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FILHOS DA FAMECOS
4 de abril de 2016

“Há histórias formidáveis que passam despercebidas”

Editor internacional da GloboNews, Pablo Augusto Relly se formou em 2010
Por Nicolle Timm
Foto: Arquivo pessoal

Pablo Augusto Relly em Amalfi, na Itália (Foto: Arquivo pessoal)

Depois de diplomado e com anos de experiência no exterior, Pablo Augusto Relly decidiu voltar para o seu país de origem por um tempo. Rejeitou a ideia de alguns conhecidos que afirmavam que não era o lugar para retornar. “Com crise ou sem crise, o Brasil me tem”, diz. Desde junho de 2015 é editor Internacional da GloboNews, e em dezembro do mesmo ano entrou para a equipe do Jornal das Dez. Relly ingressou em Jornalismo na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS em agosto de 2006.

O desejo de viajar, um dos motivos da escolha pelo curso, se consolidou logo no início da vida acadêmica. Entre o segundo semestre de 2006 e o primeiro de 2007, optou por morar na Alemanha devido à qualidade de ensino. Quando voltou ao Brasil, as viagens passaram a ser diárias e para um lugar mais perto. Ele assistia às aulas em Porto Alegre e retornava para Lajeado, cidade de sua família. Não demorou muito e, em 2008, Relly desembarcou em Albuquerque, nos Estados Unidos, para estudar através da Mobilidade Acadêmica da PUCRS.

Com essas viagens, o jornalista conta que o tempo em que esteve na Faculdade passou muito rápido. “Ao retornar dos EUA, fui morar em Porto Alegre e consegui viver um pouco mais a Famecos”. Hoje, lembra com carinho, principalmente, por causa de algumas amizades que leva ano após ano.

“Ele é um querido para muita gente. É justo e fala de jornalismo com uma paixão que é dele”, descreve Relly ao falar sobre Fábian Chelkanoff, o professor da Famecos que considera inesquecível. É com ele que o jornalista, quando possível, encontra e conversa, discute caminhos na profissão e pede conselhos.

Em 2010, depois de receber o diploma, voltou para a Alemanha para ser proficiente em alemão. Enquanto estudava a língua na Universidade de Heidelberg, fez um estágio na assessoria da Heidelberg Marketing GmbH, instituição responsável pelo marketing da cidade ligada à prefeitura. “Aos poucos, as publicações vieram também. Em leitores alcançados, foram mais de quatro milhões”, conta.

Quando chegou no país europeu, o desejo não era de ficar lá. Mas Relly decidiu fazer mestrado em jornalismo de TV, o que marcou o início de novos trabalhos. Além de ter oportunidades na área de produção audiovisual, atuou em rádios na cobertura de eventos como a visita da presidente Dilma Rousseff na Alemanha, em 2012, e trabalhos na Noruega e em Hamburgo.

Relly sempre gostou do Oriente Médio. Ele lembra vagamente de um livro que seus pais compraram sobre a Península Arábica, no final da década de 80, e que as imagens despertaram sua atenção. O interesse se fortaleceu durante a Faculdade, onde acompanhava a cobertura da imprensa ocidental sobre a região. Ao estudar língua alemã no país europeu, o jornalista se encontrou em um ambiente cercado de tunisianos, sauditas, omanis, entre outros. “As histórias começaram a ficar pessoais. Percebi que havia uma diferença enorme entre o que lia e o que vivia com meus colegas”.

De 2013 a 2014, Relly estudou árabe na Universidade de Catar. Para ele, foi um ano essencial na sua formação, embora tenha certeza de que muitos outros são necessários para ser, no mínimo, justo cobrindo a região. Lá, realizou trabalhos esporádicos até voltar para a Alemanha, onde tinha se candidatado a um estágio profissional na redação brasileira da Deutsche Welle. “Foi a junção de várias experiências que me levou ao estágio e depois ao desejo de voltar ao Brasil por um tempo”.

Ele diz que seu trabalho requer um pouco de entendimento do que acontece ao redor do mundo, que vai além de noção geográfica, e que a cobertura internacional no Brasil poderia ser mais orgânica. “Há pesos distintos para vítimas e acontecimentos em diferentes países. Não deveria ser assim. Há histórias humanas formidáveis que passam despercebidas. Narrativas que não ganham espaço – e que deveriam”.

Relly revela que tem vontade de voltar à Famecos como professor, mantendo ligação com o mercado de trabalho. “Lecionar alguma disciplina ou curso de extensão misturando jornalismo e Oriente Médio é uma tentativa de levar, humildemente, um pouco mais de informação, conteúdo e base para profissionais em formação”, diz, acrescentando que isso pode evitar que futuros jornalistas caiam nas falácias da história reducionista sobre a região. Tem planos de se especializar e ficar fluente em árabe. “Um ano de estudos no Catar não foi suficiente. Só uma porta de entrada”.

**A próxima reportagem da série Filhos da Famecos será publicada na segunda-feira (11). O entrevistado é Telmo Flor, formado na Famecos em agosto de 1984. Ele é diretor de redação do Jornal Correio do Povo desde 1992.

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