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MOBILIDADE ACADÊMICA
22 de julho de 2016

Estudante de RP retorna do programa Top China

De 24 de junho a 17 de julho, Thais Gonçalves vivenciou experiências no mundo oriental
Por Júlia Bueno e Isabella Magedanz Pesce
(Foto: Karine Braga)

A Pearl Tower de vidro, a direita, foi o primeiro objeto comprado por Thais na China (Foto: Karine Braga)

Thais Gonçalves, porto-alegrense desde nascença, atravessou o globo terrestre em busca de novas vivências. No auge dos seus 23 anos, a estudante de Relações Públicas da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS abandonou o frio de Porto Alegre para explorar o país mais populoso do mundo, a China. Selecionada pela mobilidade acadêmica para o programa Top China do Santander Universidades, a gaúcha explica que os professores sempre a incentivaram e que o apoio oferecido foi fundamental. “Todo o investimento que fazemos na PUCRS tem retorno. Não digo, somente, em relação ao preparo em sala de aula, mas também pela educação que adquirimos para enfrentar o mundo. Ela te incentiva a ir além”, reconhece entusiasmada. Quanto a sua carreira profissional, Thais acredita que para ser um excelente relações-públicas, é extremamente necessário ter uma visão internacional do mundo e entender diferentes culturas. “Estar imersa em outra nacionalidade me enriqueceu pessoal e profissionalmente”.

Ao longo de duas semanas, a universitária conviveu com estudantes da Shanghai Jiao Tong University, localizada dentro do hotel Faculty ClubNo horário da manhã, as aulas começavam às 8h e se estendiam até 11h30. Após a pausa para o almoço, os estudos continuavam até as 16h. O objetivo do programa era incentivar debates sobre temas de interesse global entre o Brasil e a China. O assunto central esteve ligado à inclusão social. Professores chineses e brasileiros, sempre falando em inglês, debateram com os alunos problemas semelhantes dos dois países e soluções que poderiam ser adotadas. O último dia na Universidade contemplou apresentações de trabalhos. Por meio da análise de dados, Thais e seus colegas de grupo falaram sobre o sistema Hukou, registro que determina onde os cidadãos chineses são autorizados a viver, e como essa segregação aumenta o número de favelas na China.

Shangai deu as boas-vindas para o grupo de brasileiros depois de 40 horas de voos e conexões. O primeiro monumento visitado foi a Pearl Tower, torre televisiva que marca historicamente a criação da Nova Shangai, espécie de minicidade dentro do maior município da República Popular da China. Para dar início à jornada de aprendizado, Thais se aproximou de um casal de chineses, Kevin e Julie, com o intuito de aprimorar o inglês e entender de perto a cultura oriental. “O que parece bizarro para nós, para eles é natural”, brinca. Um exemplo que impactou a jovem gaúcha foi a culinária peculiar. Entretanto, texturas, gostos, cheiros e sabores não intimidaram a intercambista. Iguarias como escorpião frito contrastavam com uma espécie de panqueca que, contrariando o usual recheio de carne brasileiro, tinha em seu interior apenas a massa frita de um pastel de vento. Durante as três semanas na China, não viu carne bovina por lá. O sal era pouco, ou nunca, utilizado. Por outro lado, a pimenta estava sempre presente. Depois de tantos choques culinários, Thais se rendeu durante dois dias às tradicionais ervilhas que, mesmo sem graça, neutralizaram o paladar. Outro costume é o uso dos famosos ‘pauzinhos’, formalmente chamados de hashis. Por entenderem que a faca é vista como uma arma, não faz parte dos talheres da mesa chinesa.

Curiosidades? Thais conta muitas. Na China, os homens são gentis e extremamente cavalheiros. Quando o sol aparece ou quando a chuva começa a cair, são os primeiros a abrirem os guarda-chuvas para protegerem as companheiras. Aliás, pérolas e roupas de seda estão entre os produtos de desejo das mulheres chinesas. Chocada, a brasileira conta também a respeito da People Square, a feira de filhos que acontece todos os finais de semana. Em uma praça, os pais colocam no chão os ‘currículos’ dos filhos com o objetivo de arranjarem casamento. Apesar do hábito, nem todos compactuam com a prática. Para se divertir, o Karaokê fez parte das atividades de lazer. Enquanto no Brasil todos cantam juntos com o vocalista principal, na China a cantoria é uma emoção não compartilhada. Em relação às descobertas, a estudante destaca que as diferenças nem sempre são ruins. “O que o outro tem de diferente te completa e te complementa”.

Despedindo-se, Thais quis dar início à realização do sonho de conhecer as sete maravilhas do mundo moderno. A Grande Muralha da China já pode ser eliminada da lista. Acompanhada de um amigo, que é físico, a brasileira conta que subiu cerca de 1080 degraus. “Quando vi a muralha intacta tive um choque espiritual e pude perceber como o mundo é perfeito em termos de criação. Seu vento e seu cheiro transmitem uma energia única”, reflete emocionada. Sobre o final da experiência, Thais aconselha os próximos viajantes a encararem a aventura com a mente aberta. Ao lembrar da despedida, expressa com olhos em lágrimas a sensação de ter formado uma família. “Foi um misto de todos os sentimentos bons. Como diria a minha mãe, saudade é o amor que fica”.

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