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31 de março de 2016

Jair Krischke fala sobre as atrocidades contra o ser humano

Ativista conversou com alunos do Editorial J, da Famecos
Por Márcia Tomás
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Ativista Jair Krischke fala sobre Direitos Humanos com alunos da Famecos (Foto: Juliana Baratojo)

“Nós lidamos com o lixo humano”. É assim que o ativista Jair Krischke, formado em história pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), fundador e presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) descreve parte de seu trabalho. Na tarde de quarta-feira (30), propôs uma conversa informal com os alunos da Agência de Notícias do Editorial J, onde o principal assunto eram os direitos humanos no Brasil. O tráfico de pessoas e órgãos, segurança pública, neo-nazismo, racismo, xenofobia, polícia militar e trabalho escravo foram temas abordados no encontro. O fundador do MJDH teve forte atuação na denúncia de violência durante a ditadura militar e o movimento continua trabalhando em prol dos cidadãos.

“Infelizmente, no Brasil há subversão aos Direitos Humanos”, afirma Krischke, que explica que essa mentalidade é herança do golpe. Durante o período da ditadura no país, o assunto era relacionado com bandidos e até hoje a questão é evitada no país. O ativista afirma que o Estado é o grande violentador do país, gastando fortunas com questões desnecessárias e deixando de lado o que realmente fere o cidadão. “O problema vem também do povo brasileiro, que tem dificuldade de aceitar que todos os seres humanos são iguais, legado do recente fim do escravismo”, diz.

O historiador explica que o trabalho do MJDH é atuar em casos raros e extremos e ressalta que não substituem o Estado. Conta casos, como o tráfico de três meninas naturais de Capão de Canoa para o Taiwan, e que saíram do Brasil com a promessa de serem domésticas e ganharem dinheiro rápido, mas acabaram sendo arrastadas para o mundo da prostituição. Segundo ele, casos similares são comuns no Rio Grande do Sul, assim como o tráfico de crianças e de órgãos e o trabalho escravo, que ainda existe com muita força no nosso país.

Krischke relata que em navios de cruzeiro esse tipo de exploração acontece com frequência, o que dificulta a atuação do movimento pois muitas vezes a legislação brasileira não se aplica. Outro caso citado sobre grupos neo-nazistas existentes na Região Sul, que são financiados por países nórdicos da Europa. Conforme o historiador, jovens têm sua educação financiada por representantes desses movimentos com a aspiração de ingressarem no exército ou na política para propagar suas ideias de ódio.

Na avaliação de Krischke, a cobertura que a imprensa faz a respeito dos Direitos Humanos é frágil, devido às dificuldades para conseguir as informações. “O jornalismo não domina o assunto. Esses crimes assustadores, que ferem os direitos dos cidadãos de diversas maneiras, não são raridade, ocorrem frequentemente, porém são acobertados, pouco noticiados”.

O presidente destaca que a mídia precisa falar sobre isso para criar a consciência a respeito do problema e acabar com a mentalidade errada que o povo brasileiro tem do assunto. “O MJDH não defende bandidos, defende melhorias para a sociedade. Realizam um trabalho fundamental para o funcionamento do país e o bem-estar das pessoas”, finaliza.

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