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28º SET UNIVERSITÁRIO
29 de setembro de 2015

Quando empreender é a essência

Quatro jovens gaúchos contam suas experiências em palestra do SET
Por Jhonathan Rath
Paulo Dytz, Babi Souza, Daniel Mattos e Greta Paz (Foto: Maiara Benincá)

Paulo Dytz, Babi Souza, Daniel Mattos e Greta Paz (Foto: Maiara Benincá)

É senso comum que a crise chega para abalar estruturas e reformular antigos modelos já obsoletos. A palestra Empreender: a vida de 4 jovens empreendedores gaúchos, com mediação do jornalista Paulo Germano, busca justamente legitimar essa premissa. Greta Paz, Daniel Mattos, Paulo Dytz e Babi Souza, além de entenderem a nova realidade do mercado de trabalho, destacaram-se pela inovação e pelo espírito empreendedor em suas respectivas áreas. O evento ocorreu no auditório 2 do prédio 41, nessa terça-feira (29).

A primeira palestrante a falar com os alunos foi a fundadora da MPQuatro, Greta Paz, empresa empreendedora de produção de conteúdo para o Youtube. Jornalista formada pela Famecos, ela volta à PUCRS para comentar sobre a experiência de criar seu próprio negócio, na palestraOlhe Além do Óbvio. “Até dois anos atrás eu estava sentada nessas cadeiras como aluna e hoje venho como palestrante. Dá um frio na barriga estar aqui, falando para vocês, porque eu já ouvi muita gente boa fazer palestra desde o início da faculdade”. Greta sempre tentou ir para o lado não óbvio da profissão. “Eu queria o audiovisual para produzir conteúdo de entretenimento, em princípio, para veículos de comunicação”.

“Muitos de vocês sonham em trabalhar em grandes publicações, mas o mercado está sofrendo transformações. Os veículos não sabem para onde ir”, afirmou Greta. A jornalista esclareceu que as transformações não estão acontecendo somente no jornalismo, mas em todas as áreas. Ela citou ainda o exemplo do youtuber Felipe Castanhari, criador do canal Nostalgia, que envolve 12 pessoas em suas produções. Como o Youtube não divulga quanto o site paga para os youtubers, os rumores são de que Castanhari ganha em torno de US$ 69 mil por mês. Outro exemplo também é  Isadora Becker, criadora do canal Gastronomismo, produzido pela MPQuatro. “Ela vive do site, praticamente. Isso demonstra que tem muita oportunidade surgindo. Comecem a olhar além do óbvio, porque é preciso”.

A MPQuatro produz conteúdo e estratégias para o Youtube. “É como se fosse uma agência de vídeos para os nossos clientes”. Em menos de dois anos, a empresa já realizou trabalhos para o canal GNT e fez parcerias com marcas como Melissa e Grandene. “Até já entrevistamos jogadores de futebol. Coisa que pensei que faria só depois de 10 anos cobrindo buracos de rua”, lembrou Greta. Para ela, sonhar grande e sonhar pequeno dá mais ou menos o mesmo trabalho. “Eu criei a empresa que eu sonhava e que não encontrava em nenhum outro lugar. Hoje trabalho com o que eu sempre quis”.

O segundo palestrante a subir no palco foi Paulo Dytz, sound designer da Sound B, empresa brasileira com mais de 12 anos de experiência no mercado. Formado pela Famecos em Relações Públicas, ele criou uma metodologia própria de trabalho: desenvolver uma linha vertical de design thinking, pensando em projetos como uma unidade e não apenas de forma segmentada. “Descobri mais tarde que eu gostava muito de conhecer e conversar com as pessoas”. Foi através do  livro Paisagens Sonoras, de Robert Bresson, que Dytz percebeu a área na qual gostaria de trabalhar. “Isso mudou minha vida”. A obra falava sobre 10 mil sons e descrevia-os detalhadamente. “Tem muita gente produzindo som no mundo, mas ninguém pensa em qualificar isso e redefinir o papel do som no universo das marcas”. Para ele, a grande questão da Sound Thinking é perceber o que não é percebido, é engajar as pessoas, influenciá-las. “Uma ideia só é legitimada se você toca as pessoas. Você precisa saber criar relações horizontais ao longo da sua trajetória. Conquistei alguns prêmios e isso tem um status de reconhecimento, mas o que realmente importa é engajar o público”.

