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JORNALISMO
9 de novembro de 2011

Espaço Experiência entrevista Flávio Fachel

Por Júlia Franz
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Jornalista faz palestra dia 16 no prédio 40 (Foto: arquivo pessoal)

Formado na Faculdade de Comunicação Social da PUCRS, o correspondente internacional da Rede Globo nos Estados Unidos estará  na universidade no próximo dia 16 (quarta-feira, às 10h, no Teatro do Prédio 40), para falar sobre o livro Dicas de #Telejornalismo. De Nova Iorque, Fachel concedeu, por email, entrevista ao Espaço Experiência.

Espaço Experiência: Você chegou a cursar quatro anos de Engenharia Civil. Só depois iniciou o curso de Jornalismo. O que o  motivou a realizar essa mudança?

Flávio Fachel: Sempre quis, desde o início, fazer Publicidade e Propaganda. Cheguei a tentar entrar no curso no meu primeiro vestibular. Ainda tinha 16 anos. O problema é que a disputa era grande: existiam, naquela época, 16 candidatos por vaga. Acabei indo cursar Engenharia Civil na Unisinos, como uma espécie de “segunda opção”.

EE: Como você analisa a imprensa norte-americana, em geral, e a de Nova Iorque, em particular, especialmente quanto à produção de pautas?

FF: O jornalismo segue uma regra universal: as pautas atendem ao interesse coletivo e também ao interresse da audiência. Portanto, cada canal, cada programa aqui nos EUA, tem sua seleção própria de pautas. Aqui nos Estados Unidos, a diversidade de canais e de programação é gigantesca. Portanto, há espaço para todas as pautas: desde uma sobre animais do Caribe, por exemplo, até outra específica sobre estacionamentos disponíveis em um bairro de NYC.

EE: Quais as principais diferenças entre as redações norte-americanas e as brasileiras?

FF: Uma das diferenças que mais me chamaram a atenção foi com relação ao processo de produção das reportagens: em muitos casos, repórteres especiais têm a sua própria equipe de produção. Isso significa que, nesses casos, os repórteres têm secretária, produtores e cinegrafistas exclusivos trabalhando com ele. Isso torna o ambiente da redação muito mais competitivo do que no Brasil.

EE: Você acredita que as Redes Sociais (como Twitter e Facebook), devido ao excesso de informações instantâneas com pouca apuração, podem prejudicar a credibilidade dos jornalistas? 

FF: Mídia social não atrapalha em nada o jornalismo. A opção por dar mais credibilidade a um veículo tradicional de comunicação ou a posts de usuários da internet é de quem recebe a informação. Nesse sentido, o que eu observo é que as pessoas que estão mergulhadas nas mídias sociais continuam a buscar na mídia tradicional a “confirmação” que desejam sobre o que é recebido pela internet. Por outro lado, cabe às mídias tradicionais (jornais, rádios, TVs e portais de informação na internet) encontrar caminhos para fazer parte das mídias sociais. Este é, na atualidade, um dos maiores desafios das empresas de jornalismo brasileiras.

EE: Como jornalista, você já fez matérias em diversas parte do mundo. Qual o lugar que você jamais voltaria, a menos que fosse para fazer uma nova reportagem? 

FF: Esse lugar não existe.

EE: Você estudou e se formou em Jornalismo na Famecos, em 1993. Como você espera que seja o retorno à faculdade?

FF: Sempre gostei do contato com alunos de Comunicação. Acho que vai ser um encontro muito bacana. Espero todos lá, no dia 16!

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