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ABRE ASPAS
15 de maio de 2013

Klester Cavalcanti conta suas experiências na Síria

Interesse por histórias de vida é combustível para o jornalista
Por Maria Eugenia Bofill
(Foto: Guilherme Testa)

Klester Cavalcanti e Luiz Antônio Araújo fazem parte da história do Jornalismo Internacional brasileiro (Foto: Guilherme Testa)

Foi com o auditório lotado da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) que o jornalista Klester Cavalcanti iniciou a segunda edição do projeto Abre Aspas, na noite de terça-feira (14). A palestra O relato de um jornalista preso e torturado em plena Guerra da Síria foi mediada pelo editor de Mundo da Zero Hora, Luiz Antônio Araújo.

O convidado falou sobre sua trajetória até chegar ao jornalismo – antes da graduação formou-se em Engenharia Mecânica -, as coberturas feitas, os livros que escreveu e principalmente sua ida a Homs, cidade mais afetada da Síria pela Guerra Civil. Cavalcanti é o único jornalista brasileiro que chegou ao local.

Klester viveu por dois anos como correspondente na Amazônia pela revista Veja. O jornalista fez a cobertura de diversos temas e foi sequestrado em Belém após ter denunciado um conflito agrário que havia na área. Essa experiência resultou no livro Direto da Selva. Transferido para São Paulo, já pensava em ir à Síria. “Eu tinha a ideia de mostrar a vida das pessoas, seus sonhos. As matérias feitas, atualmente, são frias, mostram  apenas números não retratam  a história de quem sofre com a guerra”.

Durante a viagem, Cavalcanti foi preso e torturado pelo governo de Bashar al-Assad e vivenciou momentos marcantes. “Eu não tive apenas a sensação, tive certeza que ia morrer”. Porém, afirma que não perdeu a tranquilidade e nunca se arrependeu, pois estava onde sempre quis estar. O livro “Dias de inferno na Síria” relata o que viveu antes e depois da viagem. Cavalcanti mostou o booktrailer contendo fotos tiradas por ele e vídeos da guerra produzidos através da janela de um apartamento. “Até hoje, quando vejo as imagens é surreal. Parecem cenas de filme”, diz ele. O jornalista ficou preso por seis dias, até o governo brasileiro entrar em contato com o governo sírio.

Para Cavalcanti, o limite na profissão tem que ser imposto pelo próprio jornalista. É necessário ter a consciência dos riscos que está correndo, avaliar as consequências que pode resultar. O jornalismo precisa da veracidade, da vontade de contar as histórias,” é preciso ter obstinação. O esforço e a dedicação contam mais que o talento”, constata.

Assista a matéria realizada pelo Núcleo Audiovisual do Espaço Experiência:

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