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COMUNICAÇÃO
29 de maio de 2015

EXTRA provoca discussão sobre jornalismo popular

Capas recentes do jornal tiveram forte repercussão nas redes sociais
Por Nicolle Timm
Foto: Natália Lavratti

Foto: Natália Lavratti

As últimas capas do Jornal EXTRA têm acarretado discussões nas redes sociais. Tudo começou na quinta-feira (21), quando exibia lado a lado dois crimes ocorridos em lugares distintos. A capa trazia a notícia do esfaqueamento de um médico na Lagoa Rodrigo de Freitas, ponto turístico nobre do Rio de Janeiro, na zona sul. Além disso, pedia que as mortes dos meninos do Morro do Dendê, zona norte da cidade, não fossem esquecidas, destacando a dor das mães que choram pelas mortes dos filhos baleados em ação da polícia.

Com a grande repercussão, o EXTRA foi elogiado pelos usuários que ficam na expectativa de uma revisão sobre o Jornalismo que se tem praticado. As capas posteriores ao dia 21, que trouxeram abordagens sobre a vida de alguns criminosos, colocando em evidência a falta de escola e de assistência familiar, podem ser conferidas no site. O EXTRA é conhecido por cumprir os quesitos do jornalismo popular, que pretende estar mais próximo das pessoas e tem foco no serviço ao leitor.

Para Marlon Brum, editor-executivo do EXTRA, é fundamental estar ao lado da sociedade, especialmente, dos mais pobres, em questões que envolvam a violação dos direitos humanos e a desassistência do Estado. Desde a sua fundação, esta é a motivação do jornal para apresentar esse tipo de capa. Brum, em entrevista concedida por e-mail ao Portal Eusoufamecos, afirma ser natural que os ânimos se acirrem, sobretudo quando a discussão da maioridade penal ganha força. “Até nesse ponto acho louvável que as nossas manchetes estejam suscitando esse debate. Ganham os leitores e a democracia com a pluralidade”, analisa.

Fábian Chelkanoff, coordenador do Curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS e pesquisador na área do jornalismo popular, garante que as capas do veículo sempre foram assim. No entanto, constata que as últimas provocaram muita repercussão por tratarem de violência e da questão da maioridade penal. O coordenador considera que o objetivo é mostrar para as pessoas que a vida não é tão simples. Para ele, se persistirmos com a ideia de colocar jovens de 16 anos na cadeia para resolver o problema da criminalidade, só chegaremos perto da barbárie, não de uma sociedade decente.

Chelkanoff conta que, historicamente, o jornalismo foi feito para pessoas letradas e que, em razão disso, aqueles que tinham menos recursos deixavam de ler. Sobre a proximidade com os leitores, o professor acredita que o jornalismo tradicional está cada vez mais distante deles ou que, pelo menos, criou um público muito específico. Chelkanoff esclarece que a principal diferença entre o jornalismo popular e o tradicional está na finalidade, em quem ele quer atingir e como. “Acho ele mais objetivo, mais cumpridor dos seus propósitos do que o jornalismo de referência”, avalia, acrescentando que o convencional também dá destaque para as mesmas notícias. “A diferença é que ele criminaliza o processo”.

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