gemis (Gênero, Mídia e Sexualidade), organizou um debate na manhã dessa sexta-feira (13), no Auditório da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. Em torno de 200 pessoas participaram do evento, que contou com os comunicadores Fernanda Nascimento, Vitor Necchi e Carolina Hickmann. A mediação ficou por conta do jornalista e professor da Famecos Pedro Henrique Reis.

Carolina Hickmann, estudante de Jornalismo da Famecos iniciou a conversa, abordando o desrespeito ao gênero feminino desde os primeiros anos de vida da mulher. Para ela, as pessoas ensinam que amar machuca, como se atitudes agressivas fossem algo natural. “Eles dizem que o amor, para ser verdadeiro, precisa doer”, criticou, apresentando o contraponto do feminicídio comumente confundido com crime passional.

Segundo Fernanda Nascimento, mestre em Comunicação Social pela PUCRS, os textos jornalísticos veem a diferença e reproduzem a desigualdade, isolando as pautas das reivindicações e divulgando apenas os fatos. “Noticia-se um crime de homofobia como fato isolado, sem lembrar o discurso de ódio no qual ele está inserido. O mesmo acontece com episódios de racismo”, comentou. De acordo com Fernanda, nos delitos contra as minorias, comumente se dá voz ao agressor e se diminui a vítima. Além disso, para a jornalista, a mídia não trata de movimentos minoritários com a devida atenção, ignorando suas diferentes vertentes. “Há uma universalização das demandas. Não há feminismo (no singular), mas feminismos (no plural), pois as reivindicações são distintas”, explicou.

O professor do curso de Jornalismo da Famecos Vitor Necchi se diz otimista ao tratar do assunto. “Essa discussão, embora timidamente, está  sendo disseminada”, comentou. Na visão dele, além de discutir os cuidados com a elaboração do texto, deve-se refletir sobre a conscientização. Para Necchi, é muito difícil ser pai e mãe, e a família geralmente se assusta quando o filho não segue um determinado protocolo. “Hoje, com apenas um dia de vida, o menino já é definido pelos pais, por exemplo, como futuro advogado, gremista ou colorado, assador de churrasco e heterossexual”, disse. Necchi mencionou ainda a importância de perceber o outro, respeitá-lo e acolhê-lo. Por fim, destacou a necessidade de mudança e reconhecimento dos diferentes orgulhos.

O CAAP irá disponibilizar aos interessados material sobre o evento ocorrido na manhã dessa sexta-feira. Informações podem ser obtidas na página do Centro Acadêmico no Facebook. No dia 21 de março, o Gemis continuará debatendo o assunto através de uma Roda de Conversa sobre Feminismos na Mídia, na Aldeia (Rua Santana, 252).

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