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REPORTAGEM ESPECIAL
14 de julho de 2016

Projor lança manual para as eleições 2016

Instituto formado por jornalistas cria sugestões para melhorar a cobertura das eleições municipais
Por Júlia Bueno
(Foto: Divulgação)

Guia reúne informações de interesse público e aborda questões envolvendo os municípios (Foto: Divulgação)

O Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor) lançou, recentemente, o Manual GPI Eleições 2016 on-line. Com intuito de qualificar a cobertura das eleições municipais deste ano no Brasil, o guia reúne informações de interesse público e aborda as principais questões envolvendo as cidades onde vão acontecer as votações. Antônio Hohlfeldt, professor da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, ex-vereador de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul, avalia a pertinência do manual para os profissionais da imprensa.

Sobre a acessibilidade do site, Holhfeldt acredita que a linguagem poderia priorizar a simplicidade e a explicação. “De maneira geral, pequena parte da população tem curso universitário qualificado. A comunicação deveria facilitar a compreensão e não dificultá-la. É provável, por exemplo, que nem vereadores entendam”, comenta. Em contraponto, observa a importância da criação do site e destaca a excelência dele. Segundo o professor, quanto maior a iniciativa dos jornalistas em cristalizarem as informações, melhor serão os resultados, inclusive para os candidatos.

Em relação às mudanças efetivas na cobertura sobre política, ele salienta a necessidade dos profissionais em consultarem a página e elogia a maneira prática que as informações estão dispostas. “Ter consciência e saber que precisa de ajuda é fundamental. Os jornalistas têm a mania de achar que são intelectuais, mas não são. Apuração tem que ser primordial”, lembra. O ex-vereador menciona ainda que, para minimizar ou extinguir os achismos, é válido sempre buscar dados. “Esse tipo de jornalismo ensina os comunicadores a fazerem pesquisa”, alerta. Apesar disso, defende o valor de contextualizar as informações. “É importante ter referência. Dados soltos não dizem nada. A comparação deve existir assim como a interpretação”.

Quando questionado a respeito da forma como era feito o jornalismo no passado recente, Hohlfeldt argumenta que era baseado em uma aposta. “Era de simpatias e antipatias. Tinha como fundamento o ‘clima de opinião’, uma impressão sobre o candidato”. Ao confrontar com os tempos modernos, admite que a tecnologia permite reduzir os erros e se aproximar da objetividade, embora ela não exista de maneira absoluta. Para ele, é conveniente trabalhar o mais perto possível da assertividade.

Acerca da transparência da atividade política, o professor expõe a importância de existir. “Ela evita problemas. Entretanto, pura e simples não basta. Se não é possível entender o que está sendo divulgado ou se é mal compreendido, não adianta. É relativo”. Ao finalizar, fala sobre a qualidade da cobertura das eleições passadas e a expectativa para as próximas. “Normalmente, no Rio Grande do Sul, esse trabalho é bom, apesar de não eliminar acusações de tendenciosidade. Hoje, a mídia está mais preocupada com a questão da credibilidade. É um problema de sobrevivência. Ela não pode errar”, conclui.

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