Logo PUCRS PUCRS Universidade PUCRS Administração PUCRS Unidades PUCRS Graduação PUCRS Pós-graduação PUCRS Extensão PUCRS Biblioteca PUCRS Vestibular
FILHOS DA FAMECOS
16 de outubro de 2015

“Famecos é a prova de que é fundamental cursar Jornalismo”

Maurício Saraiva, jornalista, comentarista e apresentador da RBS TV e TVCOM, se formou em 1986
Por Nicolle Timm
Maurício Saraiva conversou com o Portal EusouFamecos antes do programa Hoje nos Esportes no estúdio principal da Rádio Gaúcha (Foto: Natalia Pegorer)

Maurício Saraiva conversou com o Portal EusouFamecos antes do programa Hoje nos Esportes, na Rádio Gaúcha (Foto: Natalia Pegorer)

Na década de 70, o Brasil estava começando a ser consolidado como o País do Futebol, com o tricampeonato mundial. Sentado ao lado do pai, o menino Maurício Saraiva ouvia as transmissões dos jogos pelo rádio. Sonhava com o dia em que seria um deles. Não o jogador de futebol, mas aquele que estava no microfone no momento da transmissão. O conjunto repórter, locutor e comentarista encantava o menino, mesmo sem saber o nome daquela profissão. Com o tempo, sua escolha se fortaleceu. Depois de prestar duas vezes o vestibular da UFRGS e não passar por ter dificuldades com matemática, optou por fazer na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS.

Foi Dona Odila, avó paterna, quem se ofereceu para pagar com suas economias a matrícula em Jornalismo do neto que sonhava com o microfone. O restante das mensalidades da Faculdade ficaram por conta de Saraiva, que pagou o curso trabalhando como bancário. Estudando no turno da noite, trabalhou manhã e tarde durante três anos em instituições financeiras. No último ano de Jornalismo, em 1986, conseguiu emprego na Rádio Guaíba como produtor de esportes e passou a estudar de manhã. De seu tempo de faculdade, ele lembra que fez boas amizades. “Não havia nenhum clima de competição. Todos faziam um tipo de comunidade que alimentava um o sonho do outro”.

Mesmo trabalhando na produção, Saraiva sempre deixou clara sua vontade de trabalhar na linha de frente do jornalismo. Flávio Dutra, seu chefe na época, tinha uma boa relação com ele e sabia do seu sonho. Depois que saiu da Rádio Guaíba, Dutra foi para a Rádio Bandeirantes. Ao abrir uma vaga para repórter, lembrou de Saraiva e deu a ele a chance de se candidatar. Lá, trabalhou até 1990, quando retornou à Rádio Guaíba.

A chance de trabalhar com televisão surgiu pouco tempo depois, na RBSTV. Depois de fazer um teste, o então diretor de telejornalismo Roberto Appel disse que ele havia passado em linguagem, improviso e capacidade de comunicação, mas que não o contrataria. O único problema que impedia Saraiva de trabalhar com televisão era sua grande quantidade de espinhas no rosto. Em seu lugar, foi contratado Paulo Brito. Essa história o motivou a fazer um tratamento de peeling mecânico com um cirurgião plástico. Em 1994, três anos após o procedimento, voltou para a Bandeirantes, onde fazia TV e rádio.

Com um convite para trabalhar na Rádio Gaúcha em 1996, Saraiva fez a sua escolha. Desde então, trabalhou na Rádio CBN no Rio Grande do Sul, RBS TV, TVCOM, além das participações no SporTV. No final de 1999 e início dos anos 2000, a televisão passou a ser a essência do seu trabalho. Foi através dela que cobriu as Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2010. Ano passado, participou das transmissões e comentários na Rádio Gaúcha nos jogos da Copa do Mundo. Depois de agosto, foi contratado como comentarista pela Gaúcha e conquistou uma coluna dominical em Zero Hora. Atualmente, também é apresentador e comentarista da RBS TV e TVCOM. “Às vezes é cansativo. É  a hora em que você se pergunta:’tá cansado? Mas não era o que você queria?”.

Se pudesse marcar o ano de 2015 em relação à carreira, seria por ter feito, pela primeira vez, a cobertura de um jogo com Galvão Bueno. Foram os dois jogos de Internacional x Tigres nas semifinais da Libertadores. “É uma espécie de carimbo de qualidade, porque o Galvão tem a excelência na narração. Só está ao lado dele se puder dar uma ótima resposta. Senão, não vai”.

Saraiva evidencia a importância de o jornalista ter cuidado com as palavras. “A Famecos é a prova de que é fundamental passar por uma faculdade para fazer jornalismo”. Ele afirma que a necessidade de estudar é para evitar erros que podem ser muito graves depois que já forem pro ar. Aos 51 anos, Saraiva não se descreve como realizado porque soa como algo definitivo. Aquele menino que tanto sonhava com o microfone se considera no tempo certo em relação onde gostaria de estar em cada fase profissional. “Se fosse fazer uma retrospectiva, eu estava no tempo, ou até adiantado, em relação à repercussão e reconhecimento do trabalho. Seria melhor dizer que estou a caminho de uma realização”.

**A próxima reportagem da série Filhos da Famecos será publicada na segunda-feira (19). A entrevistada é Carolina Matzenbacher. Ela se formou em jornalismo no ano de 2012. Desde 2013, trabalha como correspondente freelancer nos Estados Unidos.

Tag(s) da matéria: , .
Eu Sou Famecos no Facebook Eu Sou Famecos no Flickr Eu Sou Famecos no Issuu Eu Sou Famecos no Mixcloud Eu Sou Famecos no Scribd Eu Sou Famecos no Twitter Eu Sou Famecos no Ustream Eu Sou Famecos no YouTube RSS do portal Eu Sou Famecos
Marista, Famecos, Espaço Experiência e PUCRS Site Famecos Site Eu Sou Famecos Site PUCRS
Faculdade de Comunicação Social - Famecos/PUCRS
Av. Ipiranga, 6681 - Prédio 7 - Sala 106 - Porto Alegre/RS - CEP 90619-900
Fone 51 3320.3569 r. 4121 - espacoexperiencia@pucrs.br
Desenvolvido por Espaço Experiência Wordpress.org