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EVENTO
23 de abril de 2013

Ditadura em Guiné-Bissau é tema de palestra na Famecos

O evento promovido pelo CAAP ocorreu na sexta-feira
Por Samuel Lima
Palestrantes criticaram o regime ditatorial de Guiné-Bissau

Palestrantes criticaram o regime ditatorial de Guiné-Bissau

Há praticamente um ano, um golpe militar ocorria em Guiné-Bissau. As razões dessa intervenção e a atual realidade do país africano foram os enfoques da palestra ocorrida na última sexta-feira (19) no auditório da Famecos. O evento, promovido pelo CAAP (Centro Acadêmico Arlindo Pasqualini), foi ministrado pela advogada e ex-assessora jurídica do Ministério do Planejamento de Guiné-Bissau Marilinda Fernandes e por Francisco Ialá, intercambista guineense que estuda na Faculdade de Direito da PUCRS.

O discurso da advogada portuguesa abordou boa parte da história do país africano. A colonização da terra pelos lusos, a Guerra de Libertação Nacional, a independência reconhecida somente em 1974, o aparecimento dos Senhores da Guerra e a constante disputa pelo poder são fatos que contribuíram para a implantação de um regime ditatorial em Guiné-Bissau. Devido aos conflitos por que passa o país desde o levante contra Portugal, surgiram instituições precárias e problemas sociais que, segundo Marilinda, não permitem o processo de democratização: “A fragilidade do sistema governamental provoca o desrespeito contínuo à sociedade, pois não há quem puna a violência.” E comparou: “Portugal só conseguiu erguer uma democracia depois da Revolução dos Cravos (que derrubou a ditadura Salazarista) pela atuação correta dos militares e intelectuais, o que não ocorre na ex-colônia portuguesa.”

“Os números não sangram.” Com uma frase do escritor húngaro Arthur Koestler, Ialá começou seu relato das experiências pessoais em sua terra natal. O estudante, cujo pai foi assassinado em Guiné-Bissau, tentou explicar a razão da violência no país: “Os conflitos não cessam porque as pessoas não sabem perdoar. Se atingem o poder, elas não hesitam em matar seus antigos inimigos.” Para o intercambista, a graduação que procura na Universidade servirá para que possa, no futuro, transformar a realidade do Estado africano, pois a liberdade de expressão é nula na ditadura guineense.

Segundo o CAAP, a finalidade das palestras era apresentar aos futuros profissionais da comunicação um local de trabalho carente de coberturas jornalísticas. Os idealizadores do projeto afirmaram que o assunto é pouco explorado pela mídia, motivo pelo qual muitas pessoas o desconhecem.

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