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COMUNICAÇÃO
9 de novembro de 2017

Segunda noite no Seicom traz reflexões sobre o humano e a tecnologia

Redes de conexões e de comunicação foram os temas da noite
Por Janaina Rauber

Redes de conexões e de comunicação foram os temas da segunda conferência do Seminário Internacional de Comunicação (Seicom). Promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom), a 14ª edição tem como objetivo principal debater as mídias em transformação, como a intermídia, a transmídia e a crossmídia.

Com mediação do Prof. Dr. André Pase, a segunda noite do evento contou com nomes renomados para o debate. São eles: Claudia Attimonelli, pesquisadora da Universidade Aldo Moro, de Bari (localizada na Itália), onde ensina Cinema, Fotografia e Semiologia do Cinema e do Audiovisual; Derrick de Kerckhove, Doutor em Língua e Literatura Francesas pela Universidade de Toronto (Canadá), foi aluno e discípulo do famoso teórico canadense Marshal McLuhan, além de dirigir por mais de 20 anos o “Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia”, da Universidade de Toronto; e, por fim, Vincenzo Susca, professor associado em Sociologia, na Universidade Paul-Valéry, de Montpellier, na Faculdade de Ciências do Sujeito e da Sociedade, além de ser diretor editorial e um dos fundadores da revista « Les cahiers européens del´imaginaire ».

Vincenzo Susca ao lado do mediador André Pase (Foto: Nícolas Chidem)

Susca iniciou a discussão da noite trazendo analogias com o mundo da arte e da estética. “A compreensão da estética é importante para nossa compreensão do mundo”, comenta. Ele afirma que, na sociedade atual, o prazer está totalmente ligado ao entretenimento, à fuga e à distração. “Nós somos as obras de arte de hoje”, exemplifica. Com isso, ele acredita que esse é o momento para utilizar a cultura digital a favor da própria sociedade. O professor relembra que, no passado, antes das inovações e das tecnologias, a razão comandava os sentimentos. Agora, com o advento da tecnologia, a empatia e os sentimentos são os princípios do mundo cotidiano. Ele relaciona a arte com esses sentimentos atuais, pois ela possui um grande senso de respeito e, ao mesmo tempo, provoca diferentes tipos de sentimentos. “Bem-vindos à arte da emoção pública”, brinca.

 

Claudia Attimonelli explica o Afrofuturismo (Foto: Nícolas Chidem)

Claudia foi a segunda conferencista da noite de terça-feira. Ela abordou o Afrofuturismo, um movimento pluridisciplinar que utiliza a música, as artes plásticas e a moda como forma de resistência a uma sociedade repressiva. Além de estabelecer o encontro entre a história, o resgate da mitologia e cosmologias africanas com a tecnologia, a ciência, o novo e inexplorado. Durante sua fala, ela comenta diversas vezes sobre preconceito racial nas áreas e a importância da tecnologia e desse movimento específico como forma de luta. “O preconceito racial muitas vezes exclui essas pessoas da tecnologia”, observa. E ela reforça que através desse movimento que aborda constantemente a música eletrônica são encontrados lugares de fala.

 

Derrick de Kerckhove explica a alienação promovida pela tecnologia (Foto: Nícolas Chidem)

No final da conferência do segundo dia de Seicom, Kerckhove retrata sobre a importância da democracia e cita exemplos de excesso de poder ocorridos em Singapura. Além disso, ele fala sobre o uso das Redes Sociais e a importância da preservação da própria identidade. Diversas vezes, o professor cita Mc Luhan como referência. Entre elas, ele afirma que compactua de seus mesmos ideias ao contar sobre as linguagens do corpo. Ele explica que as crianças expressam suas próprias vontades e pensamentos de diferentes maneiras, como pela dança, por exemplo. Depois que aprendem a ler e escrever diversas informações são introduzidas, silenciando suas próprias linguagens. Através disso, Kerckhove faz uma relação com o uso da tecnologia. McLuhan fala que a eletricidade passa pela tela e mantém com o usuário uma relação permanente. Ele acredita que após essa inovação as pessoas foram perdendo as suas individualidades. “Fazemos selfies para tentarmos nos assegurar sobre a individualidade do nosso ser”, explica. Ele utiliza a analogia do robô como exemplo de toda a alienação que a internet pode causar. “O robô existe como mito da nossa cultura. Porém, enquanto for uma máquina muscular está tudo bem, o problema é se ele se tornar uma máquina cerebral”, comenta. Ele finaliza: a democracia foi um belo passo para a sociedade, mas não uma garantia. Quero deixar essa amarga reflexão.

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