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COMUNICAÇÃO
11 de dezembro de 2020

“Eu também achei que não ia chegar aqui, mas cheguei. Você também vai”, diz Frei Osébio Borghetti, ao comemorar 50 anos de formado na Famecos

Parte da turma de 1970, o religioso, hoje aposentado, dedicou a vida ao desenvolvimento da comunicação no Estado
Por FêCris Vasconcellos

Se essa história lhe parecer familiar, é porque talvez ela seja mesmo. Um jovem recebe a oportunidade de estudar comunicação. Ele começa à distância, depois vai para o presencial. No meio da faculdade, começa a trabalhar na área e isso lhe dá ainda mais gás para seguir nos estudos, além de também facilitar a aprendizagem, já que agora ele consegue aliar perfeitamente prática e teoria. Termina a faculdade feliz e empolgado de poder trabalhar na área para a qual se dedicou tanto. Talvez essa seja a história de um formando da turma de 2024, mas hoje quem a contou foi o Frei Osébio Borghetti, de 84 anos, que comemorou meio século de formado pela Famecos neste 7 de dezembro.

Reprodução da nota que saiu em comemoração aos 50 anos de formatura no jornal Zero Hora

Ainda nos anos 1960, o religioso teve a oportunidade de fazer um curso por correspondência, e optou por Comunicação em uma instituição de São Paulo chamada Instituto Técnico Monitor. Entretanto, cinco décadas atrás, não havia as facilidades do Moodle ou do Zoom: os estudantes preenchiam folhas e enviavam pelo correio, além de fazer as atividades propostas em casa. Ainda bem que isso não durou para sempre. Finalmente, surgiu a oportunidade de ingressar na Famecos e foi o que ele fez. Muito dedicado ao campo da Comunicação, Osébio fez pós-graduação e depois foi professor na instituição. Sua carreira é toda marcada pela harmonia entre mercado e academia. “Eu gostei muito de estudar na Famecos. Me dediquei à área da comunicação e entrei no campo. Trabalhei com rádio e televisão, quando nem existia televisão direito ainda”, contou Borghetti ao telefone, falando direto do seu recanto de aposentadoria, na casa dos Freis Capuchinhos, em Caxias do Sul.

 

Frei Osébio participou de momentos decisivos do desenvolvimento da radiodifusão no Rio Grande do Sul. Trabalhou com todos os tipos de comunicação. Passou pelo rádio, chegou a transmitir palavras de fé e canções religiosas por meio de autofalantes no topo de torres de igrejas em cidades do interior, e administrou a TV Difusora de Porto Alegre, que depois viraria Bandeirantes, sendo um dos responsáveis pela primeira transmissão a cores da televisão brasileira, na Festa da Uva em 19 de fevereiro de 1972, menos de dois anos depois da formatura: “Enquanto o diretor técnico foi a Caxias, eu fiquei em Porto Alegre para cuidar das questões administrativas”, conta, cheio de orgulho, o eterno famequiano.

 

A rápida evolução tecnológica sempre esteve no radar de Borghetti. Ele brinca que tudo evoluía tão rápido na época que ele chegou a comprar equipamentos em São Paulo que já chegariam “atrasados” em Porto Alegre. Como os Freis Capuchinhos, congregação da qual fez parte, sempre foram muito envolvidos em comunicação – tiveram jornal impresso e canal de televisão e ainda mantêm emissoras de rádio –, Osébio dedicou sua vida à área. “A comunicação hoje é fantástica. Antigamente, havia bem mais dificuldades, que hoje não tem. Mas, ao mesmo tempo que agora muitas coisas evoluem rápido, outras não parecem evoluir rápido o suficiente” reclamou ao comentar a ligação telefônica que falhava e a internet cambaleante, que dificultou o envio da foto de comemoração da formatura, publicada no jornal Zero Hora em alusão ao jubileu de ouro.

 

A carreira de professor da Famecos foi até 1989. Suas aulas sempre foram ligadas às áreas de administração e tecnologia – ele inclusive foi responsável pela disciplina nomeada “Técnicas Modernas de Comunicação” – que poderia muito bem figurar em qualquer currículo em 2020. Hoje aposentado, Osébio observa com olhar crítico e preocupação a evolução do mercado de Comunicação no Brasil e aconselha aos estudantes de hoje que estejam sempre atentos e atualizados sobre as possibilidades da era digital. Mas isso já não é mais coisa para ele, diz. Osébio conta que fora aposentado este ano com o alerta de que agora é a sua vez de descansar, viver uma vida mais tranquila, um dia de cada vez, cuidando da saúde e lembrando com carinho dos anos de Famecos e de dedicação à Comunicação. A nós, resta ouvir a história e honrar o imenso legado deixado por esse, que é um dos grandes responsáveis pela evolução e pelo crescimento desta área apaixonante: a comunicação. Se referindo ao aniversário, terminou a ligação rindo: “Vai, guria. Eu também achei que não ia chegar aqui, mas cheguei. Você também vai”. Impossível não se inspirar.

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