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EVENTO
29 de setembro de 2010

Lipovetsky abordou a moral e a ética humana em sua palestra

Por Bruna Martins
Gilles Lipovetsky é filósofo, professor e teórico da Hipermodernidade (Foto: Bruno Todeschini)

Gilles Lipovetsky é filósofo, professor e teórico da Hipermodernidade (Foto: Bruno Todeschini)

O filósofo francês Gilles Lipovetsky esteve nesta quarta-feira, 28, na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, para ministrar a palestra “Ética, Mídia e Hipermodernidade”. O autor da obra Os Tempos Hipermodernos fez lotar as cadeiras do auditório do prédio 7.

Lipovetsky explicou aos estudantes que há três eixos que caracterizam a sociedade moderna: a tecnociência, o mercado e o individualismo democrático. Porém, esses pontos tiveram diversos obstáculos como a religião, os partidos políticos e a lógica da família. Hoje, esses limites foram rompidos, principalmente pela comunicação.

O que Lipovetsky comentou é que, atualmente, vive-se em uma sociedade hiperindividualista em que não há mais valores, impera o narcisismo contemporâneo, fazendo com que desapareçam os grandes ideais sacrificiais. Ele afirma que “ninguém, nem mesmo a Igreja, vai dizer que temos que morrer por um ideal”. Ainda sim, há uma moral da hipermodernidade. O pensador utilizou as grandes catástrofes climáticas como exemplo: “Quando há uma grande tragédia, todos os países e a mídia se mobilizam para ajudar”, explica. Para o professor de filosofia, isso ilustra a regulação ética da nossa sociedade. Ao mesmo tempo em que os indivíduos são autônomos e livres, eles dão atenção a determinadas questões que são colocadas principalmente pela imprensa. “As prioridades morais vêm da mídia, do exterior das pessoas”.

Essa questão chama atenção para o fato do desenvolvimento, que Lipovetsky caracteriza de ética emocional e indolor. O individualismo existe, mas não apenas como a visão moral que caracteriza como egoísmo sendo um mal e o indivíduo centralizado apenas em si mesmo e com coração seco. Na verdade, o que acontece é uma autonomia, as pessoas responsáveis por suas próprias vidas. E isso não acaba com a solidariedade e a ética. O exemplo utilizado pelo palestrante foram os trabalhos voluntários, não remunerados, muito comuns em países desenvolvidos. “O senso moral não morreu. Quando se vê notícias trágicas na TV, há quem fique muito perturbado com isso” explica.

O filósofo falou também sobre o fato de não existir mais uma única verdade moral. Com o fim da era teológica, os homens puderam discutir, “é a entrada da lógica democrática na moral”, conta. Porém, Lipovetskty fala que não basta confiar na moral: “não podemos pensar que através de uma regulamentação ética viveremos em um mundo melhor”. Para ele, o drama da nossa época é encontrar um meio-termo entre mercado e estado e tecnociência e meio-ambiente. “Sem informação, sem a inteligência do homem e o investimento do estado, não poderemos resolver esse problema”, finaliza.

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