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JORNALISMO
17 de junho de 2015

Há 43 anos, Caso Watergate mudou relação entre jornalismo e poder

Ator Jason Robards interpretou o editor do The Washington Post em Todos os Homens do Presidente
Por Rafael Timm
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Ben Bradlee, editor do The Washington Post, morreu em 21 de outubro de 2014

Há 43 anos, o escritório do Partido Democrata, no edifício Watergate, em Washington DC, era invadido por cinco homens que tentavam instalar escutas e fotografar documentos. No primeiro momento, se imaginou que pudesse ser um assalto. Porém, os jornalistas do The Washington Post Bob Woodward e Carl Bernstein não compartilhavam desse mesmo pensamento sobre o caso. A investigação dos repórteres levou quase dois anos para ser concluída, mas acabou desvendando um complexo esquema de corrupção que envolvia os altos escalões do governo Nixon, presidente na época. As denúncias de Bernstein e Woodward culminaram com a renúncia de Nixon, em 1974.

Outros dois personagens foram fundamentais para dar tranquilidade à investigação de Woodward e Bernstein: Katherine Graham, proprietária do jornal, e Ben Bradlee, editor do Post. O veículo sofreu muita pressão da Casa Branca, que acusava a cobertura de tendeciosa e enganosa. “O governo ameaçou fechar o jornal. Bradlee segurou e apoiou os jornalistas, mas ele também foi muito apoiado por Katherine. Não foi fácil para o jornal segurar a onda”, explica o professor da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS Juan Domingues.

O Garganta Profunda (Deep Throat) foi o elo dos jornalistas com a verdade. Os repórteres foram guiados, no início, através de pistas e, depois, com a ajuda efetiva de Willian Mark Felt, vice-diretor do FBI durante os acontecimentos, e que passava informações em off para Woodward. Em 2005, após 33 anos de anonimato, Felt revelou, de forma espontânea à Revista Vanity Fair que era ele o Garganta Profunda. Domingues entrevistou Bernstein no final dos anos 1990. Na época, o jornalista revelou que Bernstein, Woodward e Bradlee haviam feito um pacto para apenas revelar o nome do Deep Throat depois de sua morte. Porém, o ex-número dois do FBI surpreendeu a todos, revelando sua identidade. “Alô, eu sou o Mark Felt. Sou o Garganta Profunda. Fico imaginando o repórter da Vanity Fair recebendo essa ligação”, brinca Domingues.

O editor do Post costumava afirmar que odiava confiar nos outros. Porém, ressaltava que era necessário confiar nos seus repórteres. Confiança era a palavra-chave na relação com Woodward e Bernstein. Segundo Domingues, as informações transmitidas por Felt só foram sustentadas porque eram corretas e porque outras fontes também as confirmavam. “É preciso checar o que é dito pela fonte em off. Não dá para acreditar que o que ela diz é a verdade”, alerta. Com as valiosas pistas, os jornalistas conseguiram ligar o fato ocorrido no escritório do Partido Democrata ao presidente Richard Nixon. Para o professor, a sensação de derrubar um chefe de Estado deve ser ímpar.

Ocorreria outro Caso Watergate hoje em dia? Segundo Domingues, não. “A humanidade sempre tem um encontro entre pessoas e seu tempo. Os três, em outro tempo, não fariam o que fizeram. E outros no lugar deles, naquele tempo, também não fariam. Não vai acontecer mais”, afirma. O Caso Watergate virou livro e filme: Todos os Homens do Presidente, dirigido por Alan J. Pakula.

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