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120 ANOS CORREIO DO POVO
7 de outubro de 2015

O jornal que fez e faz história no Rio Grande

Cleber Nascimento, Juremir Machado da Silva e Telmo Flor conversaram com estudantes da Famecos
Por Nicolle Timm
Cleber Nascimento, Juremir Machado da Silva e Telmo Flor falaram sobre a história do Correio do Povo (Foto: Joana Berwanger)

Cleber Nascimento, Juremir Machado da Silva e Telmo Flor falaram sobre a história do Correio do Povo (Foto: Joana Berwanger)

A história do jornalismo feito pelo Correio do Povo durante seus 120 anos foi o tema da palestra dessa manhã de quarta-feira (7). Das 10h15min às 11h30min, os estudantes da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS participaram da palestra 120 anos do jornalismo do RS, Brasil e mundo pelas páginas do Correio do Povo no auditório da Faculdade. Os ministrantes foram Cleber Nascimento, vice-presidente do Grupo Record RS, e Telmo Flor, diretor de Redação do Correio. O jornalista e professor da Famecos Juremir Machado da Silva, colunista do Correio do Povo, mediou a conversa. A atividade integrou a programação da semana que comemora o aniversário do jornal na Faculdade.

“São poucos os jornais com mais de cem anos”, disse Juremir. O professor falou da importância do jornal no Estado, comentando o seu surgimento. Foi em meio a jornais partidários e sete anos após a abolição da escravatura que Francisco Antonio Vieira Caldas Júnior, em 1895, fundou o jornal Correio do Povo. Sua missão era ser apartidário, independente e voltado aos interesses dos leitores e da comunidade. “É impossível pensar em Rio Grande do Sul sem Correio do Povo. É mais do que uma marca. É parte da identidade do Estado”, afirmou Juremir.

Nascimento, querendo estar mais à vontade, desatou o nó da gravata. “Que saudade desse ambiente acadêmico”, comentou. Quando pensava no que fazer para comemorar os 120 anos do jornal, o vice-presidente decidiu chamar Juremir para montar um grupo responsável por organizar o aniversário. “Foi uma escolha certeira”. O resultado foi uma série de eventos, entre eles uma semana de debates com palestras e oficinas na Famecos. Nascimento falou sobre essa aproximação com os estudantes que estão sendo preparados para também trabalhar com eles. “É claro que vamos contar com esses talentos para seguir adiante”.

O diplomado da Famecos Telmo Flor afirmou que não dá para contar a história do jornal em poucas páginas. Ele disse que o jornal impresso também é a história de quem faz a história, ou seja, de todos que passaram por lá. “O Correio do Povo é ligado às pessoas”. Ele comentou que a presidente Dilma Rousseff, por exemplo, não existe no jornal somente como presidente. Seu passado também está contido nas páginas em outros momentos. Sobre a crise pela qual o jornalismo está passando, ele é confiante. “Continuo achando que é a melhor profissão do mundo. Tenho confiança no futuro do jornal porque confio na história de cada um”. Seu retorno à Faculdade onde estudou trouxe lembranças. Ele contou que naquela época já a considerava muito boa, e que hoje a vê melhor ainda. “Vemos o futuro aqui”.

Juremir lembrou que Paulino de Azurenha, um dos profissionais que auxiliou na fundação e no desenvolvimento do Correio do Povo, era negro e que, por isso, a Caldas Júnior enfrentou resistências na época. Hoje, 120 anos depois da fundação, o vice-presidente do Grupo Record RS também é negro. Nascimento definiu Caldas Júnior como um homem firme, determinado e à frente de seu tempo. “Consegui montar uma conexão com Paulino. O fato é que 120 anos depois estamos aqui felizes para dar continuidade a essa história”, ressaltou Nascimento.

Flor definiu o Correio do Povo como um canal para tratar da diversidade. Segundo ele, apesar de os jornais serem, muitas vezes, o centro da opinião pública, também devem tratar das vanguardas. Ter jornalistas com visões e opiniões diferentes é o que torna essa diversidade possível. Quando questionado sobre o futuro do jornalismo, Flor provocou risos na plateia. “Não sabemos. A boa notícia? Os concorrentes também não sabem”, brincou. Ao final da palestra, foram distribuídos “caderninhos de anotações de jornalistas”, como eles definiram, e alguns exemplares do livro Correio do Povo – A primeira semana de um jornal centenário, escrito por Juremir Machado da Silva e lançado no dia 1º de outubro.

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