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FILHOS DA FAMECOS
29 de fevereiro de 2016

“Quando vi, estava envolvido no mundo da TV”

Marcelo Outeiral (centro), diretor e roteirista do programa Planeta Extremo, se formou em Jornalismo em 1997
Por Nicolle Timm
Marcelo Outeiral (centro) com os repórteres do Planeta Extremo Carol Barcellos e Clayton Conservani no Deserto do Atacama, Chile (Foto: arquivo pessoal)

Marcelo Outeiral (centro) com os repórteres do Planeta Extremo Carol Barcellos e Clayton Conservani no Deserto do Atacama, Chile (Foto: arquivo pessoal)

Nas férias de verão de 1994/95, Marcelo Outeiral trabalhou no quiosque de uma pousada na Praia do Rosa, em Santa Catarina. Em uma das noites em que estava atendendo no bar, entrou um rapaz com jeito de surfista pedindo uma cerveja. O jovem contou que no verão anterior havia feito um pequeno jornal da região chamado Espaço Garopaba. Como não tinha mais auxílio de outras pessoas, decidiu que o projeto não iria adiante.

Assim surgiu o primeiro emprego remunerado na área para Outeiral. “Falei que estudava jornalismo e fui contratado na hora”. Numa Brasília vermelha, ano 1974, sem freio e sem farol, os dois iam atrás de reportagens atravessando a BR 101. Outeiral vendia anúncio, diagramava, era fotógrafo e repórter do jornal que rodava com o Diário Catarinense, em Florianópolis.

Mas Outeiral só começou no Jornalismo depois de dois anos cursando Direito na PUCRS. Em 1994, decidido, ingressou na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. Ainda no primeiro semestre, foi assistente voluntário do fotógrafo Marcelo Ruschel num projeto sobre as Baleias Francas, em Garopaba.

O que ele queria era escrever para revistas. Suas grandes influências foram a extinta Bizz e a Placar. Acabou trabalhando com televisão. Um dia, viu no mural da Famecos uma vaga de estágio na TV Guaíba. Ele foi selecionado para a produção do programa Câmera Dois, com Clóvis Duarte. Depois, participou do Projeto Caras Novas, da RBS TV. “Quando vi, já estava completamente envolvido no mundo da TV”.

Outeiral se formou em 1997 e recorda o período da Faculdade com carinho. “Foi fantástico. Muitas descobertas, vontade de aprender, de fazer”, diz. Um dos professores que teve grande importância na sua vida estudantil e profissional foi Marco Antonio Villalobos. “Com ele aprendi o que é ser prático, objetivo e justo. A entender o que era notícia. Ele me mostrou que o jornalismo é uma paixão, mas que a gente nunca pode esquecer dos amigos, da família e do cachorro”.

Depois de formado, ficou cerca de um ano como repórter na Band e voltou para a RBS como editor de texto. Trabalhou no Esporte, no RBS Notícias, no Teledomingo e foi editor regional do Jornal Nacional. Em 2001, foi contratado pela Globo Rio. As histórias de Outeiral, que tiveram início na Brasília vermelha sem freio e sem farol, continuaram. Hoje, ele é diretor e roteirista do programa Planeta Extremo, da TV Globo.

Um dos episódios do programa, transmitido em 2011, foi muito marcante para o roteirista por ser um dos mais jornalísticos. Foi a expedição até os destroços do avião que caiu em 1972 com um time uruguaio de Rúgbi na Cordilheira dos Andes, Argentina. Outeiral conta que no local do acidente entrevistaram um dos sobreviventes, que contou como fizeram para não morrer de frio e de fome e deu detalhes da difícil decisão de comer a carne dos corpos dos amigos que morreram. O terremoto no Nepal, em abril de 2015, foi outro momento inesquecível para ele. Durante três dias participou da única equipe estrangeira cobrindo a tragédia naquele país. “Uma experiência profissional e pessoal que vai ficar para sempre”.

O jornalista fala que o Planeta Extremo provoca todo tipo de sensação e ressalta a união da equipe nessas situações. Um dos princípios dos integrantes é estar sempre com uma câmera na mão. “Nesse tipo de produção, muitas vezes é a natureza que decide qual o rumo que vamos tomar”. Estar entre entretenimento e jornalismo é um dos desafios apontados por ele. Outeiral afirma que o programa não deve ser visto como essencialmente jornalístico. “A participação dos repórteres é diferente. Temos alguns aspectos de reality show e muitos momentos de pura aventura e diversão. Por outro lado, temos um compromisso com a verdade e a informação”, explica.

Sobre a profissão, Outeiral busca estar atento às mudanças. O jornalista diz que tenta sempre se atualizar, mas ainda acredita na força de uma grande história, de uma denúncia bem apurada e de uma investigação completa. “Espero que esses aspectos permaneçam por muito tempo dentro do ‘pacote’ que forma um bom jornalista”.

**A próxima reportagem da série Filhos da Famecos será publicada na segunda-feira (7). A entrevistada é a relações-públicas Natacha Gastal. Ela se formou na Famecos em 2006 e é Coordenadora Executiva da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga.

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