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CINEMA
6 de junho de 2014

Documentário mostra o outro lado da Copa

Curta produzido por estudantes da Famecos revela rotina da Vila Tronco, na Capital
Por Jhonathan Rath
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Foto: Cena do documentário

“O nosso objetivo é mostrar este fragmento da realidade que não está sendo divulgado. São poucas às vezes que temos chance  de conhecer as pessoas que moram na Vila Tronco e ouvir o que elas têm a dizer”. É assim que a estudante do terceiro semestre de jornalismo da Faculdade de Comunicação Social  (Famecos) da PUCRS Gabriela Féres descreve a diretriz do documentário do qual foi diretora, lançado nessa quinta-feira (5), no auditório do prédio 7 da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. O projeto surgiu através de vídeos sobre questões sociais da cidade, produzidos para a disciplina de Espanhol II, no ano passado. Ela e Victória Venturella, estudante do quinto semestre de Publicidade e Propaganda da Famecos, fizeram uma reportagem sobre os protestos de junho de 2013 e outra sobre o Largo Vivo. Luis Carlos Silva, ex-morador da Vila Tronco e então colega das duas estudantes, viu no trabalho delas uma oportunidade para contar o que estava acontecendo no bairro. “A ideia nasceu quando comecei a conversar com meus amigos que moram ali  e que estão passando por toda esta situação desagradável”, comenta.

Sem saber as proporções que o trabalho tomaria, as amigas aceitaram realizar a empreitada sugerida por Silva. “Ele veio até nós e falou que, vendo o tipo de vídeo que fizemos sobre o Largo, ele imaginava que também poderíamos realizar um sobre a Vila Tronco”, lembra Victória. Gabriela ressalta que duas semanas depois conseguiram conhecer o local.

O documentário retrata a dificuldade enfrentada pelos moradores da vila devido à duplicação da Avenida Maob Caldas. Em função das melhorias para a Copa do Mundo 2014, a obra afetou 1.500 famílias que viviam na localidade. “Falando com cada morador e andando pelas ruas da Tronco, minha vontade de fazer aquelas pessoas terem seus direitos assegurados crescia”, declara Victória.

As filmagens começaram em novembro de 2013 e terminaram em maio deste ano. Foram, no total, sete meses de gravação, com as edições sendo feitas ao mesmo tempo. “Para a realização do projeto, não contamos com nenhum apoio financeiro. Dependíamos da boa vontade das pessoas”, afirma Gabriela. Segundo Marcelo Coelho de Souza, colaborador na produção do curta-metragem, as primeiras entrevistas foram marcadas por Silva. Mas, em seguida, as pessoas começaram a falar sobre conhecidos delas que estavam em situação semelhante e estariam dispostos a desabafar. Muitas visitas e dezenas de depoimentos depois, a diretora começou a coletar informações de fontes oficiais, como o Comitê Popular da Copa e o Departamento Municipal de Habitação (Demhab). Também foram ouvidos outros profissionais que pudessem acrescentar dados ao filme, como o professor de História Marcos Machry e o mestre em Direito Jacques Alfonsin – referência nacional em direitos humanos e movimentos sociais.

Durante o período das gravações, a equipe era composta pela dupla Gabriela e Victória e mais quatro integrantes – Marcelo Coelho de Souza, Luis Carlos Silva, David Silva e Miguel Besnos, responsável pela trilha sonora do curta. O documentário contou ainda com a orientação e colaboração dos professores da Famecos Fábian Chelkanoff, também coordenador do curso de Jornalismo da faculdade, e Fábio Canatta.

“A nossa intenção é que o máximo de pessoas vejam o documentário, então estamos disponibilizando no Youtube e na conta de Os Estrangeiros da Vila Tronco, no Facebook”, conta Gabriela. Neste final de semana (7 e 8 de junho), legendas em inglês e espanhol serão oferecidas ao público para que o trabalho possua maior alcance e um expressivo número de visualizações. Além disso, o grupo quer fazer uma sessão para mostrar aos entrevistados o resultado final do projeto. “Estamos conversando com pessoas que possam ajudar a fazer este evento, porque vamos precisar que emprestem um projetor e equipamento de som”, relata a diretora. Para o estudante de Administração de Empresas Luis Carlos Silva, o objetivo é maximizar e compartilhar o curta-metragem. “Já temos algumas ideias e alguns convites para promovê-lo. Estamos providenciando locais na Vila para exibi-lo”. Como a região é muito grande, talvez o documentário tenha que ser exibido mais de uma vez.

O filme traz reflexões históricas a respeito da política do Bota Abaixo, envolvida com a Revolta da Vacina, no início do século passado, na então capital do país, Rio de Janeiro. Esse fato histórico ajuda a desenvolver uma analogia com as políticas públicas adotadas para a realização da obra de duplicação na Avenida Maob Caldas. “Não pretendemos usar o documentário como arma político-partidária, e sim como um relato sobre a ineficiência e o desrespeito dos órgãos públicos com o ser humano, independentemente do partido que esteja no poder”, enfatiza Souza. Victória se diz satisfeita com o resultado alcançado. E que o filme suscite discussões. “Mais que tudo, quero que gere discussão, quero que a população em geral se questione e questione o governo e suas decisões”, reitera.

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