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FILHOS DA FAMECOS
4 de setembro de 2015

“Eu sou correspondente no Brasil”, diz Caco Barcellos

Jornalista lembra do ambiente inquieto da Famecos com um sorriso contagiante
Por Ana Paula Abreu
Jornalista é o primeiro entrevistado da série de reportagens Filhos da Famecos (Foto: Joana Berwanger)

Jornalista é o primeiro entrevistado da série de reportagens Filhos da Famecos (Foto: Joana Berwanger)

Sorridente e bastante à vontade, Caco Barcellos compartilhou suas experiências de repórter quando esteve em Porto Alegre, na última semana, em evento na Fiergs. Vestindo jaqueta de couro escura e calça preta, o jornalista de 65 anos conversou com a reportagem do Núcleo de Assessoria e Comunicação Digital do Espaço Experiência. E não escondeu a alegria ao lembrar dos tempos de graduação na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS.

Um professor que marcou sua passagem pela Faculdade foi Antoninho Gonzales, que lhe dava apoio e tolerava suas faltas em provas e trabalhos. Como estagiário, viajava muito para cobrir matérias para o Folha da Manhã, do grupo Caldas Jr. Então, faltava à aula. Compreensivo, Gonzales permitia que ele escrevesse, para a disciplina, a reportagem que havia feito para o jornal. “Essa é uma lembrança que eu tenho de uma posição muito generosa de meus professores. Tenho ótimas memórias do ambiente extremamente criativo e inquieto da Famecos”, comenta.

Antes de escolher ser jornalista, Caco foi taxista e iniciou graduação em Matemática, sem concluir o curso.  Foi um dos fundadores da antiga revista Versus e da Cooperativa de Jornais de Porto Alegre. Em mais de duas décadas de profissão, cobriu aproximadamente 25 guerras e conflitos armados e atuou como correspondente internacional em dois momentos. Primeiro, em Nova York, no final dos anos 70, para a Revista Veja. Depois, em Londres, pela Rede Globo, em 2001. Apesar das experiências adquiridas em outros países, diz que gosta mesmo é de retratar o Brasil. “Nunca sonhei em ser correspondente. Eu sou correspondente aqui no Brasil, onde acho que é muito mais rica a experiência, embora fora também seja interessante”, cita.

O público, que está acostumado a ver o jornalista atuar em programas de televisão, talvez nem imagine que Caco começou seu interesse pela profissão na adolescência, quando escrevia crônicas. Iniciou contando histórias que observava na madrugada de Porto Alegre, enquanto passeava com seu cachorro vira-lata. Lembra que tinha costume de observar os movimentos da cidade, como as favelas e as grandes obras urbanas. Depois, escrevia suas crônicas.

“Eu sempre fui apaixonadíssimo por texto. Eu chorava intensamente à noite escrevendo coisas simples, como um episódio envolvendo o meu cachorro vira-lata e os loucos que perambulavam pela cidade. Me emocionavam as histórias que eles contavam. Eu não tinha a menor noção que isso viraria a minha profissão”.

Ao longo de sua carreira trabalhou nos programas Globo Repórter, Jornal Nacional e Fantástico, para o qual criou um quadro com reportagens produzidas por jovens jornalistas. O sucesso foi tão grande, que a partir de 2008 ganhou status de programa e um espaço fixo na grade da emissora, o Profissão Repórter. “A ideia do Profissão é dar voz aos que não têm chance de serem vistos e que não conseguem mostrar sua história”. Para Caco, as pessoas que vivem em comunidades mais carentes gostam de ver a história dos ricos. “Mas quando veem sua história contada na TV, pensam que alguém deu importância a elas”.

Publicou os livros Rota 66; Abusado, o dono do morro Dona Marta; e Nicarágua: a Revolução das Crianças e escreveu a peça de teatro Osama, Homem Bomba do Rio, para o projeto Conexõesdo National Theatre of London.

Aos jovens colegas que hoje frequentam a Famecos, Caco Barcellos deixa pistas para um futuro promissor. “Eu tenho três dicas para o jovem jornalista que está começando: persistência, persistência e persistência”.

** A próxima reportagem da série Filhos da Famecos será publicada na terça-feira (8). A entrevistada é Mariana Becker, correspondente internacional da Rede Globo em Mônaco e repórter da Fórmula 1.

Filhos da Famecos – Caco Barcellos by Eusoufamecos on Mixcloud

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