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25° SET UNIVERSITÁRIO
19 de setembro de 2012

Para dar voz aos que não têm

Por Luiza Coelho e Sabrina Simões

Foto: Renata Carolina/ Famecos/ PUCRS

Para fechar a programação internacional do 25º SET Universitário à altura, a Famecos recebeu, na manhã desta quarta-feira (19), Leila Nachawati. Jornalista, estrategista de comunicação, ativista dos direitos humanos e professora da Universidade Carlos III de Madrid, a espanhola falou sobre o tema Liberdade de expressão e novas formas de comunicação em regimes repressivos.

Filha de um sírio com uma espanhola, viveu alguns anos de sua infância em Damasco, onde sentiu na pele como é não ter voz diante de um governo repressivo. Leila contou que, quando se mudou para a Espanha, percebeu o contraste da liberdade que a mídia e os jornalistas têm na Europa comparado ao lugar de onde veio. Ainda sob o domínio psicológico vivenciado na Síria, a jornalista evitava falar sobre o país, com medo de represálias, tanto para si, quanto para a família. Mas, em solidariedade ao seu povo, optou por se expressar e dar voz aos que não têm.

É na internet que Leila vê mais possibilidade de comunicação, principalmente como meio de transpor as barreiras físicas e repressoras dos regimes autoritários. Em seu blog, ela dá espaço especial aos vídeos de manifestações pacíficas e, pelo Twitter, mantém um canal aberto de comunicação para discutir e divulgar campanhas em prol da liberdade de expressão.

A ativista deu exemplos de países em que, depois de muitos anos de silêncio midiático internacional, os cidadãos resolveram usar as redes sociais como ferramenta de voz. Bahrain, Palestina, Síria, Arábia Saudita e China são lugares, segundo a ativista, onde liberdade de expressão é praticamente uma utopia. No entanto, acredita: “Parece que algo está começando a mudar”.

Leila afirmou que as plataformas sociais devem ser vistas de duas maneiras: ao mesmo tempo em que dão espaço para manifestação do povo, servem como uma poderosa fonte de informações para o regime. Citou casos de pessoas que foram reconhecidas através de vídeos do Youtube e acabaram sendo punidas.

“Um governo que silencia e assassina jornalistas tem que ser silenciado pelos jornalistas”, de acordo com a espanhola. Ela criticou a neutralidade de determinados meios de comunicação em relação aos conflitos ideológicos dos países em regime autoritário. “A neutralidade beneficia os mais fortes”, declarou, complementando que a falta de atenção dada pela mídia torna todos responsáveis pela situação.

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