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TENDÊNCIAS E PESQUISA
20 de novembro de 2013

Estudo da Famecos revela comportamento do jovem brasileiro

Levantamento foi feito com jovens entre 18 e 34 anos de todo o país
Por Luiza Coelho
Professor Ilton Teitelbaum, coordenador da pesquisa, concedeu entrevista aos veículos presentes na coletiva de apresentação do levantamento (Foto: Lucas Zandonai)

Professor Ilton Teitelbaum, coordenador da pesquisa, concedeu entrevista aos veículos de comunicação presentes na coletiva de apresentação do estudo (Foto: Lucas Zandonai)

A maioria da Geração Y brasileira está mais velha. Mesmo que mantenha suas convicções, mora com os pais ou responsáveis e se vê completamente dependente deles financeiramente. Estas são algumas das conclusões do Projeto 18/34 – análise do perfil do jovem brasileiro dos 18 aos 34 anos de idade, pertencentes à Geração Y, elaborado pelo Núcleo de Tendências e Pesquisa do Espaço Experiência da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS.

Com o objetivo de investigar os hábitos de lazer, consumo e os sonhos desta geração, o estudo identificou que, mesmo preocupados com o dinheiro, os jovens de todas as regiões não aspiram tanto por riqueza, se caracterizam pelo compartilhamento de experiências, gostam do conforto e da simplicidade. O levantamento ouviu 1.350 jovens, sendo 54,3% do sexo feminino e 45,7% do masculino, 74,6% na faixa dos 18 aos 24 anos de idade e 25,4% dos 25 aos 34. As amostras foram divididas em quatro segmentos regionais: Sudeste (22,9%), Sul (33,3%), Norte/Nordeste (17,4%) e Centro-Oeste (26,4%).

Para quem ainda mora com os pais e depende deles, destaque para os maiores índices verificados no Norte/Nordeste e Centro-Oeste do país. Os gastos pessoais se resumem em alimentação (88,3%), transporte (64,8%), educação (47,2%), festas (46,8%) e roupas (45,8%). Mas ninguém está acomodado em relação ao dinheiro: 80,7% dos entrevistados acredita que ainda há espaço para melhorar e 7,7% diz estar começando a entrar em pânico. Os jovens de todas as regiões, entretanto, não aspiram por acúmulo de riqueza, mas sim por conforto.

“O foco é acumular experiências, conhecer o mundo (66%) e ser feliz no trabalho (47,9%). Eles ainda têm o desejo de formar família (38,5%) – e aí está um desafio. Em meio a um contexto de novos formatos de relacionamento, o conceito pessoal de família para a Geração Y fica difícil de distinguir”, argumenta o coordenador da pesquisa, professor Ilton Teitelbaum.

O jovem apontado pelos resultados do Projeto 18/34 vive no mundo virtual, mas acredita no mundo real e sente a necessidade de compartilhar tudo. Como mostra o estudo, é possível verificar a partir deste perfil a volta do ativismo dos anos 70 – desta vez digital – e um contraponto ao individualismo dos anos 80 e 90. Diferentemente dos yuppies, a Geração Y não quer acumular patrimônio e não tem foco exclusivo no sucesso. Ela quer dividir opinião e experiências.

O estudo identificou que o consumo, para os membros da Geração Y, precisa ser concentrado e compartilhado. No momento da compra, a principal característica apontada pelos jovens (95,2%) como relevante é a utilidade do produto, mas fatores emocionais, como a credibilidade (85,8%), também são levados em conta. “Eles não compram produtos em si, mas a experiência e a possibilidade de compartilhamento que estes proporcionam”, comenta o professor.

O espaço virtual

 As lojas virtuais são colocadas em primeiro plano como local de preferência para compras (63,7%). Já os lugares “sempre” frequentados pelos jovens com o propósito de compras são os supermercados (60,8%) e os shopping centers (51,5%). Estes últimos, no entanto, estão perdendo espaço no Sul e Centro-Oeste do país. De acordo com o estudo, a praticidade dos supermercados e shopping centers se assemelha às redes sociais, onde existe a possibilidade de encontrar várias informações e utilidades em um só lugar.

Nas regiões estudadas, 95,8% dos jovens afirmam usar a Internet todos os dias. É neste ambiente que 92% ficam sabendo de lançamento de produtos, 78,1% buscam notícias e 74,4% fazem compras. Dos jovens de 25 a 34 anos, 55,7% acessam as redes sociais em celulares, aparelhos MP3 e similares todos os dias e 26,8% não utilizam jogos. Na faixa dos 18 aos 24, 71,7% acessa as redes sociais e 26,7% utiliza jogos algumas vezes por semana.

Conforme o professor Teitelbaum, a Geração Y é multiplataforma – não é on ou off, mas os dois. As novas mídias se expressam mais entre mais jovens, enquanto as tradicionais são mais utilizadas pelos mais velhos. “O tempo é comprimido, as experiências são consumidas de maneira mais rápida. Por isso, o acesso é feito em vários locais por mais de um dispositivo”.

Os resultados do Projeto 18/34, realizado pelo Núcleo de Tendências e Pesquisa do Espaço Experiência da Famecos, foram apresentados na manhã desta quarta-feira (20), em uma entrevista coletiva.

Entre 2012 e 2013, o Núcleo se dedicou a pesquisar o perfil da Geração Y. Para tanto, foram realizados o 18/34 Regional e o 18/34 Nacional, que obtiveram ampla repercussão de mídia. Os relatórios podem ser acessados nos links abaixo:

Relatório Regional

Relatório Nacional

Relatório Sintético

Infográfico da pesquisa

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