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18 de setembro de 2012

O Jornalismo pelo olhar de Eliane Brum e Ricardo Chaves

Por Luiza Coelho e Maria Polo

Eliane Brum e Ricardo Chaves na conferência em homenagem aos 60 anos do curso de Jornalismo da Famecos/PUCRS. Foto: Giovanna Pozzer/ Famecos/ PUCRS

Na chuvosa manhã de terça-feira (18), o auditório 2 do Prédio 41 da PUCRS recebeu dezenas de alunos de Comunicação Social para ouvir Ricardo Chaves, o Kadão, fotógrafo com mais de 40 anos de trajetória, e Eliane Brum, uma das maiores repórteres do Brasil e colunista da Revista Época, na palestra Apuração e credibilidade no jornalismo. A conferência aconteceu em homenagem aos 60 anos do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS.

Vitor Necchi, coordenador do jornalismo e professor da Famecos, abriu a palestra apresentando os convidados e contando um pouco sobre a história do SET Universitário. Necchi mostrou um convite de formatura trazido por Kadão, que pertenceu a seu pai, formado na primeira turma do curso na Famecos. “Eu ter guardado isso mostra meu carinho pelas coisas da memória”, revela o fotógrafo, que hoje edita o Almanaque Gaúcho, de Zero Hora.

Kadão se apossou do microfone e sua voz tomou conta do auditório. Ele dividiu com os presentes um pouco de sua história de vida e seus princípios, como o de permanecer cordial e respeitoso com qualquer pessoa que se relacione – seja o chefe, o motorista ou o porteiro da redação.

A fala de Eliane baseou-se no olhar do jornalista. Com sua experiência na atividade e talento literário, Eliane sensibilizou a plateia ao mostrar que a vida de qualquer pessoa pode ser a pauta. A repórter leu alguns trechos de matérias e deu dicas para os estudantes, como prestar muita atenção nos detalhes e observar o cenário. “É a apuração exaustiva que dá credibilidade”, explicou. Como exemplo, para escrever um terço de frase – “fazia sol em Pompeia” – , Eliane entrevistou cinco pessoas e consultou três sites de meteorologia. “O melhor que pode acontecer a um repórter é dar tudo errado”, segundo a jornalista. Ela acredita que, antes de tudo, desordenar o olhar e desconstruir as ideias iniciais que tem para uma proposta de pauta são o meio de fugir do clichê das redações. “Dá muito trabalho fazer uma boa reportagem”, concluiu.

Kadão reforçou a ideia a respeito de como começar no fotojornalismo. “Talvez você precise se mexer, pegar a mala e ir para outro lugar”, afirmou. Mas, como ele atesta, sem esquecer que em toda atividade criativa é preciso manter a identidade. Eliane complementou: “Ser repórter não é trabalho, é a expressão da nossa vida. Estamos escrevendo a história contemporânea do país”, disse Eliane.

Nos momentos finais da palestra, o professor de Jornalismo Marques Leonam pediu a palavra. Emocionado, disse ter uma dívida de gratidão com Eliane Brum, de quem foi professor e principal incentivador. “Competência a gente ensina, ser pessoa a gente não ensina”, declarou. Os dois se abraçaram e a palestra deu lugar à sessão de autógrafos de Eliane, na saída do auditório.

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