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TECCINE
28 de outubro de 2014

Ficção científica, animação e drama em duas horas

Palestras abordam temas distintos sobre a produção de séries
Por Ágatha Pedotte
Foto: Heike Knebel

Foto: Heike Knebel

Pedro Zimmerman, Guto Bozetti e Cláudio Fagundes foram os palestrantes desta tarde no Vida em Fatias, Conversas sobre Séries, evento para comemorar os 10 anos do TECCINE. Através de seus projetos pessoais, os palestrantes exemplificaram os três gêneros centrais da palestra Alargando fronteiras: Sci-fi, Animação e Websérie. Zimmerman apresentou a sua série Oxigênio, de Sci-fi. Bozetti falou sobre o sua animação X-Coração. E Fagundes entrou no tema Websérie, com a sua produção Desconectados.

A série Oxigênio, do gênero Sci-fi (Science Fiction ou Ficção Científica), conta a história de universos paralelos ao nosso que entram em colapso dentro de uma distopia. Zimmerman contou que para a produção dessa série foi necessário passar por duas etapas. A primeira foi a da conversa. Para poder colocar o projeto em prática, todos os envolvidos precisavam decidir como seria e o que seria essa produção. Depois de muitos encontros, surgiu a série. A segunda etapa foi mais prática, buscar produtoras e parcerias para poder produzir a série. O contrato foi fechado com a RBS, que obteve direitos de reprodução da primeira temporada de Oxigênio. Uma das principais complicações que surgiram foi quanto ao público. Havia dúvida se os espectadores iriam se interessar por algo tão incomum na produção de séries brasileiras. Porém, o resultado foi surpreendente. Zimmerman contou que a série bateu, em média 16 pontos no Ibope, e o último episódio chegou a 18 pontos e 40% de share.

Bozetti, em 2002, tinha o seu foco nas produções publicitárias. De acordo com o palestrante, a produção de animações com conteúdo interessante era difícil de ser feita, e a publicidade era o modo mais viável de fazer isso. O projeto X-Coração foi inspirado em um curta feito para o programa Histórias Curtas, da RBS. Até 2006, a inscrição de animações era proibida no programa. Em 2007, abriu a categoria e foi a oportunidade para poder expor o seu trabalho. “Nós ganhamos o concurso, mas sofremos uma grande pressão por parte da TV e dos próprios animadores do Sul”, contou Bozetti. No fim do ano, a emissora premiou a animação como melhor filme do ano. Um dos grandes problemas da produção de animações é o tempo que leva para ficarem prontas. “Quando estamos produzindo uma animação, ficamos fora do mercado. Ela toma todo o nosso tempo”, disse.

A ideia de X-coração nasceu em 2008. Uma série animada, que contaria a história de uma banda que quer fazer sucesso, mas nunca consegue. No fim daquele ano, os envolvidos no projeto conheceram uma produtora no Canadá, com quem ficaram em contato durante um ano. Mas tantas alterações foram feitas que eles perderam o interesse pela produtora. “Eles não compreendiam que o tema da série era o conflito de conseguir algo que é inalcançável. No momento em que os personagens conseguissem fazer o sucesso, acabaria a série. Mas eles queriam que isso acontecesse no segundo episódio”, contou. Durante a pré-produção, um amigo de Bozetti teve uma reunião com os produtores da Disney. Levou diversos projetos para apresentar, e o escolhido foi X-Coração. A Disney comprou a animação para ser reproduzida em toda a América Latina no canal Disney XD. A TV Brasil também comprou licença para a reprodução em TV aberta, porém existe uma prioridade com a TV fechada. Por isso, X-Coração só poderá ser reproduzido na TV aberta a partir do ano que vem.

De acordo com Fagundes, o grande problema da produção de uma websérie são os aparatos tecnológicos. Em 2010, quando teve a sua criação inicial, Desconectados seria viabilizado pelo Youtube. Além de terem que pensar em tudo sozinhos e usar os próprios recursos para produzir a websérie, os produtores tiveram que pensar como iriam lidar com o tempo. Naquela época, o Youtube tinha um limite de tempo para fazer uploads de vídeos: 10 minutos. Caso excedesse este tempo, o site dividia o vídeo em duas partes. Também tinha o medo de a audiência não ser receptiva. Além de ser um drama, os episódios atingiriam o limite máximo de tempo, quando vídeos de comédia até três minutos eram os mais buscados pelos espectadores. “Podemos dizer que hoje se perdeu um pouco o sentido da palavra websérie, com o surgimento do Netflix e suas séries exclusivas. Talvez o melhor exemplo que tenhamos hoje seja o Porta dos Fundos”, exemplificou. No fim de 2011, o Terra TV comprou a reprodução do Desconectados e usou a websérie para estrear o seu novo canal, o Sunday TV. A nova plataforma do Terra tinha a mesma ideia do Netflix, mas quando ia ser lançada a segunda temporada, o canal fechou. Desconectados foi remontada e, neste ano, será reproduzida pela Sony.

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