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BATE-PAPO
3 de maio de 2012

Palestra com Dione Kuhn aborda as facetas do jornalismo político

Por Paloma Poeta
O coordenador do curso de Jornalismo da Famecos, Vitor Necchi, mediou o bate-papo com Dione Kuhn (Foto: Priscila Leal)

O coordenador do curso de Jornalismo da Famecos, Vitor Necchi, mediou o bate-papo com Dione Kuhn (Foto: Priscila Leal)

Na manhã desta quinta-feira (03), a editora de política da Zero Hora, Dione Kuhn, esteve no auditório da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS (Famecos) para um bate-papo com os alunos. O encontro faz parte das comemorações dos 48 anos do jornal e abordou histórias e experiências da jornalista.

Há três anos no cargo de editora de política da Zero Hora, Dione Kuhn luta pelo equilíbrio e pela imparcialidade, em uma profissão feita de parâmetros. Ainda assim, a opinião se manifesta quando o assunto é a importância da faculdade na formação do jornalista. “Só estou aqui porque defendo o diploma”, declara.

A carreira na política começou ao acaso, quando ainda era repórter. “Fui ficando, adquirindo gosto, me achando no ramo e hoje política é o meu chão”, conta. Mas a vontade de buscar, investigar e apurar não foram embora. Dona de muito fôlego e incansável, Dione assegura que  a veia de repórter estará sempre presente e os desafios são bem-vindos. “Se amanhã me derem outro, eu vou tranquila”, afirma.

A preocupação com a informação é constante também. “Político tende a manipular as informações, por isso o bastidor é fundamental”, ensina. Nem todas as fontes desta editoria, no entanto, são assim. Ela lembra que, em muitos casos, as fontes podem se manter por mais de 20 anos. É o caso de Leonel de Moura Brizola. A série de reportagens publicadas em ZH e o livro Brizola: da Legalidade ao exílio, ambos sobre o político gaúcho, foram uma recompensa pelo trabalho desempenhado por Dione como repórter de política.

Foram anos de uma relação estreita com Leonel Brizola e, desde o momento em que ele lhe apresentou um vasto arquivo de documentos inéditos, ela foi incansável. Só após a morte do político, a jornalista teve acesso às informações. Dentre tantas coisas interessantes que encontrou, estavam cartas emocionadas que ele enviava à mãe.

Fazendo malabrismos entre a pressão imposta e as informações deturpadas que muitas vezes recebe, Dione Kuhn admite que o trabalho não é fácil, mas a experiência ensina. Convicta, a jornalista assegura que é preciso ir para a rua em busca da melhor pauta, aprimorar o texto e o que considera o mais importante: “vencer o desafio de encontrar um ângulo novo, se diferenciar”.

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