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CIDADANIA
11 de agosto de 2015

“Projeto Rondon nos torna mais humanos”

Frase do aluno de Relações Públicas Guilherme Severo resume as três semanas que passou no Tocantins
Por Júlia Aguiar
Foto: Natalia Catherine

Parte da equipe do Projeto Rondon na gincana cultural, que contou com a participação de mais de 130 crianças (Foto: Natalia Catherine)

Quando Guilherme Severo, aluno de Relações Públicas da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, fala sobre o Projeto Rondon, suas palavras revelam toda a saudade que sente do dia a dia em São Bento do Tocantins, no Estado do Tocantins. O estudante embarcou para a cidade de cinco mil habitantes no dia 17 de julho com um grupo de dez pessoas da universidade – oito alunos e dois professores. Na equipe, estava a então professora da Famecos Maria Helena Oliveira.

Após passar por diversas reuniões e dinâmicas em grupo, Severo foi selecionado para integrar a equipe da PUCRS no Projeto Rondon. O rondonista explica que 280 pessoas se inscreveram, e apenas oito foram selecionadas. No início, ele imaginava que estudantes da área da saúde teriam preferência, mas logo percebeu que o Projeto é para todos. “Eram alunos de cursos bem diferentes e todos tinham chances iguais. O estudante é selecionado pelo seu perfil e não pelo desempenho nas disciplinas ou pelo curso”.

Em São Bento do Tocantins, a equipe da PUCRS trabalhou em parceria com alunos da Universidade Planalto do Araxá (Uniaraxá), de Minas Gerais. Cada universidade ficou com um conjunto de áreas. A PUCRS foi responsável pelo “Conjunto A” da Operação Itacaiúnas, que compreende as áreas de Saúde, Educação, Cultura, Direitos Humanos e Justiça. Os alunos da instituição mineira ficaram com o  “Conjunto B” (Comunicação, Tecnologia, Trabalho e Meio Ambiente). “Ao chegar na cidade, formamos uma única equipe. Com o objetivo de integração social, desenvolvimento da comunidade e de nós mesmos, universitários. As equipes se ajudaram”.

Ele destaca que o trabalho não é assistencialista. A base é a troca de saberes, de opiniões e de vivências. “O Projeto Rondon nos torna mais humanos”.  Severo conta que a população da cidade é muito acolhedora, e que os rondonistas trabalharam com profissionais de todas as áreas da saúde e professores. Outras atividades priorizaram o contato dos jovens com moradores de São Bento do Tocantins, como uma gincana cultural com as crianças, uma oficina com idosos e a miscelânea cultural, um evento para promover a cultural local, através de um show de talentos. “Tivemos também a implementação de uma horta comunitária na cidade, que beneficiou mais de 10 famílias, promovendo a geração de renda e a participação coletiva no trabalho”. As atividades aconteceram em diversos locais da cidade, como a escola estadual, a Câmara de Vereadores, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), em terrenos cedidos pela prefeitura para o desenvolvimento das hortas comunitárias e na praça central da cidade.

O aluno da Famecos acredita que todos os momentos foram marcantes, mas cita um em especial. Enquanto conversava com um amigo do Projeto em frente à escola que estavam alojados, observou que um menino da cidade estava tentando chamar a atenção dos dois com sua bicicleta. Foi então que ele se aproximou e falou com os dois rondonistas por um bom tempo. Ao se despedir, o menino perguntou quando eles iriam embora. Severo respondeu que partiriam no final da semana. “E então ele disse que gostaria que ficássemos lá para sempre. Aquilo nos comoveu de uma forma muito intensa. Com lágrimas nos olhos, ficamos quase sem reação”.

O Projeto Rondon nasceu em 1967 mas, na época, durou apenas duas décadas, sendo extinto em 1989. A história do projeto começou a mudar em 2005, quando ele voltou aos programas do governo, agora com a coordenação do Ministério da Defesa. As raízes do movimento mostram que sua existência tem como objetivo integrar universitários do Brasil na realidade do país. Uma frase marcante do projeto, desenvolvida por uma equipe da Universidade de São Paulo (USP) que participou do Rondon em 1979, mostra que o importante é vivenciar o cotidiano de pessoas com realidades diferentes. “Não basta olhar o mapa do Brasil aberto sobre a mesa de trabalho ou pregado à parede de nossa casa. É necessário andar sobre ele para sentir de perto as angústias do povo, suas esperanças, seus dramas ou suas tragédias; sua história e sua fé no destino da nacionalidade”.

A equipe voltou para Porto Alegre no dia 3 de agosto. Mas todas as lembranças ainda estão muito presentes na memória de Severo, que destaca a dedicação de todos os participantes. “Aprendemos a nos tornar a cada dia ‘gente que gosta de gente'”.

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