Descontração e bom humor foram as características da palestra do cineasta Jorge Furtado, na última terça-feira, dia 4 de maio. Trazido pela Liga de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da PUCRS, o diretor falou sobre a obra de Lewis Carrol e o filme de Tim Burton, Alice no País das Maravilhas.
A professora da Faculdade de Psicologia da PUCRS Nina Rosa Furtado, supervisora da Liga, iniciou o encontro explicando a iniciativa que está em seu segundo ano de existência: “criamos um núcleo de cinema e literatura, pois aprendemos muito sobre as pessoas através destes, o que torna esse tipo de evento muito importante”.
“Vou falar sobre a obra de Carrol e sobre o filme de Burton que se chama, infelizmente, Alice no País das Maravilhas“. Foi dessa maneira que o diretor de O Homem que Copiava (2003), começou a palestra, deixando claro sua opinião em relação ao longa.
Furtado falou sobre seu envolvimento com a história. Além de ter lido 13 traduções diferentes da obra do autor inglês, mais a publicação original, fez uma peça sobre o mesmo livro com a atriz Luana Piovani. O cineasta traduziu uma das últimas edições publicada no Brasil, a partir do original de Lewis Carrol, e está para ser lançado o segundo.
Para aqueles que não conheciam a obra, o cineasta contou sua importância e ressaltou a relação com a psiquiatria: “em 1862, Lewis Carrol escreveu sobre uma criança que sonhava e ao acordar fazia a interpretação desses sonhos. Isso muito antes do surgimento da obra A Interpretação dos Sonhos, de Freud”.
Sobre o filme de Tim Burton, Furtado falou que já é a segunda história que o diretor norte-americano estraga, sendo a primeira A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005). “Sou a favor de recriações. Só acho que ele poderia ter mudado o título. Agora, milhares de crianças vão pensar que Alice é essa historinha boba”, desabafa o diretor.