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FILHOS DA FAMECOS
11 de abril de 2016

“Foi algo sem nenhum dia de arrependimento”

Telmo Flor, diretor de redação do Jornal Correio do Povo, se formou em 1984
Por Nicolle Timm
Foto: Ricardo Giusti/Correio do Povo

Telmo Flor assumiu a direção do Jornal Correio do Povo em 1992, aos 32 anos (Foto: Ricardo Giusti/Correio do Povo)

Os corredores do Jornal Correio do Povo eram familiares para Telmo Flor antes mesmo de atuar como jornalista. Desde os 14 anos, trabalhou na ferragem Macosul Fechaduras, localizada na Avenida Farrapos. No período em que era office boy, pagava os anúncios e, por isso, circulou diversas vezes no prédio da empresa jornalística de Caldas Júnior. Telmo ingressou na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS em agosto de 1979. Aos 32 anos, assumiu como diretor de redação do Jornal, cargo que ocupa até hoje. “Eu escolhi o Correio do Povo”.

Certo dia, contou a sua família sobre um crime e, surpresos, perguntaram onde ele tinha visto aquilo. “Diz o folclore familiar que a primeira coisa que eu li foi um jornal velho que vi embaixo de um balcão da quitanda da família”. Por influência paterna, ele tinha desde criança o endeusamento do conhecimento e da educação. Seu pai era taxista noturno e todas as manhãs, quando chegava em casa, trazia consigo o jornal. Na hora de escolher a profissão, essa herança foi fundamental. Enxergou no jornalismo a possibilidade de aprender e propiciar conhecimento aos outros.

“Fiz parte da faculdade na Famecos e outra parte no Maza”, brinca ao se referir ao bar localizado na Avenida Bento Gonçalves, atrás da PUCRS. Descobertas, conhecimento e transformação são as palavras-chave para Telmo Flor quando se lembra da faculdade. “A Famecos foi a mãe desse aprendizado. Foi o que me fez conhecer o mundo que eu ansiava”, diz. O jornalista recorda com carinho de quatro professores. Para ele, o Irmão Mainar Longhi foi o guia na descoberta da boa literatura e Antoninho Gonzalez era a enciclopédia das histórias do jornalismo. Sérgio Capparelli é lembrado pelo apreço ao texto e Leonam Marques, como o homem do texto jornalístico e das histórias.

Colega de turma do jornalista e professor da Famecos Juremir Machado da Silva, junto com outros colegas criaram um jornal com estudantes da faculdade de História. O Mal-criado continha textos anarquistas, em geral, sobre política e era vendido nos corredores do prédio 7. Hoje, quando ouve o nome da faculdade o que vem à sua cabeça não é bem saudade, mas alegria. “Adoro o tempo que tive e adoro voltar lá”, afirma. No histórico familiar, a Famecos tem forte presença. Sua filha também se graduou em Jornalismo e sua esposa, em Relações Públicas. Com a filha jornalista e o filho formado em História pela PUCRS, ele afirma que foi a realização dos seus sonhos.

Na metade da graduação passou em um concurso e trabalhou como funcionário federal no setor administrativo do Ministério da Agricultura. Mas o que queria era ser jornalista e, por isso, não desistiu do sonho. Depois de se formar, entrou na Rádio Guaíba como redator em abril de 1985. Com a reabertura do Correio do Povo em 1986, pediu demissão do Ministério e foi trabalhar no Jornal. “Quando me formei, era muito difícil a situação dos jornalistas. Minha geração toda foi trabalhar em Santa Catarina e aqui, dos colegas mais próximos, ficou apenas eu e o Juremir”.

A consolidação de sua profissão, segundo ele, se deu quando entrou para a equipe do Correio do Povo. Jovem para os padrões de cargos de chefia, passou a atuar como diretor da redação em 1992. “Assumir um jornal com a credibilidade e história do Correio do Povo é uma honra”, diz. Hoje, se sente exercendo na plenitude a profissão que escolheu.

Depois de mais de 30 anos na área, Telmo Flor demonstra felicidade ao falar de seu trabalho. “Jornalismo para mim foi tudo de bom. Me deu a profissão, honra, sustento econômico, me ajudou a criar meus filhos, a conhecer a mulher que eu amo. Foi algo sem nenhum dia de arrependimento”. Ele destaca que fica muito feliz quando vê jovens com vontade de mudar e que é necessário que as novas gerações entrem nesse mercado. “Jornalismo é transformação, então precisa de transformadores. Acho que a Famecos me deixou isso também”.

**A próxima reportagem da série Filhos da Famecos será publicada na segunda-feira (18). O entrevistado é Luís Cruz, formado na Famecos em Publicidade e Propaganda, em 1985, e em Jornalismo, em 1986. Ele é diretor regional do SBT.

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