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Famecos
18 de junho de 2018

De Carlos Barbosa para Madrid: conheça Tati Mantovani

Formada na Famecos, jornalista atua como repórter pelo canal Esporte Interativo
Por Mariane Castilhos

Como repórter do Esporte Interativo, cobriu finais de Champions e os principais clubes do país (Foto: arquivo pessoal)

Quando criança, gostava de jogar e assistir futebol. Entretanto, sabemos que aqui no sul nós todos temos que escolher um time e vestir a camisa do mesmo, sendo você torcedor da dupla Grenal ou de algum time do interior do estado. Por isso, a gaúcha Tatiana Mantovani, formada em Jornalismo na Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos da PUCRS, decidiu que no começo da carreira não iria trabalhar com esporte – mal sabia ela sobre o que viria no futuro. O gosto e a paixão pelo futebol vêm de berço. O pai foi fundador da Associação Carlos Barbosa de Futsal – ACBF e, em razão disso, a jovem desde pequena acompanhava de perto seu time de coração.

Quando chegou à Espanha, já formada, esse fascínio pelo esporte se transferiu naturalmente para os clubes do país, como por exemplo: Real e Atlético de Madrid. Tatiana, antes de decidir pelo Jornalismo, pensou que poderia cursar Publicidade por se identificar muito com a área de comunicação como um todo. Mas, não é só isso: ainda quando cursava jornalismo chegou a frequentar dois semestres de História. Depois fez mais três semestres de Administração de Empresas, se formou como radialista e, ainda, concluiu três pós-graduações na Espanha – Gestão de Empresas de Comunicação, Marketing e Marketing Digital: “No colégio, estava sempre envolvida com a produção de material para um jornal que começamos a fazer e a paixão pelo rádio já era uma realidade antes mesmo de começar a estudar na faculdade”, conta.

Durante a graduação conhecemos inúmeras pessoas que se tornam grandes amigos e levamos para vida inteira. Com a repórter não foi diferente, Tatiana conheceu Gisa Guerra, à qual concedeu o cargo de melhor amiga e com ela dividiu grandes momentos dentro e fora do prédio 7. Ao longo do tempo, você aprende a gostar e cria um certo vínculo com determinados professores. Por exemplo, quando Tati estava na Famecos, Mágda Cunha era coordenadora e professora no curso, e pela conexão que tinham a escolheu como orientadora no TCC. Mas, acredita que muitos outros marcaram sua trajetória e comenta: “Porque mais do que ensinar, os professores devem nos inspirar. Lembro de alguns com carinho, mas seria injusta de colocar aqui apenas alguns nomes”.

Vocês lembram da Rádiofam? No dia 28 de junho de 2017 ela completou 20 anos. Ao longo dessas duas décadas, vários profissionais da imprensa brasileira e estudantes da Famecos estiveram presentes na sua programação, inclusive a Tati, que em conjunto com Gisa Guerra, Pree Casagrande e Cibele Carvalho criou o programa As Pimentas do Reino. Como já tinha familiaridade com a atividade, Tati se tornou produtora do programa que, segundo ela, tinha um conteúdo divertido, entrevistas e que ganhou a audiência dos estudantes e funcionários do prédio 7. A experiência na Radiofam ajudou um tanto na construção da imagem de Tati como jornalista. Inclusive, quando conseguiu ingressar na Rádio Gaúcha, do Grupo RBS, ela conciliava seu tempo entre as duas rádios. “A faculdade é apenas uma perna da formação de um jornalista, os estágios são fundamentais, porque, afinal de contas, a melhor forma de aprender é indo para a rua. Foi uma época muito intensa e de uma aprendizado incrível”, comenta. Em julho de 2005 foi a formatura, o que considera ser um dos melhores dias da sua vida. Com sentimento de missão cumprida, e de ter vencido a primeira das grandes batalhas que tinha, a formatura é aquele momento que você coloca tudo na balança e se no final o resultado é positivo, cai um enorme peso das suas costas.

