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SET UNIVERSITÁRIO
11 de setembro de 2014

Geneton Moraes Neto é uma das estrelas do 27º SET

Reportér participa de um bate papo sobre o filme O Mercado de Notícias
Por Rafael Timm
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Geneton Moraes Neto é um dos grandes repórteres do jornalismo no Brasil. Entrevistou nomes consagrados da literatura, da música, do cinema, além das inesquecíveis reportagens com os generais da ditadura militar Newton Cruz e Leônidas Pires Gonçalves, para o Dossiê Globonews. Ele é um dos palestrantes do 27º SET Universitário, maior evento de graduação em comunicação do Brasil, que ocorre de 22 a 24 de setembro, no Centro de Eventos da PUCRS. O pernambucano participa de um bate papo sobre o filme  O Mercado de Notícias, de Jorge Furtado.

Natural de Recife, ingressou na profissão no Diário de Pernambuco e atuou na sucursal do nordeste de “O Estado de São Paulo”, sempre como repórter de Geral. Mudou-se para a França, mas não trabalhou como jornalista. No seu retorno ao país, foi contratado pela Rede Globo de seu estado e, desde 1985, produz reportagens para a Globo Rio. O jornalista conta que começou como repórter e que tudo que um profissional faz no início da vida profissional acaba marcando o resto da carreira. Para ele, o jornalismo virou sinônimo de reportagem. A revolução tecnológica é considerada bem-vinda para o pernambucano. “A internet dessacralizou o jornalismo”, afirma Moraes Neto.

O “tsunami” que englobou a profissão fez com que a credibilidade seja cada vez mais necessária, forçando o jornalista, para se diferenciar, a investir em si mesmo. Segundo ele, “a técnica de fazer jornalismo pode ser aprendida em três semanas”. Moraes Neto relata que a profissão vive a ditadura da objetividade e é contra o modelo atual de textos. “São áridos, chatos, anêmicos, soporíferos e iguais”, condena. Ele defende o retorno do jornalismo autoral, mais vívido, atraente e iluminado, como do jornalista Joel Silveira.

Em entrevista para o filme O Mercado de Notícias, Moraes Neto relata os pecados básico do jornalismo. O primeiro é exercer patrulhamento ideológica de esquerda ou de direita, ou seja, negar entrevistas com personagens porque é contra a ideologia deles. Como exemplo, cita a frase que disse ao General Newton Cruz ao final da entrevista concedida para ele: “você me interessa jornalisticamente tanto quanto Luís Carlos Prestes”. O segundo é perder a capacidade de se espantar com as coisas. Para ele, é preocupante quando o jornalista perde a inocência e acha que tudo que é extraordinário é ordinário. Neste pecado, Moraes Neto batizou a prática de colocar pautas no lixo de Síndrome da Frigidez Editorial. O terceiro é contra a prática de fazer jornalismo para jornalistas. O pernambucano relata que notícias não são publicadas, pois saiu antes no concorrente. “Esse é o pensamento de jornalista louco que acha que o público é formado por maníacos que ficam comparando os jornais”, afirma.

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