Logo PUCRS PUCRS Universidade PUCRS Administração PUCRS Unidades PUCRS Graduação PUCRS Pós-graduação PUCRS Extensão PUCRS Biblioteca PUCRS Vestibular
FILHOS DA FAMECOS
27 de junho de 2016

“Estava convicto de que queria ser jornalista desde cedo”

Renato Dorneles se formou em 1986 e, desde então, a reportagem policial faz parte de sua carreira
Por Nicolle Timm
(Foto: Fernando Gomes/Zero Hora)

Renato Dorneles é repórter de Polícia e colunista do Diário Gaúcho (Foto: Fernando Gomes/Zero Hora)

Os professores do colégio elogiavam seu texto. O pai acreditava que ele seria escritor. Mas Renato Dorneles foi quase isso. Preferiu tornar-se um contador de histórias reais. “Jornalismo era algo que parecia que estava em mim há muito tempo. Estava convicto de que queria ser jornalista desde cedo”. Ele estava certo na decisão e não voltou atrás. Neste ano, Renatinho, como é conhecido por todos dentro da Redação, completa 30 anos de profissão.

Assim que ingressou na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, no segundo semestre de 1982, se apaixonou e ainda recorda do clima, dos professores e colegas. “Me lembro de estudar com alegria”. Por onde passa, ele deixa a sua marca. Na Faculdade, não foi diferente. Foi diretor e, depois, presidente do Centro Acadêmico Arlindo Pasqualini (CAAP) durante duas gestões, entre 1983 e 1985. “O CAAP me deu muita bagagem”, afirma.

Se boa memória é um dos critérios para ser um bom jornalista, isso é o que não falta em Renatinho. Os conselhos recebidos em conversas com os professores da Famecos ainda são relembrados e, muitos deles, utilizados até hoje. Um dos docentes que marcou sua trajetória foi Marques Leonam. O professor deu apenas algumas aulas para ele e, em seguida, a turma foi dividida, mas o jornalista não esqueceu de Leonam. “Ele brinca dizendo ‘não fui professor do Renatinho, mas digo que fui para me exibir’”, conta Renatinho, aos risos. Christa Berger é outro nome que ele lembra e a define como uma professora formidável. Ela lecionava a disciplina de Teorias da Comunicação e foi sua orientadora no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Próximo a sua formatura de Jornalismo, o Grupo RBS lançou um piloto do projeto Caras Novas e, de cerca de 80 inscritos, Renatinho ficou entre os dez selecionados. Fez estágio na RBS TV e, em seguida, se formou na Faculdade. Como não poderia continuar no projeto, fez um teste na Rádio Gaúcha e foi contratado para ser redator e produtor, em agosto de 1986. Um mês depois, abriu uma vaga de repórter de Polícia, na Zero Hora. Foi aí que Renatinho conheceu a editoria que definiu a sua carreira. Continuou fazendo trabalhos eventuais para a rádio, foi pesquisador e trabalhou nas editorias Geral e Esportes no Jornal.

No fim de 1999, surgiu o projeto do Diário Gaúcho (DG) e o jornalista foi um dos convidados para participar da fundação do Jornal. “Senti que era muito a minha cara. Na Zero Hora, trabalhei com coisas populares, então um jornal popular tinha muito a ver com a minha essência profissional”, explica. E, desde então, não saiu mais de lá. Ele começou como editor assistente e, um mês e meio depois da circulação do DG, foi editor de Esportes. Depois, tornou-se editor assistente de Geral, onde permaneceu até 2015. Quando Carlos Etchichury assumiu como editor-chefe do Jornal, propôs a Renatinho que retornasse para a reportagem policial. “Aceitei na hora. Na verdade, nunca me afastei totalmente da editoria de Polícia”, diz, explicando que nos seis anos em que trabalhou como pesquisador na Zero Hora continuou escrevendo reportagens na área. Além disso, em 2008, ele lançou o livro Falange Gaúcha: o Presídio Central e a história do crime organizado no RS e recebeu o Prêmio ARI de Jornalismo duas vezes, uma em 1993 e a outra em 2007.

Renatinho assumiu como repórter de Polícia entusiasmado, mas confessa que no início ficou inseguro devido à mudança de fontes e da essência do produto da reportagem policial. “Foi a editora, Letícia Barbieri, quem me deu uma sacudida e aí deslanchei. Percebi que era só me adaptar, fazer novas fontes e voltei a ter segurança”.

Renatinho também atua em projetos audiovisuais. Entre 2013 e 2015, foi roteirista do curta-metragem O poder entre as grades e co-diretor e roteirista do documentário Central. E ele não para. Além de ser repórter policial no DG, assina as colunas B.O. (boletim de ocorrência), voltada para a segurança pública, e Chora, Cavaco, sobre o samba. Outros projetos ainda estão por vir, incluindo a sequência do livro Falange Gaúcha e do documentário Central. A Faculdade, segundo ele, foi sua grande base para a profissão e o que deu impulso para ingressar na área. “Jornalismo é algo que a gente aprende ao longo do tempo. Tenho 30 anos e continuo aprendendo. Só sou jornalista pela Famecos”.

 

**A próxima reportagem da série Filhos da Famecos será publicada na segunda-feira (4). O entrevistado é Sérgio Lüdtke, formado na Famecos em 1984, em Jornalismo. Atualmente, é consultor em mídias digitais, membro do Grupo de Avaliação Editorial (GAE) do Jornal Estadão e coordenador do Master em Comunicação e Mídias Digitais no Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS). Atua como owner no Interatores.com e coordena a pesquisa Empreendimentos Digitais do Jornalismo Brasileiro, em que mapeia iniciativas na área.

Tag(s) da matéria: , .
Eu Sou Famecos no Facebook Eu Sou Famecos no Flickr Eu Sou Famecos no Issuu Eu Sou Famecos no Mixcloud Eu Sou Famecos no Scribd Eu Sou Famecos no Twitter Eu Sou Famecos no Ustream Eu Sou Famecos no YouTube RSS do portal Eu Sou Famecos
Marista, Famecos, Espaço Experiência e PUCRS Site Famecos Site Eu Sou Famecos Site PUCRS
Faculdade de Comunicação Social - Famecos/PUCRS
Av. Ipiranga, 6681 - Prédio 7 - Sala 106 - Porto Alegre/RS - CEP 90619-900
Fone 51 3320.3569 r. 4121 - espacoexperiencia@pucrs.br
Desenvolvido por Espaço Experiência Wordpress.org