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FILHOS DA FAMECOS
4 de novembro de 2015

“Eu era aquele típico guri criativo que vivia aprontando”

Publicitário Gabriel Gomes seguiu o caminho do empreendedorismo ainda na Faculdade, em 2011
Por Nicolle Timm
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Gabriel Gomes no Fórum Econômico Mundial em 2013 no Peru (Foto: arquivo pessoal)

A publicidade mudou. Junto com ela, os profissionais também precisam mudar. É assim que Gabriel Gomes vê o atual mercado da área em um mundo hiperconectado, imprevisível e transparente. “A publicidade do futuro será gerar valor para as pessoas, e acho que nem chamaremos isso de publicidade”. Ele acredita que as novas empresas que não se adaptarem a uma nova realidade no mercado dos bens e serviços vão perder valor, espaço e clientes.

Criatividade sempre foi um termo muito presente na vida de Gomes. “Eu era aquele típico guri criativo que vivia aprontando”, brinca. Mais tarde, esse menino se tornaria um empreendedor na área. Através da Publicidade e Propaganda, encontrou espaço para aprimorar e canalizar suas habilidades em comunicação. Filho de professores de Design e desenhistas industriais, seus pais foram os responsáveis por guiá-lo na escolha do curso. Em 2007, ingressou na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS.

Gomes quis trabalhar desde cedo. No primeiro semestre, fez uma entrevista na Agência Experimental (Agexpp) da Famecos. Nervosismo e preocupação não existiam, o que sentia era ansiedade por trabalhar na área. Ele avalia que esse foi um excelente lugar para começar. Dez meses depois estava trabalhando na DCS, maior agência de Publicidade do Sul, na época. Suas histórias do tempo de Faculdade são guardadas com carinho. “Tive vários momentos marcantes na Famecos. Se eu for escrever todos, dá um livro”.

Alguns docentes deixaram marcas nas memórias acadêmicas do publicitário. Cristiane Mafacioli é lembrada como uma professora que o inspirou muito. Desde o início do curso, foi Fábian Chelkanoff quem mostrou-lhe a importância de ser carismático e foi responsável por ensiná-lo a ler jornal todos os dias. As aulas de Ticiano Paludo foram guardadas por permitirem que a aleatoriedade de Gomes fosse bem-vinda, dando espaço para ser criativo e inovador. Com Ilton Teitelbaum, compreendeu a importância de trabalhar com olhar estratégico e analítico para o mercado, buscando encontrar diferenciais verdadeiros e competitivos.

“Só consegui empreender porque tinha todos os materiais de planejamento de custos guardados na minha pasta Faculdade/4º Semestre/Plancustos“. Apesar de não ter nenhuma aula específica preferida, entendia que tudo o que estava aprendendo era importante. Foi mais tarde, quando resolveu seguir o caminho do empreendedorismo, que percebeu a necessidade de algumas disciplinas. No final do curso, já sabia o que iria fazer dali em diante.

Assim como começou a trabalhar desde o primeiro ano de Faculdade, sua carreira como empreendedor também iniciou cedo. Aos 21 anos, enquanto estava no sétimo semestre, abriu a Cosmonauta, escritório de criação de apresentações, e a Shoot The Shit, na época um coletivo de intervenção urbana. Gomes aprendeu a conduzir uma empresa, formar equipes coesas, apresentar conceitos criativos e dialogar com diferentes públicos. Suas criações cresceram e começaram a ganhar destaque. Hoje, é responsável por empreender apenas a Shoot The Shit, atualmente um estúdio criativo de comunicação que participa de projetos que geram valor para as pessoas. Já realizaram trabalhos para empresas como RedBull, Natura, Benfeitoria, Vonpar e Colégio Farroupilha. Gomes faz parte do Global Shapers Community, uma iniciativa do Fórum Econômico Mundial para formar uma comunidade global de jovens entre 20 e 30 anos com potencial de moldar suas localidades.

Gomes evidencia o conceito do nome que une os três cursos: Comunicação Social. “Entendendo o poder da comunicação nessa era, vejo uma oportunidade incrível. É a de fazer a palavra ‘social’ da faculdade fazer sentido”. Mais do que anunciar novos projetos, produtos ou serviços, fazer promoção em mídias sociais e utilizar Photoshop, ele lembra a função mais importante do comunicador. “Temos o dever de transmitir mensagens que importam. Estou otimista para ver o que acontecerá nos próximos dez anos de comunicação”, diz.

**A próxima reportagem da série Filhos da Famecos será publicada na sexta-feira (6). O entrevistado é o diplomado em Produção Audiovisual Bruno Carboni. Seu filme de conclusão de curso gerou a produtora Tokyo Filmes. Carboni recebeu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cinema de Gramado com o curta-metragem O Teto Sobre Nós.

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