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PALESTRA
13 de agosto de 2013

Para Luli Radfahrer, criatividade é a forma de melhorar jornalismo

PhD em Comunicação Digital abriu mais uma edição da especialização em Jornalismo Digital
Por Rodrigo Mello
Luli Radfahrer aconselha os alunos de Jornalismo a manterem a calma e usar a criatividade (Foto: Cassiana Martins/ Espaço Experiência)

Luli Radfahrer aconselha os alunos de Jornalismo a manterem a calma e usar a criatividade (Foto: Cassiana Martins/ Espaço Experiência)

O hard news toma conta dos noticários e das páginas de jornal. A falta de aprofundamento dos fatos e a pressa em publicar matérias pela concorrência prejudica a forma de se fazer jornalismo hoje em dia, e a criatividade é o único caminho para mudar esse cenário. Esta foi uma das ideias apresentadas na última sexta-feira (09), pelo publicitário e PhD em Comunicação Digital, professor da Universidade de São Paulo (USP) e colunista da Folha de São Paulo, Luli Radfahrer, que abriu a quarta edição curso de Especialização em Jornalismo Digital. Com grande presença dos alunos no auditório da Faculdade de Comunicação Social (Famecos), Radfahrer apresentou sua análise das mudanças trazidas pelo mundo digital, o comportamento das pessoas diante dele e como podemos encaixar a criatividade dentro deste espaço virtual.

Após a abertura do diretor da Famecos, João Guilherme Barone, e da coordenadora do curso, Andréia Mallmann, o publicitário falou sobre as mudanças culturais que a indústria tecnológica provocou nas grandes cidades durante os últimos anos. Segundo Radfahrer, a experiência digital e analógica está cada vez mais integrada, o que transforma a internet num espaço de replicação do que fazíamos socialmente. “Não dá mais pra viver sem a internet, somos codependentes de inteligência artificial. Ninguém leva a sério as tecnologias até não poder mais ignorá-las”, afirmou ao usar exemplos da chuva de consumo de produtos eletrônicos, como o crescimento da venda de livros pela internet. Para cada livro impresso outros 180 são distribuídos em Kindle.

Ou seja, de acordo com Radfahrer, os produtos estão se desmaterializando e se tornando em informação e software. “Está tudo virando informação e se tornando quantificável”, disse. Em seguida, mostrou, em gráficos, que a internet reúne números absurdos de informação e possui uma base de dados poderosa. “ O digital é muito maior do que pensamos. Temos conteúdos demais e as pessoas precisam de filtros”, conta.

O colunista da Folha de São Paulo foi categórico ao falar sobre as grandes empresas, que ocupam hoje 94% da rede. “O Facebook e o Google querem ser a internet, mas todos os dados que eles possuem não são deles. Se um dia decidirmos não os utilizarmos mais, o negócio deles acaba, pois trabalham com nossas informações”, e ainda completou: “uma indústria de big data é diferente das tradicionais, porque tudo que o Facebook tem não pertence a ele. Eles usam o nosso dado para lucrar”.

Ao entrar no campo da comunicação, Radfahrer disse que a televisão e os jornais ainda não entenderam que seus negócios são conteúdo e opinião e referência, respectivamente. Para ele, o hard news (“coisa de internet”, segundo ele) ainda tem presença forte nessas mídias e no jornalismo em geral. “Criatividade é regra, não exceção. Ela pode estar na forma que leio ou que passo uma mensagem”, conta ao mostrar o exemplo da revista The Economist e sua cobertura sobre o terremoto no Japão. Enquanto todos os veículos se prolongavam com hard news durante a primeira semana após o terremoto, a revista preferiu manter o silêncio para depois, enfim, produzir a pauta com mais profundeza de detalhes e maior apuração dos fatos em edição especial.

Radfahrer também aconselhou os estudantes a não se isolarem em uma única especialidade. Para o palestrante, os jovens de hoje devem ter uma visão multicanal, na qual busquem atuar em várias áreas, pois eles são as “novas mentes da Renascença”, que assim como Leonardo Da Vinci, se destacam nas mais diversas áreas de atuação. O professor da Universidade de São Paulo (USP) encerrou sua explanação afirmando que a comunicação na internet deve ser generalista e pragmática. “Deve-se manter a calma e ser criativo, pois a tecnologia não melhora o jornalismo”, concluiu.

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