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TSUNAMI
15 de março de 2011

Ex-famequiana escreve direto do Japão

Por Núcleo de Assessoria e Comunicação Digital
Aya mostra as prateleiras vazias em um mercado de Tóquio (Foto: Aya Kishimoto)

Aya mostra as prateleiras vazias em um mercado de Tóquio (Foto: Aya Kishimoto)

A japonesa Aya Kishimoto é bem conhecida dos famequianos. Passou o ano inteiro de 2010 estudando por aqui. E fez amizade rapidamente. Com um sorriso simpático sempre aberto, característica do povo japonês, a estudante de comunicação se mostrou uma ótima fotógrafa.

De volta para casa, em Tóquio, Aya sentiu na pele o tremor que abalou o mundo. E todos os amigos ficaram preocupados. Pelo twitter, ela tranqüilizou a todos. Passado o susto, ela nos conta um pouco do que aconteceu e acontece com o povo. Pelo menos uma vez por semana, direto do Japão, Aya vai nos atualizar sobre os acontecimento com um olhar bem peculiar. O olhar de uma jovem comunicadora que ainda quer ganhar o mundo.

Cabe observar que o texto foi escrito por ela. Por isso, não nos custa fechar um pouco os olhos para os pequenos erros.

“Enquanto o terremoto aconteceu, eu estava na faculdade em Tóquio com meus amigos. Eu senti um tremorzinho mas achei que não era grave porque em Tóquio tem terremotos pequenos frequentemente. Mas o terremoto da semana passada não era como sempre. Foi bem mais forte.

Nós fugimos para fora do edifício e fomos ao campo seguro em frente da universidade. No caminho até lá, não pudemos caminhar bem por causa dos tremores. Depois de chegar, tivemos que esperar a fim de voltar para casa. Esperar muito porque os metrôs, ônibus e taxis não funcionavam.

Nas estradas estavam lotadas com muitos carros e eles não avançaram. Tinha um engarrafamento de trânsito muito grande. Além disso, tinham muitas filas para usar orelhão porque celulares não funcionaram bem. Eu também não pude telefonar para minha família com celular no momento e consegui ligar 30 minutos depois de acontecer o terremoto. Usei o twitter para ganhar e enviar as notícias. Foi mais rápido do que o telefone.

Alguns metrôs voltaram a funcionar depois da meia noite, mas muitos amigos que não tiveram jeito para voltar para casa dormiram na faculdade. O governo avisa sobre tudo, inclusive sobre onde estão os refugios pela TV, rádio e internet. Muitas pessoas dormem em refugios como escolas, universidades e acomodações públicas. Em supermercados e lojas de conveniência não existe comida suficiente.

Em Tóquio a situação está bem melhor, mas perto do centro sísmico, eletricidade, gás e trânsito não estão funcionando. Ainda existem os tremorzinhos. As pessoas que moravam perto do centro sísmico perderam as casas e agora estão nos refúgios. Não tem água e comida suficiente lá.

Muitos cadáveres flutuam na costa e nas lagoas e o governo ainda não consegue a confirmar os números de mortos e desaparecidos. Além do tsunami enorme, aconteceram as explosões no central elétrica nuclear e pegou fogo no refinaria de óleo. O governo leva frequentemente o socorro necessário pro centro sísmico e a companhia de energia elétrica de Tóquio anunciou que vai disligar a eletricidade ao redor da cidade várias vezes por dia.

Na TV, os residentes da área ferida falaram que eles têm medo porque não sabem de notícias suficientes. Por causa de falta da eletricidade, eles não podem receber as informações. O governo tem que pensar em uma maneira para levar não só a comida, mas também as informações mais rápido para todos.”

A tragédia que assolou o Japão e abalou o mundo teve dois episódios centrais. Um terremoto de 8.9º da Escala Richter, o sétimo maior tremor da história, e um tsinunami. Como o Japõa é um país preparado para terremotos, ele foi o menor dos problemas. Neste depoimento, Aya Kishimoto conta como são feitos os treinamentos e como a população é preparada para os tremores.

“Fazer o treinamento que todos recebem contra terremoto é obrigatório por lei. Nós temos que fazer exercícios mais de uma vez por ano. É feito nas empresas, escolas, universidades, restaurantes, supermercados, shoppings, hotéis, cinemas, hospitais, livrarias, museus, danceterias etc. Os governos locais também fazem. Normalmente, é feito no dia 1º de setembro porque é o dia de prevenir calamidades. È que neste dia, no ano de 1923, aconteceu Grande sísmico-catastrófico de Kanto (Kanto Daishinsai). O sísmico teve uma magnitude entre 7,9 e 8,3 e pelo menos 105 mil pessoas morreram e outras 37 mil desapareceram.

No exercício, nós aprendemos o que precisamos fazer no momento que o terremoto acontece. Escondemos em baixo de escrivaninha, esperamos até parar o fenômeno, saímos do edifício e vamos para um refúgio. Usamos o sinal do alarme e fazemos o exercício sério como se um terremoto acontecesse realmente.

Além do treinamento prático, tem curso para aprender onde o refugio está e como temos que ir até lá. Temos também de confirmar onde estão extintores de incêndio, água e comida de emergência, além das medidas para tratar de pessoas feridas e como usar AED (Automated external defibrillator).”

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