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EVENTO
25 de outubro de 2010

I Seminário da ANJ expõe panorama do jornalismo na atualidade

Por Marco Antonio Souza
 Os palestrantes debateram sobre temas importantes para o futuro do jornalismo (Foto: Mariana Fontoura)

Os palestrantes debateram sobre temas importantes para o futuro do jornalismo (Foto: Mariana Fontoura)

O jornalismo como produto e como instrumento de se produzir um bem público (democracia). Esse foi o tom da palestra de Silvio Waisbord, argentino, professor da George Washington University e editor-chefe do The International Journal of Press/Politics, que deu início ao I Seminário da ANJ, com o tema Democracia e Jornalismo na Era Digital. O encontro, realizado no auditório do prédio 7 da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, teve lotação completa com os estudantes e jornalistas que vieram acompanhar o evento.

O professor escolheu a situação do jornalismo nos Estados Unidos para exemplificar os pontos principais de sua palestra. Waisbord identificou três mudanças nos últimos cinco anos – na área comercial, na prática jornalística e na cobertura política. “É paradoxal, pois é preciso fazer dinheiro e fazer jornalismo”, disse ele.

O editor-chefe do The International Journal of Press/Politics apresentou um outro fenômeno importante: a diminuição das receitas publicitárias. Essa redução se origina com a diversificação de verbas em diversas mídias, reduzindo o investimentos dos jornais impressos em correspondentes políticos, por exemplo. Com isso, aumentou o número de condenados à pena de morte e suspeitos de corrupção em nível municipal nos Estados Unidos. Para Waisbord, tudo é resultado da falta de acompanhamento dos repórteres que normalmente cobriam essas esferas. Enquanto sofrem com a redução de receitas, as empresas de comunicação limitam o perfil do profissional especializado em somente um assunto que é utilizado para produzir conteúdo para todas as mídias, com perda do tempo de apuração, mas com redução no custo.

O último ponto abordado foi de como a imprensa perdeu força como fonte de informação. As redes sociais – Twitter, Facebook e YouTube – aceleraram o ciclo de produção de notícias. Com isso, o sensacionalismo e os conflitos viraram temas prioritários para atrair o público durante as coberturas políticas. “O bom jornalismo é caro”, lamenta.

Após a palestra de Silvio Waisbord, o Doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília e atual editor do jornal da ANJ Carlos Müller foi chamado ao palco da Famecos para fazer alguns comentários e passar o panorama brasileiro na área. Müller falou sobre a relação entre imprensa e democracia. Para exemplificar, citou o fato de que no Brasil a venda de jornais continua em crescimento, contrariando a tendência dos Estados Unidos. E, principalmente, com o aumento da tiragem de publicações populares, aumentou o número de leitores gerais.

O editor da ANJ afirmou ainda que os veículos nacionais seguirão apostando na qualificação dos profissionais, ou seja, manter investimentos e seguir buscando gente com formação universitária.

Ao final, o professor da Famecos Eduardo Pellanda comandou uma mesa redonda para debater o cenário regional do jornalismo. Estavam presentes Nelson Ferrão, diretor de conteúdos editoriais multimídia do do Grupo Sinos, Celso Augusto Schröder, professor da Famecos, presidente da Fenaj e pesquisador de comunicação e Rosane de Oliveira, colunista e editora de Política de Zero Hora, comentarista da TV COM e âncora do programa Atualidade, da Rádio Gaúcha.

Os participantes defenderam a necessidade do jornalista de manter a pluralidade de pensamento e não se limitar a analisar uma questão somente por suas crenças pessoais. E Rosane foi adiante ao afirmar que esse pensamento é que mantém a credibilidade do profissional. “Credibilidade se conquista e se perde pelo trabalho. Tenho independência para analisar os candidatos”, garantiu. Nelson Ferrão, diretor de conteúdos editoriais multimídia do Grupo Sinos, profetizou: “Não existe uma ética específica. A ética do jornalista é a ética do cidadão”.

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