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FÓRUM DA LIBERDADE
12 de abril de 2011

Clima descontraído e críticas afiadas marcam início do Fórum da Liberdade

Por Débora Fogliatto
Lobão expressou suas ideias para o público (Foto: Felipe Dalla Valle)

Lobão expressou suas ideias para o público (Foto: Felipe Dalla Valle)

Muita afinidade, risos e discursos irônicos. Assim pode ser caracterizado o clima do primeiro painel do 24º Fórum da Liberdade, que reuniu o jornalista Eduardo “Peninha” Bueno e o músico Lobão. O debate tinha como tema Liberdade individual: a arte de construir sua própria história. O evento aconteceu nos dias 11 e 12 de abril, no Centro de Eventos da PUCRS.

Lobão começou falando sobre a falta de hábito dos brasileiros de expressar suas opiniões. “Um povo sem autonomia intelectual não pode conceber o que significa liberdade”, alfinetou ele, que se declarou emocionado de estar presente em um evento com tantas pessoas dispostas a debater o assunto. O músico, que não deixou de implicar com a MPB e seus representantes, criticou tanto as ideologias esquerdistas quanto as direitistas. “Na minha cabeça tinha a direita e a esquerda de um lado, e o rock’n’roll, que me salvou, do outro”, declarou, em tom de brincadeira.

Peninha iniciou seus quinze minutos de palestra com piadas a respeito do horário do painel, realizado à tarde, e não à noite, mas logo se declarou favorável a “sessão vespertina”. De acordo com ele, esta programação beneficiou a participação do público jovem no debate. Reconheceu, utilizando suas próprias experiências como historiador e escritor, que o “poder libertário do livro” é o elemento fundamental para a liberdade de expressão.

O jornalista criticou também as cotas raciais e afirmou que o Brasil “se especializou em negar oportunidades iguais”, referindo-se a escravidão no país, a maior e mais longa da história. “É evidente que há uma dívida histórica devido aos 5 milhões de escravos, mas a maneira como estamos lidando com isso é errada”. Ao criticar o sistema educacional existente, Peninha foi aplaudido pela plateia, e logo sugeriu: “o país só será mais eficiente, mais justo e com mais conhecimento quando houver uma boa base de educação”. Ele também se mostrou favorável a menor intervenção do governo na economia, reforçando o afirmado anteriormente por Lobão, que defendeu o fortalecimento do empreendedorismo.

Na rodada de perguntas, ao ser questionado sobre as declarações controversas do deputado Jair Bolsonaro, Peninha defendeu a liberdade de expressão: “embora eu ache ridículo, ofensivo e até engraçado, é a opinião dele”, argumentou. Lobão utilizou o exemplo da música para falar da mediocridade da cultura popular. Para ele “o que faz sucesso ainda é o que toca no rádio, e a televisão é o que consagra os artistas, mas a internet é a melhor forma de abrir caminho para o sucesso”, finalizou, ressaltando a importância da tecnologia na formação cultural.

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