Ganhador do Leão de Bronze em Cannes, em 2013, com o Case de NME, Dytz também foi finalista do Clio Awards 2014. “Nós perdemos para o Pharell Williams com a campanha de Happy”, relembrou. A Sound B difere-se das outras empresas pelo fato de não ter um núcleo específico. “Estou aberto ao que vier”. Segundo o relações-públicas, a empresa trabalha com áreas de conhecimento. “São quatro: Lab, Inspiration, Strategy e Curatorship”.

Descrita pelo mediador Paulo Germano como inquieta, a jornalista Babi Souza foi a terceira a falar. Ela definiu-se como idealista. “Fiz jornalismo para mudar o mundo e mostrar soluções positivas e não somente aquelahard news pesada e negativa”. Babi é empreendedora e criadora do movimento Vamos Juntas?, lançado em julho de 2015. “Depois que me formei na Famecos, trabalhei em vários veículos, mas aos poucos comecei a ver que eu não gostava muito daquilo que eu estava fazendo”. Foi voltando para casa que a ideia de colaboração social surgiu. “Eu estava descendo do ônibus e vi que várias mulheres estavam ao meu redor. Foi um momento de epifania, porque eu pensei: e se eu convidar alguma delas para ir até a parada de ônibus comigo?”. A jornalista conta que o movimento, depois de apenas 24 horas de criação, já contava com cinco mil likes. Em 48 horas, o número chegou a dez mil. Agora, Vamos Juntas?contabiliza 20 mil curtidas na página no Facebook.

O movimento discute a violência contra a mulher. “Essa ideia surgiu de uma inquietação minha. E é essa a mensagem que eu tenho para vocês: encontrem as suas verdades e não esperem que os outros pensem da mesma forma”, aconselhou Babi.

 

Essência para mudar o mundo

Eleito pela revista ProXXima, em 2014, como um dos 50 profissionais mais inovadores em Marketing, Daniel Mattos acredita em uma comunicação horizontal, sem hierarquias. Um dos cabeças da Smile Flame, ele foi o último a conversar com os alunos. De acordo com Mattos, a empresa surgiu a partir da vontade dele e de seus amigos em criar conteúdo social de forma divertida e leve. “A vida inteira enxerguei projetos sociais como algo muito difícil e carregado. Eu pensava: será que fazer o bem tem que ser tão triste?”. O objetivo da equipe é impactar positiviamente a sociedade através de projetos descontraídos. A primeira ação da Smile Flame aconteceu entre março de 2013 a setembro de 2014, com o projeto de levar um campeonato de skate a um asilo. “O mais legal dessa experiência é que a competição foi feito pelos idosos. Eles que decidiram tudo”.

Bota do Mundo, outro dos projetos da Smile Flame, foi destaque no mundo inteiro. A intenção é fazer com que as crianças com paralisia joguem futebol pela primeira vez e marquem gols. A ação teve início em dezembro de 2013. “Chega a ser engraçado ver o tamanho que o projeto tomou. É uma sensação maravilhosa ver o teu trabalho e tua ideia serem transmitidos no exterior”, comentou Mattos. O Bota do Mundo cresceu ainda mais depois que o jogador Neymar anunciou seu apoio, levando a ação para o instituto Neymar Júnior.

Daniel Mattos reiterou que não é apenas impacto social, mas também uma questão de negócio. “É uma relação de ganho. Primeiro, a sociedade ganha. Segundo, a iniciativa ganha e, terceiro, nós conseguimos nos sustentar com isso”. Ele ponderou sobre as oportunidades do mercado. “Procure-as dentro de você, não fora. Entenda qual a sua essência no mundo para, dessa forma, conseguir mudá-lo”.

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