Logo PUCRS PUCRS Universidade PUCRS Administração PUCRS Unidades PUCRS Graduação PUCRS Pós-graduação PUCRS Extensão PUCRS Biblioteca PUCRS Vestibular
COPA DO MUNDO
25 de junho de 2010

Ke nako! Um famequiano na África do Sul

Por Rafael Divério direto da África do Sul

Pouco antes de sair do Brasil, meu pai definiu muito bem minha cobertura: a menor equipe do mundo a acompanhar a Seleção. De fato: no máximo, há alguma equipe do meu tamanho aqui na África do Sul. Menor, impossível. Até porque, a minha equipe sou eu.

Trabalho no jornal Diário Popular, que tem a base em Pelotas e a sucursal em Rio Grande. Na Zona Sul do Estado, somos uma potência, bem maior do que Zero Hora, Correio do Povo e Diário Gaúcho. O jornal mais lido da região, com mais de 25 mil cópias dárias nas edições das duas cidades.

Ou seja, somos grandes demais para ficarmos só cuidando do nosso “mundinho”, mas pequenos demais para abraçar o “mundo”.

Agora, faço o parêntese de como cheguei aqui, nesta cobertura.

Participar da Copa do Mundo sempre foi meu sonho. Claro que, quando criança, queria estar aqui dentro do campo. Com o passar do tempo, vi que não era tão bom como gostaria de ser. Então, para chegar aqui, deveria seguir outro caminho (apesar de que, se o Felipe Melo é titular, talvez tivesse uma vaguinha para mim também). Aos poucos, fui descobrindo outra paixão, além do futebol: jornalismo.

Como sempre acompanhei os programas esportivos de rádio, tv e as páginas de jornais, era praticamente óbvio que, mais cedo ou mais tarde, acabaria juntando o jornalismo e o esporte.

Durante os quatro anos de Famecos, indiretamente, acabei guiando minha carreira para este foco. Com influência de alguns professores (Júlio Cordeiro, Luiz Adolfo e, especialmente, Fábian Chelkanoff), acabei fazendo estágio na rádio Gaúcha, na equipe de esportes, praticamente um sonho de infância. Ali, tive a oportunidade de ver o que é esta profissão – o que me alegrou por um lado, mas assustou pelo outro. Alegrou, é claro, por conviver com as vozes que saiam do meu radinho todos os dias; mas assustou porque é muito trabalho mesmo e nem sempre remunerado ou reconhecido à altura.

Enfim, quando acabou meu estágio e me formei, fiquei um tempo no limbo do desemprego. Não gostei da proposta de renovação, queria dar um tempo e fiz isso. Trabalhei um pouco fora do jornalismo e surgiu a oportunidade de voltar para Rio Grande (minha família e eu somos de lá), no Diário Popular. Voltei para o litoral (porque Rio Grande é litoral, e não interior), então.

Quando fui contratado, em fevereiro de 2009, passei a alimentar esta ideia de cobrir a Copa do Mundo. Fui vendo preços, albergues, passagens. Mas, como é muito trabalho, acabei me atrasando um pouco. Outros empregos foram surgindo (sou correspondente da rádio Guaíba na cidade e co-apresento um programa de esportes na rádio Furg FM), mas sempre mantive a vontade.

Na primeira semana de 2010, apresentei o projeto de cobertura do Mundial ao Ivan Rodrigues, editor-chefe do DP. Nele, pedi que, neste mês de Copa, recebesse mais do que o meu salário normal e, do resto, cuidaria eu. Ele adorou a ideia, mas fez uma contraproposta: se eu vendesse os anúncios, pegaria a verba para mim.

Então, era hora de correr atrás de patrocínio. Consegui três: o Sport Club Rio Grande, a agência de despachos aduaneirios Abrão e a Simcard, uma revenda de celulares. O jornal conseguiu os dele.

Ao mesmo tempo, fui bolando a viagem. Aí, cometi meu erro: janeiro era tarde demais. A inscrição para credenciamento terminava em dezembro do ano passado. Paciência, credencial é detalhe para o tipo de cobertura que planejava, eu pensava. Mas hoje vejo que faz falta.

De qualquer jeito, vim. Tenho conseguido fazer um trabalho de acompanhar os bastidores da Copa. Mesmo sem credencial, entrei no treino brasileiro antes da estreia. Tem rendido bem.

Os comentários na região até agora têm sido muito positivos. Especialmente da minha família e amigos, é claro. Mas estou feliz de conseguir realizar essa tarefa.

Para a próxima Copa, porém, espero ter mais estrutura, é claro. Ter uma equipe facilita muito. Mas tem sido um belo aprendizado. Para mim e para o jornal. Acredito que, a partir de agora, o DP, que é o segundo jornal mais antigo do Brasil em circulação, sempre acompanhará o Mundial.

E hoje eu vejo que fiz a escolha certa lá atrás, quando saí da Gaúcha, uma dúvida que sempre me consumiu. Se estivesse lá, certamente não teria sido chamado para a Copa (com justiça, diga-se, existe uma hierarquia). Pelo DP, tenho a oportunidade de realizar meu sonho profissional aos 25 anos.

Vocês podem me acompanhar pela internet. O site do jornal é o www.diariopopular.com.br. À direita, terá a coluna dos blogs, é só procurar pelo “Rafa na Copa”ou clique aqui para ir direto para a página. Cada vez que atualizo, anuncio no meu twitter.

Fiquem à vontade para perguntar, sugerir, criticar e elogiar. Meu e-mail é o rafaeldiverio@gmail.com. Vai ser um prazer ajudar e tirar dúvidas. Especialmente porque a Famecos muito fez isso por mim nos tempos de aluno (e, antes que perguntem, ninguém me pagou nada para escrever isso). Se vale uma dica é a que possibilidade de realizar qualquer objetivo sempre existe. Basta fazer projeto. Por no papel. E apresentar. Tem gente interessada em patrocinar e tem gente interessada em ler.

Boa faculdade, gente! Aproveitem bastante, porque não volta mais. É muito bom se formar, creiam. Mas é muito bom ser estudante também.

Ke nako!

Eu Sou Famecos no Facebook Eu Sou Famecos no Flickr Eu Sou Famecos no Issuu Eu Sou Famecos no Mixcloud Eu Sou Famecos no Scribd Eu Sou Famecos no Twitter Eu Sou Famecos no Ustream Eu Sou Famecos no YouTube RSS do portal Eu Sou Famecos
Marista, Famecos, Espaço Experiência e PUCRS Site Famecos Site Eu Sou Famecos Site PUCRS
Faculdade de Comunicação Social - Famecos/PUCRS
Av. Ipiranga, 6681 - Prédio 7 - Sala 106 - Porto Alegre/RS - CEP 90619-900
Fone 51 3320.3569 r. 4121 - espacoexperiencia@pucrs.br
Desenvolvido por Espaço Experiência Wordpress.org