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COMUNICAÇÃO
6 de outubro de 2016

Redes sociais nas Eleições 2016: benéficas ou prejudiciais?

Os impactos, na visão de professores de Comunicação, dependem do modo como políticos e população se apropriam das mídias
Por Júlia Bueno
(Foto: Caroline Pacheco)

Punição para candidatos que desrespeitarem as regras da legislação varia conforme gravidade (Foto: Caroline Pacheco)

Em virtude do limite de gastos imposto pela legislação, a internet está sendo uma importante ferramenta de comunicação nas Eleições Municipais 2016. Apesar dos prefeitos e vereadores poderem atingir um número significativo de eleitores nesses sites, é necessário que obedeçam às novas regras para a veiculação de propaganda eleitoral nas redes sociais. Alexandre Elmi, formado em Jornalismo no ano de 1996, e Ilton Teitelbaum, publicitário há 25 anos, falam sobre as consequências desse novo tipo de campanha e os reflexos causados por ela na sociedade. Eles são professores da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS e acreditam que podem ser benéficos ou prejudiciais, dependendo da forma com que a população lida com ela e do incentivo à formação de uma cultura política consciente.

De acordo com as normas que integram a Resolução TSE nº 23.457/2015, o candidato pode fazer propaganda na internet, desde que gratuita e publicada em site oficial do candidato, do partido ou da coligação hospedado no Brasil. Para blogs e redes sociais, a regra é a mesma. Além disso, vale destacar que o endereço eletrônico deve ser comunicado à Justiça Eleitoral. Enviar mensagens eletrônicas, que disponibilizem opção para descadastramento do destinatário e que seja feita em até 48 horas pelo remetente, também é permitido. O que não é autorizado são agressões e ataques à honra de candidatos nas mídias sociais, assim como a divulgação de fatos sabidamente inverídicos sobre os adversários. No que diz respeito ao horário consentido para a realização de campanhas eleitorais, ele se estende até as 22 horas do dia 29 de outubro, um dia antes da votação (30), para municípios que chegaram ao segundo turno das eleições.

Elmi analisa as propagandas eleitorais nas redes sociais como criativas, tanto pelo uso de gifs, cards e transmissões ao vivo via Facebook, que contemplam uma linguagem alternativa, quanto pelo compartilhamento de fotos de cada candidato. Em contraponto, o professor destaca que, em função dessa plataforma trabalhar com algorítmos e o conteúdo chegar até o eleitor por afinidade, a circulação acaba se tornando mais viciada. “É muito difícil que as propostas e o material de um vereador alcancem pessoas que não planejam votar nele”. É útil, afirma, para promover o conhecimento das campanhas, mas não é eficaz no que diz respeito ao efeito eleitoral. “As pessoas foram votar conhecendo menos os candidatos”, desabafa. Por ser um ambiente infinitamente grande e de difícil fiscalização, Elmi ressalta o relevante papel da população em denunciar casos que burlam as regras e a importância do comportamento ético do candidato.

Sob o ponto de vista da publicidade, Teitelbaum afirma que a questão é complexa e que é muito comum confundir o conceito de dado com o de informação e o de inteligência de mercado. O docente esclarece que o primeiro é algo bruto, enquanto o segundo corresponde à transformação deste pelo receptor e o último, portanto, ao uso oportuno de tal. “O problema é a falta de capacidade das pessoas em analisar o que está ao redor. Não adianta me dar vários pés de pato se eu não souber nadar”, metaforiza. Quando o assunto envolve as redes sociais, argumenta dizendo que depende da óptica de cada um. Para o Marketing Eleitoral, a segmentação do público é ótima. Em contrapartida, completa o que Elmi diz ao alertar que o país se retroalimenta de informações superficiais. “O país ainda não aprendeu a ser uma nação. Ler apenas sobre o que se concorda não basta”.

 

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