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EVENTO
23 de maio de 2016

Jornalismo literário no Brasil é tema de painel

Edvaldo Pereira Lima, Monica Martinez e Mateus Passos discutiram o assunto no segundo dia da Conferência
Por Nicolle Timm
Foto: Bernardo Speck

Alice Trindade, Monica Martinez, Edvaldo Pereira Lima e Mateus Yuri Passos discutem possibilidades em imagens narrativas (Foto: Bernardo Speck)

Na tarde dessa sexta-feira (20), a programação da 11ª Conferência da Associação Mundial de Estudos em Jornalismo Literário (IALJS) contou com o painel Jornalismo Literário latino-americano contemporâneo: Possibilidades em imagens narrativas. Edvaldo Pereira Lima, da Universidade de São Paulo (USP), Monica Martinez, da Universidade de Sorocaba, e Mateus Yuri Passos, da Faculdade Cásper Líbero, trouxeram perspectivas do jornalismo literário no Brasil. A mediadora foi Alice Trindade, da Universidade de Lisboa.

Jornalismo Literário envolve o futuro: Uma proposta transdisciplinar vem à luz no Brasil foi o tema da apresentação de Lima. O jornalista contextualizou o cenário do mundo atual que inclui mudanças climáticas, crise de energia e terrorismo, e afirmou que, hoje, o homem vive uma vida infeliz. Apesar disso, Lima destacou que novos paradigmas e princípios estão surgindo. “Transdisciplinaridade é a nova tendência”, disse. Segundo ele, esse conceito é a soma da ciência com a filosofia, a arte e o conhecimento tradicional.

Com todas essas mudanças, Lima ressaltou a importância do jornalismo literário ter a meta de propor a reflexão, não apenas servir como uma distração. Ele dirige o curso pioneiro de jornalismo literário no Brasil, administrado pela sua empresa Edvaldo Pereira Lima (EPL), em parceria com a Faculdade Vicentina de Curitiba (Favi). Entre os conceitos de ensino estão teoria geral do sistema, transdisciplinaridade, psicologia junguiana, mitologia e física quântica, relata o jornalista e pesquisador.

Monica abordou o assunto Expedições da vida diária se transformaram em arte de não-ficção: Reportagens de Christian Carvalho Cruz. A professora apresentou o livro Entretanto foi assim que aconteceu, de Christian Carvalho Cruz, e a pesquisa Do estado da arte à prática da escrita da vida em Jornalismo realizada por ela. Um dos desafios apontados por Monica sobre o campo de estudo é o alto custo financeiro para adquirir os livros originais em inglês. Em relação aos problemas das pesquisas brasileiras sobre a área, ela destacou a tendência da academia brasileira de comunicação em relacionar o jornalismo literário com o Novo Jornalismo.

Os exemplos utilizado pela professora sobre o campo jornalístico foram Christian Carvalho Cruz e o Jornal O Estado de S. Paulo. O veículo, por publicar Os Sertões e outros textos de Euclides da Cunha, e Cruz, pelo seu método de escrita que possibilita discussões de alguns tópicos do jornalismo literário. Monica também ressaltou a entrevista que fez com o jornalista. “Ele me disse  que seu objetivo é conhecer a história da pessoa. A narrativa vem apenas depois que a história, em si, diz o tom. Eu tenho que trabalhar isso dentro de mim'”.

A Narrativa de Bernardo Esteves considera a ciência brasileira. Esse foi o ponto de vista trazido por Passos para o painel. Segundo o pesquisador, o discurso retórico é como o jornalismo literário é muito escasso no país. Para ele, alguns itens que devem ser levados em consideração para esse entendimento são o fato de a ciência não ser universal e a tentativa de descrever e compreender o fenômeno natural e social específico de cada lugar. Além disso, ter a característica de ser indissociável da cultura ocidental e suas formas de raciocínio, estar sujeito a falhas, revisão, rejeição e em constante mudança.

Outra questão levantada por Passos foi o jornalismo científico. “É, em sua maioria, escrito para e lido por cientistas”, considera. O exemplo que o pesquisador utilizou em sua apresentação foi a Revista Piauí, publicação diferente das outras convencionais do mercado editorial brasileiro e que pode ser enquadrada na categoria de jornalismo literário. O repórter da revista que Passos mostrou é Bernardo Esteves, destacado pelo pesquisador por seu estilo narrativo. Entre os personagens descritos por ele, estavam a bióloga Erika Patrícia Quintino e o matemático jovem premiado Arthur Ávila.

A 11ª Conferência da Associação Mundial de Estudos em Jornalismo Literário (IALJS), que abordou o tema Literary Journalism: Telling the Untold Stories, contou com 7 painéis. O evento ocorreu de 19 a 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS.

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