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PRÊMIO
2 de junho de 2017

Famequianos são premiados com reportagens de rádio

Alunos ficaram em 2º e 3º lugar na premiação da ESPM
Por Amanda Caselli
Alunos da Famecos ganharam prêmio por suas reportagens (Foto: Divulgação)

Alunos da Famecos ganharam prêmio por suas reportagens (Foto: Divulgação)

Orgulho e reconhecimento. Essas são as duas palavras que descrevem os sentimentos dos alunos da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS vencedores dos 2˚e 3˚ lugares do Prêmio Rodolfo Lima Martensen – promovido pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). O evento ocorreu na última sexta-feira (26), no Auditório B da ESPM-Sul.

A premiação visa reconhecer e promover os trabalhos universitários, além de incentivar a produção experimental de conteúdos. A Famecos teve grande representação no concurso, com cinco grupos de alunos inscritos. Os estudantes vencedores fazem parte da disciplina de Produção e Edição no Radiojornalismo, lecionada pelos professores Tércio Saccol e Filipe Gamba no 5˚ semestre do curso de Jornalismo.

De autoria das alunas Analine Broniczack e Larissa Brito, “Mulheres de uma vida nada fácil” ficou em 2˚ lugar. O documentário aborda o projeto de lei que regula a prostituição no Brasil. “Queríamos englobar todo esse universo, entrevistar meninas que trabalham em casas noturnas e na rua, além do agenciador delas. Fomos para a Farrapos e presenciamos o que elas passam”, diz Analine. Ela conta que o projeto foi desafiador por se tratar de um assunto considerado ainda tabu na sociedade. “Percebemos que a execução da reportagem seria um desafio pelo fato de que poderíamos não conseguir todas as fontes. É um assunto muito delicado, elas ainda sofrem muito preconceito”, destaca. Larissa afirma que, antes do prêmio, o mais importante é poder dar voz a essas mulheres, que normalmente não têm esse espaço. “Quando elas sabem que nós representamos uma visibilidade que não querem, elas fogem. A falta de oportunidades as empurram para essa situação. O mais importante é fazer o nosso trabalho sair das barreiras da Universidade”, salienta. Além disso, as duas contam que enxergam o jornalismo como uma ferramenta social de mudança, e que querem trazer esses assuntos excluídos ao debate.

“Filhos da Esperança” ocupou o 3˚ lugar. Produzido por Carolina Chassot, Gabriela Dias, João Victor Teixeira e Vítor Figueiró Alves, o audiodocumentário retrata a devolução de crianças aos orfanatos. Gabriela fala que conhecia dois casos de adoção que deram errado, e assim resolveram abordar essas questões que são esquecidas. “As pessoas vêem a adoção como um gesto lindo, que não deixa de ser, mas também é um ato extremamente difícil que pode dar errado. Não dá pra julgar olhando de fora”, conta. Alves explica que o desenvolvimento foi difícil em razão da sensibilidade do tema. “A adoção frustrada, lidando com crianças e famílias, é bem impactante. Nós tivemos que ter muito carinho pra escolher as palavras do texto. Por mais que os próprios orfanatos utilizem a expressão ‘devolução’, a gente quis fugir desse termo para não entender as crianças como mercadorias ou produtos”, afirma. Vitor ainda fala que, agora, vê o assunto com menos frieza e simplicidade. “Foi um trabalho muito humano e acho que isso foi o que mais me acrescentou”, conta. Carolina diz que, com a realização do projeto, conseguiu entender um pouco mais sobre o tema, tanto do lado dos pais, quanto o das crianças. “Fiquei refletindo sobre a convivência entre pessoas. Só quem pode ajudar um ser humano é outro ser humano, então percebi que não é tão simples adotar”.

O professor Tércio Saccol expressou orgulho e explica que a premiação não é a única meta a ser perseguida, mas sim o reconhecimento desses alunos. “Já que os temas abordados nessas reportagens são tão sensíveis, socialmente impactantes e relevantes, nós não podemos deixá-los morrer em sala de aula”, afirma. O professor acredita que é preciso realizar um jornalismo de mais profundidade, e por isso incentiva os alunos a desenvolver reportagens que não são normalmente abordadas nos veículos tradicionais. “Nosso espírito é aprofundar. Não é porque ninguém faz que nós temos que esquecer de fazer. É um recorte social de relevância. E se ninguém faz, é ainda mais socialmente relevante. Alguém precisa gritar e dizer para as pessoas: ‘olha, isso faz parte do teu mundo'”, salienta.

Os audiodocumentários estão disponíveis no portal da Agência Editorial J. Confira nos links abaixo:

http://www.editorialj.eusoufamecos.net/site/agencia/documentario-em-audio-discute-a-devolucao-de-criancas-adotadas/

http://www.editorialj.eusoufamecos.net/site/agencia/audiodocumentario-discute-a-regulamentacao-da-prostituicao-no-brasil/

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