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COMUNICAÇÃO
10 de novembro de 2017

Intra e extracomunicação encerram Seicom 2017

Professor da Suécia, Lars Elleström, foi o conferencista da última noite
Por Janaina Rauber

O tema debatido foi coerência e credibilidade na área da comunicação(Foto: Nicolas Chidem)

Na noite dessa quarta-feira (8), o XIV Seminário Internacional de Comunicação (Seicom) chegou ao fim. De acordo com Antônio Hohlfeldt, o objetivo do tema deste ano foi falar sobre os modo de apresentações de uma mesma obra que variam diferentemente de uma mídia para outra ou a existência de uma obra que necessita um trabalho simultâneo com diferentes mídias. 

Na última conferência do Seicom, o tema debatido foi coerência e credibilidade na área da comunicação. O evento teve mediação da Prof. Dra. Ana Cláudia Munari Domingos da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e a Prof. Dra. Juliana Tonin da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS.

O conferencista da noite foi Lars Elleström, professor de Literatura Comparada na Linnaeus University, Suécia. Ele preside, nesta mesma universidade, o Centro para os Estudos de Inter e Multimodalidades e disciplinas no Intertional Society for Intermedial Studies. Atualmente, sua mais recente publicação foi o artigo “As modalidades da mídia: um modelo para compreender as relações intermidiáticas”, que desenvolve conceitos semióticos, multimodais e intermidiáticos fundamentais para a constituição de um modelo teórico para a compreensão e a análise das interrelações entre diferentes mídias.

A conferência de Elleström abordou formas de como conceber a veracidade nos tipos de comunicação humana. Em sua palestra ele falou sobre domínios extracomunicacionais e intracomunicacionais. Ele explica que esses domínios fazem parte de uma esfera virtual, onde até os sonhos são incluídos. Ele conta que seu artigo retrata sobre como estas proposições verbais correspondem ou não a circunstâncias reais já conhecidas. “Esses tratados filosóficos baseiam-se principalmente em aspectos lógicos da linguagem que são determinados por um uso particular de símbolos, entendidos como sinais habituais”, esclarece. Para ele, isso requer um foco em outro tipo de sinais, índices, que se conectam a objetos que não são baseados em hábitos ou convenções, mas de contiguidade ou conexões reais.

Sobre o assunto, o professor diz que ele requer atenção em todos os tipos de meios de comunicação, não apenas aqueles envolvendo linguagem. “Os produtos de mídia, de acordo com a minha definição, são as entidades materiais intermediárias, corporais ou não corporais, com capacidades semióticas que permitem a transferência de importação cognitiva entre mentes humanas através da representação”, expõe. Na última conferência do Seicom deste ano, Elleström comenta que o seu objetivo é construir um modelo que mostre em que maneiras a comunicação humana pode realmente ser colocada em contato com o que se percebe ser o mundo circundante através de índices. Isso deve ser válido para todos os tipos de mídia: notícias, fotografias, testemunhos, romances, músicas, bate-papos, carícias, diagramas científicos, etc..

Quanto aos domínios intracomunicacionais e extracomunicacionais ele deixa claro que eles não emergem de nada, mas são extraídos de percepções anteriores, sensações e noções que são armazenadas na memória, tanto de longo prazo quanto de curto prazo, que também pode abranger a comunicação contínua. “Anteriormente pode, portanto, ser há um século ou uma fração de um segundo atrás”, confirma. Por fim, ele argumenta: acontece uma melhor compreensão das variedades de veracidade na comunicação se cada tipo de mídia é investigado em uma escala mais fina sobre a veracidade esperada em termos de diferentes tipos de contiguidade e diferentes tipos de objetos indexacionais extracomunicacionais. Ou seja, tipos de mídia são definidas, entre outras coisas, pelos próprios tipos de veracidade nos produtos de mídia que os constituem. No final, no entanto, os tipos de mídia não são entidades estáveis, mas importantes categorias pragmáticas que variam através da história e das culturas. “O mapeamento de tais diversidades múltiplas é necessário para transcender as categorias grosseiras de ficção e não ficção”, completa.

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