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Filhos da Famecos
24 de outubro de 2016

”Não me arrependo nem um pouco das madrugadas não dormidas”

Thiago Padilha, formado em 2013, é diretor de arte da W3Haus
Por Thainá Letícia Innocente
Thiago Padilha é Diretor de Arte da W3Haus (Foto: Arquivo Pessoal)

Thiago Padilha é Diretor de Arte da W3Haus (Foto: Arquivo Pessoal)

Thiago Padilha se considera uma pessoa tímida, embora desejasse trabalhar com algo colaborativo e que envolvesse transmissão de ideias e sentimentos. ”Eu gostava de muitas coisas que não faziam sentido juntas. Acho que isso foi um bom indicativo de uma tendência para publicidade’’. E foi assim que tudo começou. Em 2009, decidiu estudar Publicidade e Propaganda na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS e desde então não se vê trabalhando em outra área.

Formado no segundo semestre de 2013, ele conta que viveu intensamente o período acadêmico. ”Não me arrependo nem um pouco das madrugadas não dormidas. Foram sempre muito bem recompensadas com trabalhos que me orgulharam de fazer parte’’. Cursou uma etapa da Faculdade no turno da manhã e outra durante à noite, mudança que o proporcionou conhecer pessoas novas e expandir as experiências.

As aulas com Vinicius Mano foram as mais inspiradoras. O publicitário admira muito a forma como o professor busca saber, cada vez mais, sobre o que estuda. Outra sensação boa que carrega é do ambiente famequiano. Seu lugar preferido no prédio 7 eram os corredores. Para Padilha, eles são os bastidores da vida que qualquer um quer viver depois da faculdade. Perfeitos para fazer amigos, estabelecer contatos – que podem se tornar futuros parceiros de trabalho – e discutir o que acontece em sala de aula. Quanto aos estágios, conta que foram experiências marcantes. No primeiro, aprendeu sobre o funcionamento de uma agência, enquanto no segundo explorou a parte criativa dela. Recorda da influência desse trabalho prático, durante a graduação, que se estendeu à vida acadêmica, além da construção do perfil profissional.

Hoje, Padilha é Diretor de Arte na W3Haus, trabalhando principalmente com O Boticário. Ingressou na empresa como assistente de arte quando ainda estava na faculdade, e usava as aulas para inspirar seu trabalho. ‘’Mercado e faculdade são diferentes, mas podem ser complementares com um pouco de empatia’’. Cansado de trabalhar durante o dia, relata que tinha preguiça de fazer os trabalhos práticos cobrados pelos professores. Entretanto, admite que foram essenciais, pois aperfeiçoavam o portfólio e criavam a oportunidade de trabalhar com clientes diferentes.

Também é professor na oficina de direção de arte Leiauteando, iniciativa própria que surgiu dentro da W3Haus. O objetivo é ajudar quem tem dificuldades em se comunicar visualmente ao ensinar os participantes a deixarem suas ‘ideias bonitas’. A atividade itinerante já teve edições em Porto Alegre, São Leopoldo e São Paulo, com pretensão de edições digitais no futuro.

Dentre os trabalhos mais marcantes que já realizou estão os filmes gravados para a Petrobrás em eventos de velocidade. Para acompanhar a filmagem, ele precisou ir até o interior do Paraná, viagem longa que durou dois vôos e um percurso de ônibus. Segundo Padilha, a função de estar envolvido na gravação é muito importante para a direção de arte, uma vez que garante que as ideias despertadas no brainstorming sejam realizadas da melhor forma possível.

Os trabalhos feitos para O Boticário também tiveram grande importância na sua carreira. No Dia dos Namorados deste ano, uma ação conjunta com o aplicativo Spotify permitiu a criação de playlists com acrósticos dos nomes dos casais. Inédita no Brasil, gerou um grande impacto em pouco tempo. Também em 2016, no Dia dos Pais, quebrou padrões mostrando, em um ensaio fotográfico, um pai solteiro que adotou uma criança.

Sobre as oportunidades no mercado publicitário, acredita que não são fáceis de enxergar quando se está estudando. Apesar de parecer que as portas estão fechadas ou distantes, é necessário caminhar em direção à área de trabalho desejada. Ir atrás, mandar um e-mail para uma empresa de interesse, conversar com os professores e com os colegas pode facilitar a trajetória, acrescenta. “O mercado precisa perceber sua vontade de fazer parte dele. Isso não é ter um portfólio brilhante, é conseguir comunicar a vontade que você tem de viver aquilo que escolheu profissionalmente”.

 

**A próxima reportagem da série Filhos da Famecos será publicada na segunda-feira (17). O entrevistado é Hiltor Mombach, formado em Jornalismo na Famecos. Ele é editor de esportes no Correio do Povo. 

 

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