O Banquinho já virou marca registrada da jornalista (Foto: arquivo pessoal)

Considerando-se fanática por futebol desde criança, a profissional comenta que deixar de trabalhar com o que gosta é um grande erro. Porque, se você faz o que ama, consequentemente, fará seu trabalho muito melhor e se tornará um ótimo profissional na área. Quando chegou na Espanha, em 2011, resolveu focar no esporte e criou o blog Fúria. A partir disso, algumas portas foram se abrindo e, em 2016, através de um processo seletivo, entrou para o Esporte Interativo, onde trabalha como repórter. Um apaixonado por futebol, e que une essa paixão com a profissão, pode se encher de orgulho: por quê? Exatamente pelo fato de poder unir amor e trabalho. E a profissional se considera privilegiada por fazer o que ama todos os dias. Mantovani esteve em Madrid no melhor momento da história do futebol madrilenho. Participou de três finais de Champions League, sendo a primeira entre os dois times pelos quais se apaixonara: Real Madrid e o Atlético de Madrid. “Dei a sorte de estar no lugar certo na hora certa. Madrid é uma cidade incrível, pela qual eu me apaixonei desde a primeira vez que vim para cá. Acho que tem gente que nasce no seu lugar e gente, como eu, que tem a sorte de encontrar o seu lugar”, conta Tati.

Muitas vezes, somente por serem do sexo feminino em um espaço onde a figura masculina predomina, as mulheres protagonizam cenas de assédio.  Sobre isso, ela comenta que atuando como jornalista esportiva também já sofreu, principalmente por parte dos torcedores, onde escutou ofensas e ameaças simplesmente por ser mulher e estar trabalhando. Ainda diz que o assédio e a discriminação acontecem do mesmo modo em todos os países. Na Espanha, por exemplo, há pouquíssimas mulheres acompanhando o dia a dia dos grandes clubes de futebol. Na sala de imprensa do Real Madrid não somam mais de 3 ou 4 diariamente, entretanto, se pode contabilizar mais de 20 homens. Tati participa do movimento #DeixaElaTrabalhar, no qual o foco é alertar e mostrar que cenas de desrespeito com o gênero feminino acontecem e muito no dia a dia profissional: “A luta por mudar o pensamento das pessoas ainda é longa, mas precisamos seguir com ela. Eu acredito que um dia conseguiremos mudar isso”.

Equipe da final da Champions League (Foto: arquivo pessoal)

Ser correspondente é um trabalho incrível, mas você precisa estar preparado para fazer muitas coisas sozinho, como: carregar equipamento, gravar, editar e, ainda, ser repórter. Na Europa, os clubes são mais fechados, treinos só na prévia dos jogos e somente 15 minutos para a imprensa. Entrevistas coletivas também, só na prévia dos jogos e com o técnico. A jornalista, comenta sobre o fato de se adaptar às situações, porque ser correspondente é isso. Quem segue a Tati nas redes sociais sabe que ela leva isso muito a sério.  Em muitos momentos é preciso entrevistar jogadores altos, com quase 1,90m ou mais e, por isso, a repórter resolveu comprar um banquinho – esses para as crianças escovarem os dentes mesmo. O que ela não esperava é que o banquinho virasse sua marca entre jogadores e técnicos, como: Zidane, Simeone, Filipe Luís. Inclusive, Keylor Navas e Casemiro já tentaram subir nele: “A gente tem que se virar, como eu dizia, e adaptar às situações. Eu digo que o banquinho quebra o gelo, o pessoal já começa a entrevista com um sorriso no rosto e isso faz toda a diferença”.

Para quem gostaria de trabalhar com esporte, ela afirma que começar logo é a melhor opção. Também, não perder tempo, começar a fazer estágios e, principalmente, ir encontrando seu caminho na área, é essencial. “Conhecer o mercado, os profissionais e o dia a dia é fundamental para você encontrar seu espaço. Como eu disse, o jornalista precisa da base que aprende na faculdade, mas é na rua que a gente aprende mesmo a ser jornalista”, explica. E nisso a Famecos contribui abrindo as portas para o mundo do jornalismo, em todas as áreas. Foi assim com a Tati e pode ser assim com os demais estudantes. Ela completa: “A base que aprendi nos meus quatro anos de faculdade me acompanham todos os dias. Passei anos incríveis na faculdade e desejo que todos tenham essa mesma experiência”.

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