Logo PUCRS PUCRS Universidade PUCRS Administração PUCRS Unidades PUCRS Graduação PUCRS Pós-graduação PUCRS Extensão PUCRS Biblioteca PUCRS Vestibular
8 de julho de 2015

Juan Domingues

Juan Domingues. Foto: Pedro Zandomeneghi/Famecos/PUCRS

Juan Domingues (Foto: Pedro Zandomeneghi/Famecos/PUCRS)

As noites de sábado eram reservadas para treino. Os amigos de Juan Domingues sabiam que só poderiam ir para casa dele após o Jornal Nacional. Com uma máquina de escrever na frente, o professor transformava em leads algumas notícias exibidas no telejornal. O intuito era praticar a escrita rápida. Durante o estágio na prefeitura de Porto Alegre, quando estava no 1˚ semestre da faculdade de Jornalismo, Domingues desempenhava o cargo de radioescuta. Ele e seus colegas faziam disputas para ver quem redigia as matérias com mais velocidade e entregava para a chefe do setor. Aprender e aprimorar sempre esteve presente em seus objetivos. “Adoro aprender, sempre acho que sei pouco”, afirma.

Unir esforço pessoal e crença em si norteiam a vida de Domingues. “Quando eu era mais novo, sempre escutava as pessoas dizerem que têm um amigo que mora em tal lugar, ou que é jornalista de algum veículo, ou que visitou alguns países, ou que é bem-sucedido. Em algum momento da minha vida, decidi que eu seria esse tal amigo”, lembra. Hoje, ele acredita que se tornou essa pessoa. A realização com a profissão foi construída com sua dedicação e exigência consigo mesmo. O caminho foi composto por metas, para cada novo degrau na carreira existe um desafio a ser superado e atingido. “Tenho meta. Quero chegar em tal lugar. Depois de uma meta, quero outra. E mais outra. Não vim ao mundo para passear no parque. Quero chegar em algum lugar. Quando chego, quero outro”, diz Domingues.

O jornalismo surgiu por acaso para o professor. Após voltar de Nova York, onde morou na década de 80, Domingues foi buscar a namorada, que estudava Publicidade, na faculdade. Ela estava em uma disciplina de fotografia revelando seus trabalhos. Quando ele viu as imagens surgirem no papel fotográfico, decidiu que era o que gostaria de fazer. Então, foi conversar com o professor. O docente gostou do interesse dele pela fotografia, porém afirmou que ele deveria fazer Jornalismo. “Acreditei nele! E ele tinha razão”. Domingues conta que a profissão deu tudo que ele gostaria que ela desse para ele. Porém, uma cobertura jornalística ele não conseguiu realizar: a guerra. “É a maior degradação humana depois da fome. Queria ver de perto e contar a estupidez humana”.

As editorias tradicionais dos jornais são bem conhecidas por ele. Trabalhou em todas. Economia foi a que menos gostou de atuar. Para Domingues, apesar de ser um assunto importante, é frio. Não combina com ele. Suas preferidas foram Esporte, Polícia e Rural. A vida do trabalhador no campo é vista com bom olhos pelo jornalista, que contabiliza mais de 350 municípios gaúchos visitados. “Gosto do jeito, do silêncio do campo. É simples e sofisticado ao mesmo tempo”. O sobrenome do professor carrega um importante familiar jornalista consigo. Heron Domingues, o Repórter Esso nacional de 1944 a 1962, é seu tio-avô, mas que ele nunca conheceu. Há alguns anos, o jornalista idealizou escrever um livro sobre o personagem famoso, mas a obra não vingou. “Quando Heron era criança, em São Gabriel, com um fio na mão, simulando um microfone, ele andava na praça narrando o que acontecia no local”, conta o professor, lembrando uma das histórias que colheu.

Contar histórias, aliás, é algo comum no dia a dia do docente. Quando ele começa a falar sobre a sua trajetória como repórter ou de sua vida nos Estados Unidos, alunos param e se concentram em Domingues. Enquanto ele era entrevistado para este perfil, um estudante ao lado disse que não conseguia prestar atenção em seu trabalho, apenas nas respostas do professor. E Domingues se considera um bom contador de histórias. “É o que o jornalista faz, em última análise”.

A preferência por relatar suas experiências pode ter influenciado sua escolha pelo jornalismo literário. Segundo ele, por gostar de literatura e sempre escrever matérias desse modo, foi natural a escolha pelo Novo Jornalismo. Domingues é membro da Associação Internacional de Estudos em Jornalismo Literário (IALJS). Desde 2012, participa dos congressos promovidos pela Associação. O primeiro contato com eles ocorreu durante a produção da tese de doutorado A Ficção do Novo Jornalismo nos Livros-Reportagens de Caco Barcellos e Fernando Morais. Conseguiu o contato com o presidente da IALJS. Então, um mês antes da banca, foi convidado para participar do encontro organizado pela Associação e apresentar o artigo.

Quando está em férias, o surfe é o lazer preferido. Aos nove anos, caiu no mar pela primeira vez. Domingues afirma que quando relembra de brincadeira na praia, há apenas a memória do surfe. “Quando recordo da minha infância, vejo meu pai levando eu e um amigo para Imbituba surfar. Isso com dez anos de idade. Meu pai sempre fala que a minha sorte é que Porto Alegre tem rio. Se tivesse mar, eu não teria concluído o ensino fundamental”, conta, aos risos. Hoje, o esporte é praticado uma vez por ano apenas. De preferência, na Praia do Rosa.

Eu Sou Famecos no Facebook Eu Sou Famecos no Flickr Eu Sou Famecos no Issuu Eu Sou Famecos no Mixcloud Eu Sou Famecos no Scribd Eu Sou Famecos no Twitter Eu Sou Famecos no Ustream Eu Sou Famecos no YouTube RSS do portal Eu Sou Famecos
Marista, Famecos, Espaço Experiência e PUCRS Site Famecos Site Eu Sou Famecos Site PUCRS
Faculdade de Comunicação Social - Famecos/PUCRS
Av. Ipiranga, 6681 - Prédio 7 - Sala 106 - Porto Alegre/RS - CEP 90619-900
Fone 51 3320.3569 r. 4121 - espacoexperiencia@pucrs.br
Desenvolvido por Espaço Experiência Wordpress.org